Intervenções
Coletivo sobre manifestações artísticas e sociais
Coletivo sobre manifestações artísticas e sociais
fev 25th
fev 23rd
Todo tipo de material que produza sombra é matéria-prima para o artista belga Fred Eerdekens. Seu trabalho é um exemplo de experimentação do espaço tridimensional para a construção tipográfica. As esculturas manipulam luz e sombra para desvendar textos ocultos. Somente quando a luz é apontada numa direção e ângulo precisos que a mensagem secreta é revelada. O artista usa toda sorte de materiais em suas instalações, de cobre retorcido a caixas de cereais.








Cientistas afirmam que pontos luminosos são irresistíveis aos olhos humanos. A arte de Eerdekens provou que eles estão certos.
fev 22nd
Maiko Takeda é uma designer, artista e fotógrafa japonesa que reside em Londres. Seu trabalho, detalhista e complicado, é ilustrado por peças atemporais que já participaram de exposições e concursos mundo a fora.
No entanto, em sua Degree Colection do ano passado, ela inovou ao apresentar o artifício das sombras como jóias. As peças contam com pequenos furinhos, contornos e traços que, quando iluminados, projetam imagens surpreendentes sobre o corpo. Uma verdadeira obra de arte que encontra na pele aveludada das modelos a instalação perfeita para expor sua beleza.





fev 13th
Kumi Yamashita é um artista japonês que cria impressionantes efeitos visuais por meio da manipulação da iluminação e dos movimentos de formas simples, como letras do alfabeto, blocos de papel ou pequenas peças de madeira. Ele literalmente dá vida às sombras.





Pra quem curtiu o trabalho de Kumi Yamashita e tem como virtude a paciência, não deixe de contemplar o talento e a originalidade do artista empregados nesta obra:
O trabalho de Yamashita serviu de inspiração para a estilista Erika Ikezili no seu desfile na São Paulo Fashion Week – Inverno 2010.
fev 8th
É comum intervenções urbanas apresentarem sempre grandes dimensões, exatamente para conseguir chamar a atenção das pessoas no ambiente caótico das metrópoles. No entanto, alguém bastante talentoso rompeu com essa tendência, optando pela sutileza. Trata-se do inglês Slinkachu, um artista urbano ao estilo Bansky: nada de fotos nem nome divulgados.

Sua obra é toda fundamentada em personagens medindo no máximo 5 milímetros, que são utilizados conforme a necessidade da instalação. Os pequenos bonecos são deixados discretamente em praças, calçadas, banheiros e outros lugares públicos de Londres, para que possam interagir, criando um universo inusitado onde a arte de Slinkachu se mistura harmoniosamente aos objetos, lixos e insetos desses lugares.
O mais incrível é que após fotografada para o blog do artista, a obra é deixada para trás, sofrendo as consequências do tempo ou de um pedestre desavisado. Mesmo por que, Slinkachu se tornou conhecido e reuniu milhares de fãs pelo mundo justamente por causa do seu blog, que vale muito a pena ser visitado. Já suas instalações não têm a mesma sorte, perdem-se pelo caminho, sendo que na maioria das vezes sequer são notadas.


Ao ir a Londres, cuidado, você pode pisar numa obra de arte.


Àqueles que desejam se aprofundar mais sobre o tema, Slinkachu publicou um livro Little people in the city.



Seria a obra de Slinkachu uma metáfora da nossa própria existência, perdida, descartável, em meio ao imenso caos em que vivemos?
jan 26th
O novo livro de Dan Brown, O Símbolo Perdido, nem bem foi lançado e já está vendendo mais rápido que ingresso de show da Madonna. Entretanto, críticas literárias à parte, há uma passagem do livro que traz ao conhecimento público uma obra muito interessante. Trata-se da enigmática Kryptos, uma escultura realizada por Jim Sanborn, localizada num pátio reservado da CIA (Central Intelligence Agency), que encomendou a obra em 1988.

