http://www.vimeo.com/7773520

“É muito louco pq lá fora já tem um reconhecimento da arte urbana pra dentro de um museu de uma instituicao só que ao mesmo tempo a arte urbana é total discriminada, o único lugar no mundo que vc pinta com uma “certa tranqüilidade” é o Brasil.

Em Paris e em Londres onde eu pintei foi sempre uma coisa muito escondida de madrugada, super vigiado, câmeras em todos os lugares mas é esse espírito mesmo do proibido.

E essa coisa de contaminar a cidade com a arte despertou o interesse pra essa arte mais institucional, do museu, ao ponto de dizer “meu não dá mais pra fugir disso é uma realidade.”

A rua é tudo mas eu sentia uma necessidade de partir pra outro desafio sabe, que é transformar o lugar, viver da própria arte, satisfação maior que essa não tem.” Diz Zezão.

Zezão fala que o Brasil é um país que vai sempre na contramão. A demora de artistas como ele, OSGêmeos” e outros, de estarem só agora em instituições e poderem assim viver da arte é real hoje mas foi lento todo esse processo.

Ao contrário dos artistas estrangeiros que são reconhecidos pela arte em galerias e podem viver disso mas que não podem pintar nas ruas tão “livrementes” como fazem os brasileiros. É um paradigma.

Fora todo o contexto mainstream que a própria arte urbana e contemporânea as vezes se submete também na indútstria de mkt e publicidade.

Eu estou produzindo um documentário com os artistas da Exposição De dentro pra fora / De fora pra dentro – Masp, que vai desvendar tudo isso. Esse é um tira gosto exclusivo para os leitores do Intervenções! Enjoy it!

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