Intervenções
Coletivo sobre manifestações artísticas e sociais
Coletivo sobre manifestações artísticas e sociais
fev 8th
É comum intervenções urbanas apresentarem sempre grandes dimensões, exatamente para conseguir chamar a atenção das pessoas no ambiente caótico das metrópoles. No entanto, alguém bastante talentoso rompeu com essa tendência, optando pela sutileza. Trata-se do inglês Slinkachu, um artista urbano ao estilo Bansky: nada de fotos nem nome divulgados.

Sua obra é toda fundamentada em personagens medindo no máximo 5 milímetros, que são utilizados conforme a necessidade da instalação. Os pequenos bonecos são deixados discretamente em praças, calçadas, banheiros e outros lugares públicos de Londres, para que possam interagir, criando um universo inusitado onde a arte de Slinkachu se mistura harmoniosamente aos objetos, lixos e insetos desses lugares.
O mais incrível é que após fotografada para o blog do artista, a obra é deixada para trás, sofrendo as consequências do tempo ou de um pedestre desavisado. Mesmo por que, Slinkachu se tornou conhecido e reuniu milhares de fãs pelo mundo justamente por causa do seu blog, que vale muito a pena ser visitado. Já suas instalações não têm a mesma sorte, perdem-se pelo caminho, sendo que na maioria das vezes sequer são notadas.


Ao ir a Londres, cuidado, você pode pisar numa obra de arte.


Àqueles que desejam se aprofundar mais sobre o tema, Slinkachu publicou um livro Little people in the city.



Seria a obra de Slinkachu uma metáfora da nossa própria existência, perdida, descartável, em meio ao imenso caos em que vivemos?
fev 5th
A notícia não é nova, mas não é por isso que deixaremos de fora do Intervenções, afinal, ela continua impressionando. Então, vale a pena relembrar a intervenção de Edgar Muller e sua equipe na incrível pintura 3D de aproximadamente 280m² na River Street, Canadá. É fácil perceber que a escolha da rua não foi aleatória.


A obra fazia parte do 2007 Moose Jaw Prarie Arts Festival e o mais impressionante da imagem é que por mais que você lute com seu cérebro para enxergar a rua, não adianta, ele vai forçá-lo a ver a cascata.

Outra pintura não menos fantástica de Edgar Muller.

jan 16th
As pessoas estão tão ansiosas pela estréia, só em 16 de abril, do esperadíssimo Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, que acabam deixando passar despercebido outro evento igualmente interessante inspirado na mesma obra de Lewis Carroll. Trata-se da exposição “Um Mundo Sem Medidas“, que reúne os trabalhos de onze artistas franceses (Gilbert Garcin, Gabriela Vanga, Simone Decker, entre outros) selecionados pela curadora também francesa, Valérie Marchi. As obras passeiam entre o real e a ficção, explorando perspectivas, proporções e escalas inusitadas, tudo para representar as lembranças, fantasias e temores relacionados ao passado. Vale destacar a série “Chicletismo” de Simone Decker.






