Arte ao vivo: Assista Mariantonios

Acompanhe em tempo real os artistas do grupo Mariantonios realizando suas pinturas acompanhados de música e cerveja da boa. Live!

Quando um comercial se aproxima da arte

São raros, mas às vezes um comercial chega a impressionar esteticamente tanto quanto uma obra de arte. Idéia, conceito, trilha e imagens, tudo reunido numa produção impecável e criando uma harmonia perfeita. Tanto é que não vamos mostrar, vamos expor para você.

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Coletânea com os mais bem sucedidos flash mobs

Em 2009, a empresa de telefonia móvel T-Mobile reuniu dezenas de pessoas dançando na estação Liverpool Street, em Londres.

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A banda Black Eyed Peas fez um show na Avenida Michigan, Chicago, em comemoração à 24ª temporada do programa da Oprah Winfrey, e organizou um flash mod com mais de 20 mil pessoas.

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Na rua Bergen, Brooklyn, New York, funcionava a fábrica que inventou o brinquedo Cachorro Invisível, na década de 70. Em 2009, mais de 2 mil pessoas passaram por lá com seus brinquedos.

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Em 2010, mais de três mil nova-iorquinos participaram da nona edição do “No Pants! Subway Ride”. No total foram 44 cidades espalhadas pelo mundo que reuniram mais de cinco mil pessoas que baixaram suas calças para entrar no metrô.

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O primeiro Zombie Walk, em Toronto, no ano de 2003, contou com apenas seis participantes. Neste vídeo já são mais de 400.

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A companhia sueca de dança Bounce reuniu mais de 300 dançarinos em uma praça para homenagear o cantor Michael Jackson.

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Em 2006, mais de 200 agentes do grupo Improv Everywhere congelaram-se em seus lugares ao mesmo tempo, durante 5 minutos na estação Grand Central, New York.

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No The Mp3 Experiment Tour, mais de 2 mil pessoas acionam ao mesmo tempo o play de seus respectivos aparelhos de Mp3 e iniciam uma guerra de balões.

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Em 2007, na Union Square, New York, centenas de pessoas realizaram uma guerra de travesseiros. O evento acontece em diversas cidades do mundo durante um determinado dia. Em 2010 será em 3 de abril, mais informações com @FlashMobSP

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by @veja

Slinkachu – Arte aos pés do espectador

É comum intervenções urbanas apresentarem sempre grandes dimensões, exatamente para conseguir chamar a atenção das pessoas no ambiente caótico das metrópoles. No entanto, alguém bastante talentoso rompeu com essa tendência, optando pela sutileza. Trata-se do inglês Slinkachu, um artista urbano ao estilo Bansky: nada de fotos nem nome divulgados.

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Sua obra é toda fundamentada em personagens medindo no máximo 5 milímetros, que são utilizados conforme a necessidade da instalação. Os  pequenos bonecos são deixados discretamente em praças, calçadas, banheiros e outros lugares públicos de Londres, para que possam interagir, criando um universo inusitado onde a arte de Slinkachu se mistura harmoniosamente aos objetos, lixos e insetos desses lugares.

O mais incrível é que após fotografada para o blog do artista, a obra é deixada para trás, sofrendo as consequências do tempo ou de um pedestre desavisado. Mesmo por que, Slinkachu se tornou conhecido e reuniu milhares de fãs pelo mundo justamente por causa do seu blog, que vale muito a pena ser visitado. Já suas instalações não têm a mesma sorte, perdem-se pelo caminho, sendo que na maioria das vezes sequer são notadas.

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Ao ir a Londres, cuidado, você pode pisar numa obra de arte.

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Àqueles que desejam se aprofundar mais sobre o tema, Slinkachu publicou um livro Little people in the city.

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Seria a obra de Slinkachu uma metáfora da nossa própria existência, perdida, descartável, em meio ao imenso caos em que vivemos?

Muller coloca seu cérebro em conflito com você

A notícia não é nova, mas não é por isso que deixaremos de fora do Intervenções, afinal, ela continua impressionando. Então, vale a pena relembrar a intervenção de Edgar Muller e sua equipe na incrível pintura 3D de aproximadamente 280m² na River Street, Canadá. É fácil perceber que a escolha da rua não foi aleatória.

