Exposição Lambe-lambe

De 29 de março a 27 de Abril de 2010 no Quiosque 8 do Parque da Água Branca. Você pode visitar a exposição de segunda a domingo,  das 6h as 17h50.

O lambe-lambe
por Hélio Schonmann

O lambe-lambe é uma imagem essencialmente nômade. Daí resulta sua grande versatilidade e a desenvoltura com que transita entre espaço público e privado – característica que o coloca em posição singular e privilegiada, no contexto da reflexão artística contemporânea. Obras idênticas vão sendo transformadas pela cidade: em cada nova locação, signos urbanos interferem em seu conteúdo, sugerindo diferentes leituras.

O lambe-lambe vem se tornando, cada vez mais, um campo fértil à  experimentação gráfica, abarcando xilogravura, stencil, desenho, fotografia, tipografia e imagem digital. O laboratório dessa experimentação pode ser pensado como uma continuidade entre atelier – ou computador – e cidade. Nisso ele se diferencia daquelas manifestações de arte de rua cuja elaboração se dá, exclusivamente, no corpo-a-corpo físico com a metrópole. O processo de elaboração do lambe-lambe tem outra natureza, inclusive por que ele é concebido para um campo pré-determinado e restrito – a folha de papel.

Na sequência de eventos que o Coletivo Água Branca vem promovendo, a ampliação de diálogos no âmbito da arte pública tem sido o foco central. É o que acontece, também, com a exposição LAMBE-LAMBE – mostra pensada como evento paralelo à comemoração do dia do graffiti. Nela colocamos em destaque a força da imagem gráfica concebida para o muro urbano – uma força que será potencializada, nesse projeto, pela diversidade de abordagens, realizadas por artistas de diferentes formações e procedências. Durante um mês, imagens nômades acampam no parque da Água Branca, interagindo entre si e propondo ao público uma reflexão sobre vida e arte na metrópole paulistana.

A verdadeira beleza está nas cicatrizes.

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Dan Bergeron, aka Fauxreel, é um artista de rua e acaba de lançar imagens de sua mais recente série de trabalhos “Face of the city”. A nova coleção conta com obras em papel colado aplicado de uma maneira nova. Ele é um profundo conhecedor das características proeminentes do rosto humano. Em suas intervenções, cria um mix incomum entre o ambiente urbano e suas colagens.

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Em projetos mais antigos, veja só o que este sujeito faz com os outdoors…

Imagem de Amostra do You Tube
Imagem de Amostra do You Tube
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Intervenção Urbano-Literária

http://www.vimeo.com/7952360

O projeto Intervenção Urbano-Literária cria uma narrativa metalingüística na cidade de Porto Alegre. Dividida em 17 trechos e aplicadas em forma de cartazes lambe-lambe em pontos pré-determinados da cidade. A ação é uma narrativa urbana de ficção, onde a própria cidade é cenário da trama e cada parte é contada onde realmente a história acontece.

O artista  Alessandro Garcia usou o dia de seu aniversário para determinar o número de pontos e também por ser o número de pontos que foram necessários para traçar seu apelido ALE sobre o mapa, como se pode ver na imagem abaixo.

O objetivo foi criar uma integração maior entre a cidade e a literatura, convidando os passantes a participar de duas maneiras: percorrendo todos os pontos onde os cartazes estão ou acessando o site do projeto. Interessante a integração da intervenção de rua com a literatura e as ferramentas online. Aplausos! \o/\o/\o/

Dica de @celsochad

Nomes da arte: Alessandra Cestac

Imagem de Amostra do You Tube

Esta semana, na categoria “Nomes da Arte”, o Intervenções indica uma moça nua que tem intrigado os motoristas de São Paulo. Fotografias dela em tamanho natural, algumas de costas, outras de perfil, estão espalhadas por grandes avenidas e complexos viários. A pelada da vez não está na capa de nenhuma revista masculina e tampouco faz parte de alguma misteriosa estratégia de marketing. É uma intervenção urbana realizada pela artista paulistana Alessandra Cestac. Por ela mesma.

Indicação de @celsochad

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