Alteza na Oca

Está rolando na Oca, em São Paulo, a exposição Roberto Carlos – 50 Anos de Música, em comemoração aos 50 anos (claro) de carreira do cantor. São fotos, discos, prêmios, carros e uma infinidade de pertences que ilustram a história musical e pessoal de um dos mais bem-sucedidos artistas da música brasileira e mundial. O curador Marcello Dantas conta que o próprio homenageado escolheu rigorosamente cada peça a ser exposta. Por isso, o Rei garante: “Tudo aqui é o meu retrato”.

Enfim, você não precisa ter as músicas dele no seu iPod (eu tenho no meu mp3 player que comprei no Shopping Coréia) mas não há como negar que, artisticamente, Roberto Carlos atingiu o status de mito. Não à toa ele gravou mais de 50 álbuns, participou de 11 filmes, já recebeu da gravadora CBS o Prêmio Globo de Cristal, oferecido aos artistas que ultrapassam a marca dos cinco milhões de discos vendidos fora do país de origem, já ganhou um Grammy de Melhor Cantor Latino-americano (em 1988, quando a premiação ainda era séria), já atingiu o topo da parada latina da Billboard, entre outras conquistas.

Também já teve suas canções regravadas por diversos artistas consagrados como Cássia Eller, Chico Science & Nação Zumbi, Barão Vermelho, Ira e Skank. Portanto, uma exposição que tem muito a nos acrescentar.

Esta dele eu acho matadora. E notem o naipe do Rei e o primor das cenas de ação do cinema nacional da época.

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Oca
Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº – Parque Ibirapuera – Sul. Telefone: 5572-0985.

Ingressos:
R$ 5 (terças e quartas)
R$ 20 (demais dias)
Grátis p/ maiores de 60 anos.

Nomes da arte: Rodrigo Pereira

Rodrigo Pereira é o autor da ação do post abaixo, Playmobil Heads. O artista atua em várias vertentes, como intervenções urbanas, design de produtos e direção de arte. Com grande talento para “dar vida” aos elementos já existentes nas ruas da cidade, consegue agregar novas experiências visuais para as pessoas. Nesta ação, chamada de “Horta Urbana”, Rodrigo reutiliza materiais como potes de iogurte e garrafas pet. Todas estão no Rio de Janeiro. Ótima junção entre arte e reciclagem.

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Num passado recente, nesta mesma situação, o máximo que minha criatividade conseguiu produzir foi um sucinto “Lave-me”. Já Scott Wade foi mais longe. Bem mais longe.

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Shadows Art – Fred Eerdekens – Final

Todo tipo de material que produza sombra é matéria-prima para o artista belga Fred Eerdekens. Seu trabalho é um exemplo de experimentação do espaço tridimensional para a construção tipográfica. As esculturas manipulam luz e sombra para desvendar textos ocultos. Somente quando a luz é apontada numa direção e ângulo precisos que a mensagem secreta é revelada. O artista usa toda sorte de materiais em suas instalações, de cobre retorcido a caixas de cereais.

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Cientistas afirmam que pontos luminosos são irresistíveis aos olhos humanos. A arte de Eerdekens provou que eles estão certos.

Shadows Art – Maiko Takeda – Parte 3

Maiko Takeda é uma designer, artista e fotógrafa japonesa que reside em Londres. Seu trabalho, detalhista e complicado, é ilustrado por peças atemporais que já participaram de exposições e concursos mundo a fora.

No entanto, em sua Degree Colection do ano passado, ela inovou ao apresentar o artifício das sombras como jóias. As peças contam com pequenos furinhos, contornos e traços que, quando iluminados, projetam imagens surpreendentes sobre o corpo. Uma verdadeira obra de arte que encontra na pele aveludada das modelos a instalação perfeita para expor sua beleza.

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Shadows Art – Shigeo Fukuda – Parte 2

O escultor, artista plástico e designer japonês, Shigeo Fukuda, é um artista que transforma o impossível em algo plausível. Seus trabalhos ópticos não são apenas inusitados como também caracterizados pela provocação e inovação.

