Dirty Car Art

Num passado recente, nesta mesma situação, o máximo que minha criatividade conseguiu produzir foi um sucinto “Lave-me”. Já Scott Wade foi mais longe. Bem mais longe.

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Shadows Art – Fred Eerdekens – Final

Todo tipo de material que produza sombra é matéria-prima para o artista belga Fred Eerdekens. Seu trabalho é um exemplo de experimentação do espaço tridimensional para a construção tipográfica. As esculturas manipulam luz e sombra para desvendar textos ocultos. Somente quando a luz é apontada numa direção e ângulo precisos que a mensagem secreta é revelada. O artista usa toda sorte de materiais em suas instalações, de cobre retorcido a caixas de cereais.

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Cientistas afirmam que pontos luminosos são irresistíveis aos olhos humanos. A arte de Eerdekens provou que eles estão certos.

Shadows Art – Maiko Takeda – Parte 3

Maiko Takeda é uma designer, artista e fotógrafa japonesa que reside em Londres. Seu trabalho, detalhista e complicado, é ilustrado por peças atemporais que já participaram de exposições e concursos mundo a fora.

No entanto, em sua Degree Colection do ano passado, ela inovou ao apresentar o artifício das sombras como jóias. As peças contam com pequenos furinhos, contornos e traços que, quando iluminados, projetam imagens surpreendentes sobre o corpo. Uma verdadeira obra de arte que encontra na pele aveludada das modelos a instalação perfeita para expor sua beleza.

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Shadows Art – Kumi Yamashita – Parte 1

Kumi Yamashita é um artista japonês que cria impressionantes efeitos visuais por meio da manipulação da iluminação e dos movimentos de formas simples, como letras do alfabeto, blocos de papel ou pequenas peças de madeira.  Ele literalmente dá vida às sombras.

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Pra quem curtiu o trabalho de Kumi Yamashita e tem como virtude a paciência, não deixe de contemplar o talento e a originalidade do artista empregados nesta obra:

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O trabalho de Yamashita serviu de inspiração para a estilista Erika Ikezili no seu desfile na São Paulo Fashion Week  – Inverno 2010.

Slinkachu – Arte aos pés do espectador

É comum intervenções urbanas apresentarem sempre grandes dimensões, exatamente para conseguir chamar a atenção das pessoas no ambiente caótico das metrópoles. No entanto, alguém bastante talentoso rompeu com essa tendência, optando pela sutileza. Trata-se do inglês Slinkachu, um artista urbano ao estilo Bansky: nada de fotos nem nome divulgados.

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Sua obra é toda fundamentada em personagens medindo no máximo 5 milímetros, que são utilizados conforme a necessidade da instalação. Os  pequenos bonecos são deixados discretamente em praças, calçadas, banheiros e outros lugares públicos de Londres, para que possam interagir, criando um universo inusitado onde a arte de Slinkachu se mistura harmoniosamente aos objetos, lixos e insetos desses lugares.

O mais incrível é que após fotografada para o blog do artista, a obra é deixada para trás, sofrendo as consequências do tempo ou de um pedestre desavisado. Mesmo por que, Slinkachu se tornou conhecido e reuniu milhares de fãs pelo mundo justamente por causa do seu blog, que vale muito a pena ser visitado. Já suas instalações não têm a mesma sorte, perdem-se pelo caminho, sendo que na maioria das vezes sequer são notadas.

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Ao ir a Londres, cuidado, você pode pisar numa obra de arte.

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Àqueles que desejam se aprofundar mais sobre o tema, Slinkachu publicou um livro Little people in the city.

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Seria a obra de Slinkachu uma metáfora da nossa própria existência, perdida, descartável, em meio ao imenso caos em que vivemos?

Kryptos – Arte Enigmática

O novo livro de Dan Brown, O Símbolo Perdido, nem bem foi lançado e já está vendendo mais rápido que ingresso de show da Madonna. Entretanto, críticas literárias à parte, há uma passagem do livro que traz ao conhecimento público uma obra muito interessante. Trata-se da enigmática Kryptos, uma escultura realizada por Jim Sanborn, localizada num pátio reservado da CIA (Central Intelligence Agency), que encomendou a obra em 1988.

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Sanborn entregou a escultura dois anos depois. Na época, a CIA estava construindo o atual edifício onde a peça está instalada. A proposta era adquirir uma obra de arte que não fosse vista pelo público, mas que entretivesse seus funcionários. Por isso, a escultura é basicamente um pergaminho de bronze com 4 metros de altura, em forma de S, vazado por 865 caracteres que, codificados, revelam mensagens; abordagem totalmente inserida no contexto da agência americana.

Kryptos contém quatro mensagens cifradas, que reunidas revelam o grande segredo da obra. É agora que a história fica interessante. Os criptoanalistas da CIA (profissionais da espionagem mesmo) só descobriram três delas. Portanto, o significado da escultura ainda é um mistério.