Além das fotografias e de um cabide, trazido especialmente de Itu para dar suporte a uma das peças da coleção, há também material audiovisual. Um particularmente é bem esquisito, porém muito bacana, pois mostra um rato no tamanho Michael Jordan em comparação a um ser humano com medidas insuficientes para subir o degrau de uma escada.
A exposição já está rolando há dois meses no Museu de Arte Contemporânea da USP, em São Paulo, mas só temos mais 15 dias para visitar, pois encerra dia 31 de janeiro. É isso aí, a Alice está inspirando muito trabalho interessante que você não pode deixar de ver.
Exposição Um Mundo Sem Medidas
MAC USP
Rua da Reitoria, 109. Cidade Universitária, Butantã. São Paulo – Capital.
Terça a sexta das 10 às 18h. Sábados, domingos e feriados das 10 às 16h. Segundona está fechado.
Tel.: (11) 3091-3039
dez 17th
Dan Bergeron, aka Fauxreel, é um artista de rua e acaba de lançar imagens de sua mais recente série de trabalhos “Face of the city”. A nova coleção conta com obras em papel colado aplicado de uma maneira nova. Ele é um profundo conhecedor das características proeminentes do rosto humano. Em suas intervenções, cria um mix incomum entre o ambiente urbano e suas colagens.Em projetos mais antigos, veja só o que este sujeito faz com os outdoors…
nov 23rd
nov 17th
Spy é um artista madrileño. E não revela o nome… Seu trabalho é bem diversificado e costuma brincar com elementos urbanos, “é uma reapropriação urbana”. Ele interfere nos elementos da rua e tem um ótimo senso de humor. No link, você confere a galeria Spy de intervenções. http://www.spy.org.es/
nov 3rd
O último depoimento postado no site Oog Lab é de Ale Youssef, importantissimo para entender como a arte interfere na política e na economia de uma cidade. O depoimento foi divido em duas partes, assista aqui a parte 1 e a parte 2.
Ale Youssef é formado em Direito pelo Mackenzie e foi professor de Ética, Cidadania e Política contemporânea em colégios de São Paulo. Em 2001 dirigiu a implementação da Coordenadoria Especial de Juventude da prefeitura de São Paulo e ocupou o cargo de Coordenador de Juventude da cidade até 2004, onde desenvolveu projetos de valorização da cultura jovem e da identificação de novas expressões de comportamento.
É sócio e criador do Studio SP, casa de shows e artes localizada na Rua Augusta que tem sido um espaço importante para valorização de novas expressões culturais da cidade. Em 2008 criou o Overmundo, o primeiro site brasileiro de web 2.0, totalmente colaborativo. Além de ser colunista de política da revista TRIP.
out 20th
Para relembrar o massacre aborígene que aconteceu em “La Matanza”, Argentina no ano de 1890, o artista NAZZA fez várias intervenções. Além de ser um marco no Bicentenário da Independência da Argentina, o projeto foi idealizado para valorizar raízes e recuperar a memória do povo.
A arte mais uma vez sendo usada para resgatar a memória sobre fatos históricos e também para despertar o senso crítico nas pessoas, algo muitas vezes adormecido. As imagens são mais fortes que qualquer história falada.

(clique para ampliar. Fotos retiradas do flickr de NAZZA)
Nas foto: Stencils (feitos na Espanha) com o Rei Juan Carlos decapitado e da rainha Isabel da Espanha cravada por flechas. As pinturas (feitas na Argentina) representam os aborígenes cada um com sua arma relacionadas ao acontecido com as figuras nos stencils.
out 19th
Para inaugurar minhas colaborações aqui no Intervenções vou começar falando sobre meu projeto pessoal: o OOG Lab, porque afinal foi através dele que fui convidada.
O Oog Lab (Oog quer dizer olho em holandês) é um laboratório do olhar. Projeto experimental que procura investigar as interferências da arte como comunicação visual na cidade.
Ele nasceu de uma inquietação: Por que todos estão tão preocupados em definir estilos e conceitos e se esquecem de como podemos aplicar a arte para o bem da cidade e de seus moradores?
Nada da arte que se coloca nas ruas foge do imaginário urbano, então nada melhor do que ela para comunicar os acontecimentos e as vontades de uma época.
Através de depoimentos o OOG LAB começa a descobrir as influências, as inspirações e as mudanças que a arte pública promove na cidade, nos moradores e nos próprios artistas.
Como é um projeto experimental, ao longo da gravação dos depoimentos e do feedback dado pelo site ele irá evoluir e adequar-se as respostas do público, não perdendo é claro o objetivo concreto de provocar discussões sobre arte e intervenções e criar conexões entre pessoas.
Por isso é um convite a todos! Acesse e envie vídeos, trabalhos gráficos ou apenas escreva suas impressões.
Siga o OOG LAB no twitter.