Sanborn entregou a escultura dois anos depois. Na época, a CIA estava construindo o atual edifício onde a peça está instalada. A proposta era adquirir uma obra de arte que não fosse vista pelo público, mas que entretivesse seus funcionários. Por isso, a escultura é basicamente um pergaminho de bronze com 4 metros de altura, em forma de S, vazado por 865 caracteres que, codificados, revelam mensagens; abordagem totalmente inserida no contexto da agência americana.
Kryptos contém quatro mensagens cifradas, que reunidas revelam o grande segredo da obra. É agora que a história fica interessante. Os criptoanalistas da CIA (profissionais da espionagem mesmo) só descobriram três delas. Portanto, o significado da escultura ainda é um mistério.
Diversas pessoas e organizações, além da CIA, já tentaram resolver o enigma, mas sem sucesso algum. Curiosamente, as mensagens são em inglês e contém erros gramaticais intencionais. Outra constatação intrigante é a existência de fragmentos de pedra parcialmente enterrados nas proximidades da instalação, que apresentam símbolos de código Morse (?). Agora ficou fácil, hein?

O artista também é um estudioso de arqueologia e afirma ficar maravilhado quando descobre algo relevante sob a terra. Taí uma dica a se considerar, porém, especialistas da CIA já vasculharam a área com elaborados equipamentos e nada foi encontrado.
O mais engraçado é que Sanborn acreditava que as primeiras mensagens fossem decifradas em dias, no máximo semanas, porém, para sua surpresa, levou nove anos. Ele já declarou que jamais revelará a solução completa, e deixará o segredo para alguém, caso morra antes que a obra seja decifrada. Inclusive, pessoas próximas comentam que ele quer mesmo é passar sua vida inteira sem que seu mistério seja descoberto.
Os primeiros a decifrarem as mensagens foram David Stein, um analista da CIA e Jim Gillogly um programador californiano. Se você quiser ser o próximo, aí estão os textos da escultura de Jim Sanborn:
EMUFPHZLRFAXYUSDJKZLDKRNSHGNFIVJ
YQTQUXQBQVYUVLLTREVJYQTMKYRDMFD
VFPJUDEEHZWETZYVGWHKKQETGFQJNCE
GGWHKK?DQMCPFQZDQMMIAGPFXHQRLG
TIMVMZJANQLVKQEDAGDVFRPJUNGEUNA
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YIZETKZEMVDUFKSJHKFWHKUWQLSZFTI
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——————————————————–
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZABCD
AKRYPTOSABCDEFGHIJLMNQUVWXZKRYP
BRYPTOSABCDEFGHIJLMNQUVWXZKRYPT
CYPTOSABCDEFGHIJLMNQUVWXZKRYPTO
DPTOSABCDEFGHIJLMNQUVWXZKRYPTOS
ETOSABCDEFGHIJLMNQUVWXZKRYPTOSA
FOSABCDEFGHIJLMNQUVWXZKRYPTOSAB
GSABCDEFGHIJLMNQUVWXZKRYPTOSABC
HABCDEFGHIJLMNQUVWXZKRYPTOSABCD
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JCDEFGHIJLMNQUVWXZKRYPTOSABCDEF
KDEFGHIJLMNQUVWXZKRYPTOSABCDEFG
LEFGHIJLMNQUVWXZKRYPTOSABCDEFGH
MFGHIJLMNQUVWXZKRYPTOSABCDEFGHI
——————————————————-
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——————————————————–
NGHIJLMNQUVWXZKRYPTOSABCDEFGHIJL
OHIJLMNQUVWXZKRYPTOSABCDEFGHIJL
PIJLMNQUVWXZKRYPTOSABCDEFGHIJLM
QJLMNQUVWXZKRYPTOSABCDEFGHIJLMN
RLMNQUVWXZKRYPTOSABCDEFGHIJLMNQ
SMNQUVWXZKRYPTOSABCDEFGHIJLMNQU
TNQUVWXZKRYPTOSABCDEFGHIJLMNQUV
UQUVWXZKRYPTOSABCDEFGHIJLMNQUVW
VUVWXZKRYPTOSABCDEFGHIJLMNQUVWX
WVWXZKRYPTOSABCDEFGHIJLMNQUVWXZ
XWXZKRYPTOSABCDEFGHIJLMNQUVWXZK
YXZKRYPTOSABCDEFGHIJLMNQUVWXZKR
ZZKRYPTOSABCDEFGHIJLMNQUVWXZKRY
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZABCD
Descobriu?
jan 8th