Diversas pessoas e organizações, além da CIA, já tentaram resolver o enigma, mas sem sucesso algum. Curiosamente, as mensagens são em inglês e contém erros gramaticais intencionais. Outra constatação intrigante é a existência de fragmentos de pedra parcialmente enterrados nas proximidades da instalação, que apresentam símbolos de código Morse (?). Agora ficou fácil, hein?

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O artista também é um estudioso de arqueologia e afirma ficar maravilhado quando descobre algo relevante sob a terra.  Taí uma dica a se considerar, porém, especialistas da CIA já vasculharam a área com elaborados equipamentos e nada foi encontrado.

O mais engraçado é que Sanborn acreditava que as primeiras mensagens fossem decifradas em dias, no máximo semanas, porém, para sua surpresa, levou nove anos. Ele já declarou que jamais revelará a solução completa, e deixará o segredo para alguém, caso morra antes que a obra seja decifrada. Inclusive, pessoas próximas comentam que ele quer mesmo é passar sua vida inteira sem que seu mistério seja descoberto.

Os primeiros a decifrarem as mensagens foram David Stein, um analista da CIA e Jim Gillogly um programador californiano. Se você quiser ser o próximo, aí estão os textos da escultura de Jim Sanborn:

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Descobriu?

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Aperto e lentidão, mas com um toque de arte.

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Foto minha. Explicado?

Ao andarmos pelo Metrô de São Paulo os problemas da saturação do transporte paulistano vão passando por nós como estações. São filas infindáveis, vagões lotados e o exaustivo alerta “atenção, devido a falhas no sistema, os trens estão circulando com velocidade reduzida e maior tempo de parada”. Porém, depois de uma viagem repleta de inconvenientes e muito desconforto, quando o passageiro já não tem mais a menor esperança de ser feliz na vida, eis que surge uma surpresa bem agradável: arte.

Estrategicamente localizada na estação Trianon-MASP, a instalação não se trata “apenas” de uma exposição como ocorre em outros locais do Metrô, a MASPproposta é convidar os passageiros a visitar o museu que se encontra a poucos metros dali. Ao contrário de outras obras expostas no Metrô, fixas ou temporárias, essa tem caráter institucional, não encerra em si mesma, estende-se para além da estação onde a exposição continua. Trata-se de uma peça publicitária original e de muito bom gosto.

Com certeza, essa é uma intervenção no Metrô de São Paulo que merece ser elogiada, principalmente por seu caráter social, de acessibilidade, pois vale lembrar que às terças a entrada no MASP é gratuita.  Quem sabe um dia, o tempo que perdemos por causa das constantes “falhas no sistema”, nós possamos aproveitar nos diversos museus de São Paulo.

Book Sculptures – Repaginando livros

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Mike Stilkey é um artista autêntico, transformaria qualquer sebo em galeria de arte. Seu estúdio fica em Alta Dena, Califórnia. Mike é um artista de barba que gosta de beber cerveja Guinness e adora animais.

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Pensa no trabalho artístico como um poema gigante. E nunca tem uma ideia concreta do que vai fazer, no meio do processo tudo toma forma de maneira inesperada, até pra ele. O artista diz que às vezes pode ver os sentimentos e as emoções dos animais. O que torna mais fácil expressar os sentimentos de muitos dos meus personagens.

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A verdadeira beleza está nas cicatrizes.

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Dan Bergeron, aka Fauxreel, é um artista de rua e acaba de lançar imagens de sua mais recente série de trabalhos “Face of the city”. A nova coleção conta com obras em papel colado aplicado de uma maneira nova. Ele é um profundo conhecedor das características proeminentes do rosto humano. Em suas intervenções, cria um mix incomum entre o ambiente urbano e suas colagens.

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Em projetos mais antigos, veja só o que este sujeito faz com os outdoors…

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Cursor Urbano com GPS

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Urban Cursor é um projeto interativo desenvolvido para um festival cultural na Espanha. Esta peça gigante foi colocada em uma praça pública na Catalunha. Através de um dispositivo GPS embutido, o cursor pode transmitir suas coordenadas geográficas para um site. E do site, as coordenadas foram mapeadas para o Google Maps, que documentou todos os movimentos no mundo físico. urbancursor

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Viral da City Harvest

A agência DraftFCB de Nova Iorque criou um vídeo com a pretensão de tornar-se viral, divulgando a ONG City Harvest.

No vídeo, filmado no famoso estilo “amador-viral”, eles discutem sobre o grande disperdício de comida pelos norte-americanos. Segundo eles, o alimento que é jogado fora daria para alimentar mais de 260.000 pessoas. Confira:

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Trimmer com ação em postes

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O grande feito partiu da agência Saatchi & Saatchi da Indonésia. Os cartazes foram instalados em vários postes usando os fios como se fossem os pelos saindo do nariz. É mesmo uma pena ser proibido fazer algo do tipo aqui em sampa…

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