Intervenções
Coletivo para a Arte, Cultura e Manifestos
Coletivo para a Arte, Cultura e Manifestos
abr 29th

Nesta edição de “Nomes da Arte” decidimos valorizar um um artista já amplamente conhecido por sua obra, e não necessariamente alguém que está buscando espaço na cena artística. Isso porque apesar da repercussão de sua obra, muita gente não conhece quem é o artista. Com vocês, Vik Muniz:
Vicente José de Oliveira Muniz (São Paulo SP 1961). Fotógrafo, desenhista, pintor e gravador.
Em 1983, passa a viver e trabalhar em Nova York. Realiza, desde 1988, séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente, temas relativos à memória, à percepção e à representação de imagens do mundo das artes e dos meios de comunicação. Faz uso de técnicas diversas e emprega nas obras, com freqüência, materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira.
Em 1988, realiza a série de desenhos The Best of Life, na qual reproduz, de memória, uma parte das famosas fotografias veiculadas pela revista americana Life. Convidado a expor os desenhos, o artista fotografa-os e dá às fotografias um tratamento de impressão em periódico, simulando um caráter de realidade às imagens originárias de sua memória.
Nas séries seguintes, que recebem, em geral, o nome do material utilizado – Imagens de Arame, Imagens de Terra, Imagens de Chocolate, Crianças de Açúcar etc. -, passa a empregar os elementos para recriar figuras referentes tanto ao universo da história da arte como do cotidiano. Seu processo de trabalho consiste em compor as imagens com os materiais, normalmente instáveis e perecíveis, sobre uma superfície e fotografá-las. Nessas séries, as fotografias, em edições limitadas, são o produto final do trabalho. Sua obra também se estende para outras experiências artísticas como a earthwork e as questões envolvidas no registro dessas criações. Fonte
Abaixo, um vídeo que mostra o artista andando por São Paulo com uma câmera na mão e seus pensamentos sobre o que vê:
mar 16th
O senso comum diz que lixo é algo imprestável. Mas, no mundo da arte, sempre tem alguém que nos dá novas perspectivas. E o cara da vez é o artista plástico Vik Muniz.
Saindo dos EUA e desembarcando em Duque de Caxias (RJ), no aterro sanitário de Jardim Gramacho, destino de 80% das toneladas de lixo produzidas diariamente na Grande Rio de Janeiro, Vik se aproximou da realidade dos catadores de lixo que ali vivem e levou até eles o seu trabalho inusitado e extremamente criativo.
Para o cara que já utilizou açúcar, chocolate, sucata e caviar nas suas obras, o lixo exerce fascínio imenso e, por isso, ele o escolheu para compor a série “Imagens de Lixo”, que são representações de quadros clássicos feitos com resíduos do aterro e inspirados nos cidadãos que ali circulam e retiram seu sustento, sonhos e angústias.
Todo esse cenário transformou-se no documentário “Lixo Extraordinário” (Waste Land, 2009), com direção de João Jardim, Karen Harley e Lucy Walker. Fernando Meirelles colabora na produção executiva. A profundidade do registro é tamanha que o filme conquistou prêmios no Festival de Sundace e, também, no Festival de Berlim.
Confira o trailer abaixo: