Intervenção urbana colaborativa em SP

Os planos do Coletivo Intervenções para 2010 é, além da esfera digital, atuar também nas ruas. E para se tornar um projeto verdadeiramente coletivo, abrimos o brainstorm na IdeiaLab Incubadora de Ideias para formatar nossa primeira ação de intervenção urbana.

Brief: Ação de intervenção colaborativa que seja iniciada na internet e ganhe vida nas ruas da capital paulista. Nosso projeto não tem cunho político, e sim artístico. Queremos quebrar com o cotidiano das pessoas na região urbana com uma ação que agregue de forma positiva e construtiva. Não esperamos um layout de graffiti, mas ideias para executar uma ação.

Critério de avaliação: Parcialmente aberta. Os integrantes do Coletivo vão selecionar a(s) melhor(es) ideia(s). Pode ser 1 ou a junção de várias.

Recompensa: Os nomes dos selecionados farão parte da ficha técnica da ação em toda sua divulgação e no vídeo oficial do projeto.

Deadline: 31 de março de 2010

Faça parte deste projeto colaborativo e dê sua ideia!

karateboard

Foi com esta simples ação que a  Toronto Academy of Karate chama a atenção dos pedestres que passam em frente sua academia. Via Comunicadores

Salty Knits e a cidade agasalhada

O Grupo Salty Knits realiza sua intervenção urbana agasalhando as árvores e postes da cidade de West Cape May,  Nova Jersey (EUA). São cachecois de tricô por vários pontos, como árvores, postes de sinal de trânsito e até telefones públicos. No entanto a está há semanas atrás dos responsáveis pela arte, já que naquele estado esse tipo de intervenção na propriedade pública é ilegal. Mas os moradores da cidade aprovam a iniciativa. Se você também gostou, torne-se fã no Facebook.

Detalhes de Budapeste

Pequenas intervenções que dizem muito. Essas duas fotos foram tiradas recentemente por @pedroporto em Budapeste, que nos enviou em primeira mão. Mais uma para nossa categoria Coletivo Aberto. Vlw!

Sol no ártico – Brighter Mornings for Brighter Days

Lembra dos seus tempos de ginásio? Quando aprendeu que, quanto mais perto dos polos mais longas são os dias e as noites, dependendo da posição e da inclinação da Terra em relação ao sol? Isso é uma realidade tão distante para nós que nem conseguimos imaginar.

Algum publicitário lembrou dessa aula de ciências, e criou essa ação maravilhosa para a marca de sucos Tropicana:

Imagem de Amostra do You Tube

O “sol artificial” foi feito no extremo norte do Canadá, na cidade de Inuvik onde no inverno os dias são completamente escuros.

Um publicitário tradicional poderia pensar: “Inuvik é minúscula, nosso publico alvo não está lá”. Mas o melhor dessa campanha é que a mensagem é tão impactante e universal que eu estou falando dela em um blog brasileiro, sendo que a marca nem é comercializada no Brasil.

Se um dia eu visitar Inuvik, a primeira coisa que farei é comprar um suco Tropicana.

Isso é guerrilha!

Nomes da arte: Rodrigo Pereira

Rodrigo Pereira é o autor da ação do post abaixo, Playmobil Heads. O artista atua em várias vertentes, como intervenções urbanas, design de produtos e direção de arte. Com grande talento para “dar vida” aos elementos já existentes nas ruas da cidade, consegue agregar novas experiências visuais para as pessoas. Nesta ação, chamada de “Horta Urbana”, Rodrigo reutiliza materiais como potes de iogurte e garrafas pet. Todas estão no Rio de Janeiro. Ótima junção entre arte e reciclagem.

Intervenção: Playmobil heads

Esta intervenção foi feita em Botafogo (RJ) e fotografada pela Gabriela Alvarenga. Sabe quem é o autor da ação, comenta aqui!

* Atualização 4/3: O autor da ação é o artista Rodrigo Pereira

Premiere de primeira


A Overture Films fez uma noite premiere somente para convidados para exibir o seu filme The Crazies,  o remake de O Exército do Extermínio (1973), clássico de George Romero, que estreia este mês lá nos EUA.

Imagem de Amostra do You Tube

Foi criada uma ação cinematográfica para o evento, onde os convidados se depararam com veículos do exército, áreas restritas, áreas em quarentena e uma correria de soldados tentando controlar uma suposta contaminação que vinha de dentro do cinema. Os convidados recebiam braceletes dos soldados com códigos de barra para poderem entrar, e ainda tinham que passar ao lado de pacientes em macas, tentando ser controlados por médicos. Legal né?

Intervenção – Passageiro Sardinha

Imagem de Amostra do You Tube

A ação aconteceu no Metrô de SP, dia 25/2,  data em que várias pessoas se envolveram no movimento Arte contra Aumento.

Dirty Car Art

Num passado recente, nesta mesma situação, o máximo que minha criatividade conseguiu produzir foi um sucinto “Lave-me”. Já Scott Wade foi mais longe. Bem mais longe.

Imagem de Amostra do You Tube

Embrulhar uma rua com plástico bolha é uma grande ideia

Em um brainstorm qualquer surgiu a ideia: “Vamos embrulhar uma rua com plástico bolha”. Para a maioria das pessoas isso pode parecer absurdo, e eles tem razão. Isso é tão absurdo que é muito bom.

O site inglês Confused.com, especializado em comparação de preços de seguros, criou a ação “Accident Avenue” para divulgar seus serviços.

Um dos materiais mais básicos e uma das primeiras coisas que vem a cabeça quando o assunto é segurança é o plástico bolha. Além de servir para diversão de muitas crianças e adultos que adoram estourar bolha por bolha, ele também garante a segurança no transporte de materiais frágeis, evitando que se quebrem.

Para tentar alertar sobre o perigo dos acidentes (evitando que as pessoas “se quebrem”) e a necessidade de um seguro, a Somerville Road, uma das ruas com maior índice de acidentes, foi completamente embrulhada em plástico bolha.

Imagem de Amostra do You Tube

Além de chamar atenção de todos que passam normalmente na rua, a ação foi replicada em jornais, televisão e blogs do mundo todo. Ideia boa = Mídia espontânea = Otimização de recursos = Sucesso. Isso é guerrilha.

Se quiser ver mais fotos da ação, é só entrar no flickr oficial. E caso esse post tenha te deixado com vontade de estourar umas bolhas, tente esse plástico bolha virtual.

Help Thy Neighbor – Site Specific Art

Site Specific Art, é uma intervenção pensada para um lugar especifico que geralmente não funcionaria se fosse instalada em outro lugar e por isso requer conhecimento histórico, cultural, político sobre um local/situação, ou seja, torna tudo mais interessante! No Brasil temos poucas intervenções desse tipo, mas não podemos esquecer de Alexandre Orion que representa bastante a Site Specific Art aqui.

Dessa vez temos uma intervenção feita em Cuba para lembrar que todos devemos lembrar da tragédia e prestar apoio ao Haiti.  Veja que apenas um Stencil pode representar muito:

http://www.vimeo.com/9452360

Vending Machine do bem

Uma boa intervenção deve ser reflexiva, sendo ela artística ou comercial, deve ser impactante. Se ela for tudo isso e ainda “do bem”, melhor ainda.

A Giovanni+Draftfcb em parceria com a 24X7 Cultural criou para a Fundação Abrinq uma nova forma de arredação de doações: Uma vending machine nas estações de metrô de São Paulo.

Imagem de Amostra do You Tube

“Através desta ação, os usuários de metrô poderão ajudar a Fundação a tirar crianças da rua por intermédio das vending machines de livros, localizadas em cinco estações.”

Guerrilha “Sun Kills”

O Hospital Suiço Stadt Apotheke realizou uma ação de guerrilha em Zurique para alertar sobre o perigo da exposição ao sol. Tags similares aos dos cadáveres no IML  foram penduradas nas pessoas que estavam tomando sol no principal parque da cidade. Criação da agência Wirz/BBDO.

Dica do @alamirmarinho

Automóveis são atores do teatro do ERRO Grupo

“Em AUTODRAMA as portas para a comunicação urbana ficam abertas, e é criada uma nova forma de se relacionar com a rua e humanizar o futuro frio de estradas cada vez maiores e carros por todos os lados.”

O ERRO Grupo, coletivo de Florianópolis/SC fundado em 2001, apresenta AUTODRAMA amanhã dia 10, quarta-feira, às 12h, ao meio dia, na Praça Dom José Gaspar, na região central de São Paulo.

Autodrama - ERRO Grupo - foto2 de Júlia Amaral

AUTODRAMA consiste em uma interferência urbana construída através da utilização de quatro carros de som que propagam textos dramáticos dialogando entre si e atuando em movimento por um local específico da cidade, assim como por suas ruas próximas. A dramaturgia da peça foi realizada a partir de releituras e cruzamentos de quatro peças teatrais, Macbeth de Shakespeare, Mateus e Mateusa de Qorpo Santo, Ascensão e queda da cidade de Mahagonny de Brecht, e Fuenteovejuna de Lope de Veja, entrelaçados a textos de leis burocráticas, filosóficos e de auto-ajuda.

O ERRO Grupo com AUTODRAMA busca a reflexão sobre o habitat urbano criando um deslocamento dos mecanismos de marketing e propaganda para fomentar um questionamento político, social, ambiental e cultural. Ao propagar gravações de diálogos dramáticos realizados por atores, através das trilhas sonoras e da movimentação desses carros em avenidas e ruas da cidade, a peça cria caminhos e espaços dramáticos de conflito e de relações entre os carros, as pessoas, os transeuntes, o teatro e a cidade, apropriando-se das possibilidades oferecidas pela performance-art, das extensões do corpo em ações artísticas e subvertendo estratégias contemporâneas de comunicação.

Autodrama em Canoas-RS - ERRO Grupo - foto de Rhaisa Muniz

AUTODRAMA se justifica pela necessidade do ERRO em aproximar arte e vida, de entender a cultura como algo inerente a vida e, portanto, em se apropriar estrategicamente de formas inseridas no cotidiano das pessoas, para re-significar tanto o lugar sacramentado da arte quanto sua interferência nos fluxos urbanos.  O diretor teatral Pedro Bennaton, que concebeu AUTODRAMA junto à atriz e dramaturga Luana Raiter, afirma: “É tarefa do ator contemporâneo abusar das extensões midiáticas e subverter os meios de comunicação para inserir-se e agir no cotidiano, pois, sua presença física se torna diferente da caracterização normal de um ato teatral, constrói outras possibilidades como a de motoristas de automóveis que se tornam atores ao criarem no espaço urbano cenas particulares com estruturas dramáticas”.

Ficha técnica

Concepção: Luana Raiter e Pedro Bennaton

Dramaturgia: Luana Raiter e Pedro Bennaton

Atores, vozes e motoristas: Ana Paula Cardozo, Luana Raiter, Michel Marques, Pedro Bennaton, Rodrigo Sember e carro de mensagem ao vivo

Pesquisa Sonora (eletro-mecânica): Michel Marques, Pedro Bennaton e Rodrigo Sember

Sonoplastia: Luana Raiter e Pedro Bennaton

Design Gráfico: Luana Raiter

Fotos: Júlia Amaral e Rhaisa Muniz

Assessoria de imprensa: Ana Letícia da Rosa

Web-design: Henrique Palazzo

Produção: Ana Paula Cardozo e Luana Raiter (ERRO Grupo)

Brainstorm para Intervenção Urbana

Coletivo Intervenções é uma startup que surgiu de uma ideia incubada na IdeiaLab. Em pouco tempo está se tornando um dos principais coletivos sobre arte na internet (BR).  Mas nossos planos para 2010 é sair da esfera digital e ir para as ruas. E para se tornar um projeto verdadeiramente coletivo, abrimos um brainstorm na IdeiaLab para formatar nossa primeira ação de intervenção nas ruas de São Paulo de forma colaborativa. Participe deste brainstorm aberto e faça parte da primeira intervenção urbana do nosso Coletivo!


Slinkachu – Arte aos pés do espectador

É comum intervenções urbanas apresentarem sempre grandes dimensões, exatamente para conseguir chamar a atenção das pessoas no ambiente caótico das metrópoles. No entanto, alguém bastante talentoso rompeu com essa tendência, optando pela sutileza. Trata-se do inglês Slinkachu, um artista urbano ao estilo Bansky: nada de fotos nem nome divulgados.