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A obra fazia parte do 2007 Moose Jaw Prarie Arts Festival e o mais impressionante da imagem é que por mais que você lute com seu cérebro para enxergar a rua, não adianta, ele vai forçá-lo a ver a cascata.

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Outra pintura não menos fantástica de Edgar Muller.

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Alice em mais uma maravilha.

As pessoas estão tão ansiosas pela estréia, só em 16 de abril, do esperadíssimo Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, que acabam deixando passar despercebido outro evento igualmente interessante inspirado na mesma obra de Lewis Carroll. Trata-se da exposição “Um Mundo Sem Medidas“, que reúne os trabalhos de onze artistas franceses (Gilbert Garcin, Gabriela Vanga, Simone Decker, entre outros) selecionados pela curadora também francesa, Valérie Marchi. As obras passeiam entre o real e a ficção, explorando perspectivas, proporções e escalas inusitadas, tudo para representar as lembranças, fantasias e temores relacionados ao passado. Vale destacar a série  “Chicletismo” de Simone Decker.

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Simone Decker

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Gilbert Garcin Aller-simple-2003

Além das fotografias e de um cabide, trazido especialmente de Itu para dar suporte a uma das peças da coleção, há também material audiovisual. Um particularmente é bem esquisito, porém muito bacana, pois mostra um rato no tamanho Michael Jordan em comparação a um ser humano com medidas insuficientes para subir o degrau de uma escada.

A exposição já está rolando há dois meses no Museu de Arte Contemporânea da USP, em São Paulo, mas só temos mais 15 dias para visitar, pois encerra dia 31 de janeiro. É isso aí, a Alice está inspirando muito trabalho interessante que você não pode deixar de ver.

Exposição Um Mundo Sem Medidas

MAC USP

Rua da Reitoria, 109. Cidade Universitária, Butantã. São Paulo – Capital.

Terça a sexta das 10 às 18h. Sábados, domingos e feriados das 10 às 16h. Segundona está fechado.

Tel.: (11) 3091-3039

A verdadeira beleza está nas cicatrizes.

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Dan Bergeron, aka Fauxreel, é um artista de rua e acaba de lançar imagens de sua mais recente série de trabalhos “Face of the city”. A nova coleção conta com obras em papel colado aplicado de uma maneira nova. Ele é um profundo conhecedor das características proeminentes do rosto humano. Em suas intervenções, cria um mix incomum entre o ambiente urbano e suas colagens.

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Em projetos mais antigos, veja só o que este sujeito faz com os outdoors…

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Trimmer com ação em postes

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O grande feito partiu da agência Saatchi & Saatchi da Indonésia. Os cartazes foram instalados em vários postes usando os fios como se fossem os pelos saindo do nariz. É mesmo uma pena ser proibido fazer algo do tipo aqui em sampa…

Reapropriação Urbana

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Spy é um artista madrileño. E não revela o nome… Seu trabalho é bem diversificado e costuma brincar com elementos urbanos, “é uma reapropriação urbana”. Ele interfere nos elementos da rua e tem um ótimo senso de humor. No link, você confere a galeria Spy de intervenções. http://www.spy.org.es/

Ale Youssef – Projeto Oog Lab

O último depoimento postado no site Oog Lab é de Ale Youssef,  importantissimo para entender como a arte interfere na política e na economia de uma cidade. O depoimento foi divido em duas partes, assista aqui a parte 1 e a parte 2.

Ale Youssef

Ale Youssef

Ale Youssef é formado em Direito pelo Mackenzie e foi professor de Ética, Cidadania e Política contemporânea em colégios de São Paulo. Em 2001 dirigiu a implementação da Coordenadoria Especial de Juventude da prefeitura de São Paulo e ocupou o cargo de Coordenador de Juventude da cidade até 2004, onde desenvolveu projetos de valorização da cultura jovem e da identificação de novas expressões de comportamento.

É sócio e criador do Studio SP, casa de shows e artes localizada na Rua Augusta que tem sido um espaço importante para valorização de novas expressões culturais da cidade.  Em 2008 criou o Overmundo, o primeiro site brasileiro de web 2.0, totalmente colaborativo. Além de ser colunista de política da revista TRIP.

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