Foto minha. Explicado?
Ao andarmos pelo Metrô de São Paulo os problemas da saturação do transporte paulistano vão passando por nós como estações. São filas infindáveis, vagões lotados e o exaustivo alerta “atenção, devido a falhas no sistema, os trens estão circulando com velocidade reduzida e maior tempo de parada”. Porém, depois de uma viagem repleta de inconvenientes e muito desconforto, quando o passageiro já não tem mais a menor esperança de ser feliz na vida, eis que surge uma surpresa bem agradável: arte.
Estrategicamente localizada na estação Trianon-MASP, a instalação não se trata “apenas” de uma exposição como ocorre em outros locais do Metrô, a
proposta é convidar os passageiros a visitar o museu que se encontra a poucos metros dali. Ao contrário de outras obras expostas no Metrô, fixas ou temporárias, essa tem caráter institucional, não encerra em si mesma, estende-se para além da estação onde a exposição continua. Trata-se de uma peça publicitária original e de muito bom gosto.
Com certeza, essa é uma intervenção no Metrô de São Paulo que merece ser elogiada, principalmente por seu caráter social, de acessibilidade, pois vale lembrar que às terças a entrada no MASP é gratuita. Quem sabe um dia, o tempo que perdemos por causa das constantes “falhas no sistema”, nós possamos aproveitar nos diversos museus de São Paulo.
jan 7th
Mike Stilkey é um artista autêntico, transformaria qualquer sebo em galeria de arte. Seu estúdio fica em Alta Dena, Califórnia. Mike é um artista de barba que gosta de beber cerveja Guinness e adora animais.
Pensa no trabalho artístico como um poema gigante. E nunca tem uma ideia concreta do que vai fazer, no meio do processo tudo toma forma de maneira inesperada, até pra ele. O artista diz que às vezes pode ver os sentimentos e as emoções dos animais. O que torna mais fácil expressar os sentimentos de muitos dos meus personagens.
dez 17th
Dan Bergeron, aka Fauxreel, é um artista de rua e acaba de lançar imagens de sua mais recente série de trabalhos “Face of the city”. A nova coleção conta com obras em papel colado aplicado de uma maneira nova. Ele é um profundo conhecedor das características proeminentes do rosto humano. Em suas intervenções, cria um mix incomum entre o ambiente urbano e suas colagens.Em projetos mais antigos, veja só o que este sujeito faz com os outdoors…
nov 30th
Urban Cursor é um projeto interativo desenvolvido para um festival cultural na Espanha. Esta peça gigante foi colocada em uma praça pública na Catalunha. Através de um dispositivo GPS embutido, o cursor pode transmitir suas coordenadas geográficas para um site. E do site, as coordenadas foram mapeadas para o Google Maps, que documentou todos os movimentos no mundo físico. urbancursor
nov 26th
A agência DraftFCB de Nova Iorque criou um vídeo com a pretensão de tornar-se viral, divulgando a ONG City Harvest.
No vídeo, filmado no famoso estilo “amador-viral”, eles discutem sobre o grande disperdício de comida pelos norte-americanos. Segundo eles, o alimento que é jogado fora daria para alimentar mais de 260.000 pessoas. Confira:
nov 23rd