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Sua obra é toda fundamentada em personagens medindo no máximo 5 milímetros, que são utilizados conforme a necessidade da instalação. Os  pequenos bonecos são deixados discretamente em praças, calçadas, banheiros e outros lugares públicos de Londres, para que possam interagir, criando um universo inusitado onde a arte de Slinkachu se mistura harmoniosamente aos objetos, lixos e insetos desses lugares.

O mais incrível é que após fotografada para o blog do artista, a obra é deixada para trás, sofrendo as consequências do tempo ou de um pedestre desavisado. Mesmo por que, Slinkachu se tornou conhecido e reuniu milhares de fãs pelo mundo justamente por causa do seu blog, que vale muito a pena ser visitado. Já suas instalações não têm a mesma sorte, perdem-se pelo caminho, sendo que na maioria das vezes sequer são notadas.

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Ao ir a Londres, cuidado, você pode pisar numa obra de arte.

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Àqueles que desejam se aprofundar mais sobre o tema, Slinkachu publicou um livro Little people in the city.

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Seria a obra de Slinkachu uma metáfora da nossa própria existência, perdida, descartável, em meio ao imenso caos em que vivemos?

Muller coloca seu cérebro em conflito com você

A notícia não é nova, mas não é por isso que deixaremos de fora do Intervenções, afinal, ela continua impressionando. Então, vale a pena relembrar a intervenção de Edgar Muller e sua equipe na incrível pintura 3D de aproximadamente 280m² na River Street, Canadá. É fácil perceber que a escolha da rua não foi aleatória.

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A obra fazia parte do 2007 Moose Jaw Prarie Arts Festival e o mais impressionante da imagem é que por mais que você lute com seu cérebro para enxergar a rua, não adianta, ele vai forçá-lo a ver a cascata.

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Outra pintura não menos fantástica de Edgar Muller.

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Luzes, pessoas… Intervenção!

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O grupo YesYesNo realizou uma intervenção baseada em cores e sombras na fachada do prédio Auckland Ferry (Nova Zelândia). A interação contou com 3 tipos de manifestações: pelo corpo, pela mão e pelos fones, através das ondas sonoras que saem deles. Impressionante!

Via Voxel Show

Videoarte e LSD, por Gary Hill

Um dos precursores da videoarte mundial, Gary Hill apresenta uma mostra impactante, em que palavra e imagem se combinam e se confrontam. A exposição Circumstances/Circunstâncias é composta por cinco videoinstalações sendo Unconditional Surrender um site specific especialmente criado para o MIS. A obra é o primeiro trabalho do artista realizado totalmente com técnicas de computação digital.

Gary Hill (Califórnia, 1951) é um dos artistas que melhor compreendeu e mais habilmente soube promover a integração entre a arte e as novas tecnologias. Começou sua carreira como escultor para, nos anos 70, explorar as possibilidades do vídeo em Woodstock – numa época em que se discutia a descentralização da produção e a possibilidade da criação independente em comunidades alternativas -–, ele vem desenvolvendo uma constante e impactante obra. Também promove uma estimulante combinação de meios, na qual a comunicação com o espectador/participante é imediata.

Entrevistado pela Revista Trip, Gary responde:

Você acha que a internet tornou os artistas mais visíveis ou banalizou a ideia do que é arte?

Provavelmente as duas coisas. Eu vi algumas das minhas obras no Youtube. É interessante 100, 200 mil pessoas vendo seu trabalho, fora de contexto, sem necessariamente saber de onde vêm, as intenções; elas fazem comentários, assistem. Por outro lado, elas [as obras] podem estar ao lado de virtualmente qualquer coisa, alguém cozinhando ou algo do tipo, então o contexto é um pouco distorcido dependendo de como alguém chega ali [na obra]. Não é como ir ao museu ou outro espaço onde sua intenção é olhar para algo, você se prepara sua mente para aquilo. Não é a mesma experiência.

De 19 de janeiro a 12 de março, no Museu da Imagem e do Som. R$ 4 reais de entrada, grátis aos domingos.

Por MIS

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