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Se há instituições que atingiram a perfeição na capacidade de tirar vantagem dos louros e mazelas do capitalismo, essas instituições são as financeiras. Quando o país está em crise, elas lucram emprestando dinheiro ao governo. Por sua vez, quando a economia está em alta, arrecadam horrores concedendo crédito ao povo ávido pelo consumismo desenfreado. Então, com tanto dinheiro enchendo bolsos e cofres, nada mais justo que uma parcela infinitesimal de tudo isso seja repassada ao país e à população de alguma forma produtiva.

Pois bem, quem está realizando algo nesse sentido, em São Paulo, é um grande banco espanhol. O projeto se chama Museu Para Todos, é uma intervenção realizada pelo Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca do Estado de São Paulo, tem o patrocínio exclusivo do banco e promove a inserção social e cultural irrestrita.

O Museu Para Todos se divide em três programas educacionais: o Programa Educativo para Públicos Especiais, dirigido a pessoas com algum tipo de deficiência. Cegos, por exemplo, podem percorrer a Galeria Tátil de esculturas brasileiras, usufruindo a arte como qualquer outro visitante do museu; o Programa de Inclusão Sociocultural que reúne cursos e trabalhos educativos para adultos em situação de “vulnerabilidade social” (ótimo esse eufemismo de “miserável”); e, por fim, o Diálogos em Educação Escola Museu voltado à orientação de professores, com disponibilidade de material de apoio, implementação e manutenção de espaço virtual pedagógico.

Quem estiver interessado em conhecer melhor o projeto, visite o site ou compareça à própria Pinacoteca do Estado até o final de dezembro.

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