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Fukuda criou há mais de trinta anos o seu estilo único e bem-humorado, com um poder visual impressionante. Dono de um exímio talento no uso de contradições visuais e combinações de objetos fora do vulgar, ele expressou com maestria o seu conceito de surrealismo.

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Perguntado por que razão utilizava frequentemente o mesmo estilo, Fukuda respondeu: “se posso usar esse estilo para expressar minhas idéias da melhor forma, pra que  mudar?”

Tal resposta expressa claramente que o estilo não é o importante, desde que seja o melhor a expressar suas idéias.

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“Lunch With a Helmet On” escultura composta de 848 garfos, facas e colheres.

Shadows Art – Kumi Yamashita – Parte 1

Kumi Yamashita é um artista japonês que cria impressionantes efeitos visuais por meio da manipulação da iluminação e dos movimentos de formas simples, como letras do alfabeto, blocos de papel ou pequenas peças de madeira.  Ele literalmente dá vida às sombras.

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Pra quem curtiu o trabalho de Kumi Yamashita e tem como virtude a paciência, não deixe de contemplar o talento e a originalidade do artista empregados nesta obra:

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O trabalho de Yamashita serviu de inspiração para a estilista Erika Ikezili no seu desfile na São Paulo Fashion Week  – Inverno 2010.

Slinkachu – Arte aos pés do espectador

É comum intervenções urbanas apresentarem sempre grandes dimensões, exatamente para conseguir chamar a atenção das pessoas no ambiente caótico das metrópoles. No entanto, alguém bastante talentoso rompeu com essa tendência, optando pela sutileza. Trata-se do inglês Slinkachu, um artista urbano ao estilo Bansky: nada de fotos nem nome divulgados.

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Sua obra é toda fundamentada em personagens medindo no máximo 5 milímetros, que são utilizados conforme a necessidade da instalação. Os  pequenos bonecos são deixados discretamente em praças, calçadas, banheiros e outros lugares públicos de Londres, para que possam interagir, criando um universo inusitado onde a arte de Slinkachu se mistura harmoniosamente aos objetos, lixos e insetos desses lugares.

O mais incrível é que após fotografada para o blog do artista, a obra é deixada para trás, sofrendo as consequências do tempo ou de um pedestre desavisado. Mesmo por que, Slinkachu se tornou conhecido e reuniu milhares de fãs pelo mundo justamente por causa do seu blog, que vale muito a pena ser visitado. Já suas instalações não têm a mesma sorte, perdem-se pelo caminho, sendo que na maioria das vezes sequer são notadas.

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Ao ir a Londres, cuidado, você pode pisar numa obra de arte.

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Àqueles que desejam se aprofundar mais sobre o tema, Slinkachu publicou um livro Little people in the city.

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Seria a obra de Slinkachu uma metáfora da nossa própria existência, perdida, descartável, em meio ao imenso caos em que vivemos?

Ocupação Chico Science – Hoje

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O Itaú Cultural apresenta o universo de Francisco de Assis França, o saudoso Chico Science, líder do Nação Zumbi. Os destaques da exposição vão do maracatu ao manguebeat, além de apresentar muitos objetos pessoais do artista.  Vale muito a pena conferir.

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Itaú Cultural
Av. Paulista, 149, Bela Vista – São Paulo
Tel: 11 2168-1776
Até 4 de abril, das 9h às 20h
Grátis

www.itaucultural.org.br

Kryptos – Arte Enigmática

O novo livro de Dan Brown, O Símbolo Perdido, nem bem foi lançado e já está vendendo mais rápido que ingresso de show da Madonna. Entretanto, críticas literárias à parte, há uma passagem do livro que traz ao conhecimento público uma obra muito interessante. Trata-se da enigmática Kryptos, uma escultura realizada por Jim Sanborn, localizada num pátio reservado da CIA (Central Intelligence Agency), que encomendou a obra em 1988.

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Sanborn entregou a escultura dois anos depois. Na época, a CIA estava construindo o atual edifício onde a peça está instalada. A proposta era adquirir uma obra de arte que não fosse vista pelo público, mas que entretivesse seus funcionários. Por isso, a escultura é basicamente um pergaminho de bronze com 4 metros de altura, em forma de S, vazado por 865 caracteres que, codificados, revelam mensagens; abordagem totalmente inserida no contexto da agência americana.

Kryptos contém quatro mensagens cifradas, que reunidas revelam o grande segredo da obra. É agora que a história fica interessante. Os criptoanalistas da CIA (profissionais da espionagem mesmo) só descobriram três delas. Portanto, o significado da escultura ainda é um mistério.

Diversas pessoas e organizações, além da CIA, já tentaram resolver o enigma, mas sem sucesso algum. Curiosamente, as mensagens são em inglês e contém erros gramaticais intencionais. Outra constatação intrigante é a existência de fragmentos de pedra parcialmente enterrados nas proximidades da instalação, que apresentam símbolos de código Morse (?). Agora ficou fácil, hein?

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O artista também é um estudioso de arqueologia e afirma ficar maravilhado quando descobre algo relevante sob a terra.  Taí uma dica a se considerar, porém, especialistas da CIA já vasculharam a área com elaborados equipamentos e nada foi encontrado.

O mais engraçado é que Sanborn acreditava que as primeiras mensagens fossem decifradas em dias, no máximo semanas, porém, para sua surpresa, levou nove anos. Ele já declarou que jamais revelará a solução completa, e deixará o segredo para alguém, caso morra antes que a obra seja decifrada. Inclusive, pessoas próximas comentam que ele quer mesmo é passar sua vida inteira sem que seu mistério seja descoberto.

Os primeiros a decifrarem as mensagens foram David Stein, um analista da CIA e Jim Gillogly um programador californiano. Se você quiser ser o próximo, aí estão os textos da escultura de Jim Sanborn:

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Descobriu?

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As cores de SHAKA.

shaka01Cores e uma grande diversidade influências podem ser identificadas no trabalho Shaka, ele é um artista virtuoso e muito inspirado. Sua obra é composta por pinturas feitas em spray em paredes ou sobre tela.

shaka02Nem todos seus murais são autorizados. Alguns feitos clandestinamente, outros foram cedidos por autoridades públicas ou particulares de Paris. Shaka conta com a participação de Nosbé em grande parte dos grafites.

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Book Sculptures – Repaginando livros

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Mike Stilkey é um artista autêntico, transformaria qualquer sebo em galeria de arte. Seu estúdio fica em Alta Dena, Califórnia. Mike é um artista de barba que gosta de beber cerveja Guinness e adora animais.

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Pensa no trabalho artístico como um poema gigante. E nunca tem uma ideia concreta do que vai fazer, no meio do processo tudo toma forma de maneira inesperada, até pra ele. O artista diz que às vezes pode ver os sentimentos e as emoções dos animais. O que torna mais fácil expressar os sentimentos de muitos dos meus personagens.

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“Andy Warhol japonês”

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Depois de rodar os 4 cantos do mundo, a exposição  de Takashi Murakami, chega ao palácio de Versailles em 2010. Murakami é famoso por seu estilo pop, influenciado pelos animes e mangás japoneses, chegando a ser chamado de “Andy Warhol japonês”, numa alusão ao artista norte-americano que difundiu a pop-art no mundo, na década de 60.

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No meio da moda ficou conhecido por suas colaborações com o estilista, também japonês, Yohji Yamamoto e especialmente pelos trabalhos realizados em parceria com a Louis Vuitton. É definitivamente um artista completo, entre suas obras encontramos pinturas, esculturas, instalações e filmes e muito mais.

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Tem galeria tentando trazer Murakami para o Brasil ainda em 2010.
Mas, enquanto isso vai curtindo por aqui.

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