Aqui Bate um Coração

Aqui Bate um Coração com Rodrigo Guima

Em uma manhã de 2012 a cidade de São Paulo acordou com parte de seus monumentos representados como humanos verdadeiros. Isso se deu pelos corações fixados ao lado esquerdo do peito de todos eles, iniciando um movimento que tomaria outras cidades do Brasil, países da America Latina e por fim, até do velho continente.

Com uma mensagem direta, de execução simples e plasticamente compreendida por qualquer cidadão, a intervenção urbana chamada Aqui bate um Coração rapidamente caiu no gosto da população e da imprensa de todas as cidades em que ela existiu. Veja o mapa com todos os locais:

Decidimos então fazer um post que resume toda esta repercussão reunindo as principais fotos, o vídeo da primeira ação e ainda uma entrevista com o Rodrigo Guima, um dos criadores deste movimento…

INT – Qual é a ideia por trás do “Aqui bate um Coração”?
RG – A ideia é bem simples: provocar. De pedra ou de bronze, as estátuas remetem ao corpo humano. O coração é um signo universal e o laço emocional que queríamos com as pessoas que parassem no meio do caos para olhar a intervenção e, consequentemente, olhasse pra dentro de si e refletissem o modo como tem tocado a vida.

INT – Quais foram os motivos para que a ação ganhasse novos adeptos em outras cidades?
RG – Acredito em dois pontos cruciais: o fato de o movimento esbarrar em pessoas que estão com esse sentimento latente e a simplicidade na maneira de ele tornar-se replicável. Bastam apenas corações, alguns amigos e estátuas. E isso encontra-se no mundo todo.

INT – Em sua recente viagem, voce levou a ação para a Europa. O que foi diferente na execução desta intervenção em outros países?
RG – O que é diferente, neste caso é o mais belo e simples: o encontro. Em cada cidade que pisei lá fora, assim como no geral, eu sempre fico alerta para identificar pessoas que foram fisgadas de coração pelo movimento. Geralmente são pessoas que estão passando pelo mesmo sentimento, seja em São Paulo ou Paris. E estão prontas para protagonizar essa história. Todo o processo é delicioso e para mim, uma honra escalar as estátuas de Marx, Engels, Goethe.

Veja como foi esta experiência, registrada em vídeo:

Assista ao vídeo da primeira ação realizada em São Paulo e algumas fotos pelo mundo:

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sorria

Sorria São Borja. Uma intervenção urbana que espalha alegria.

Nosso email e redes sociais sempre recebem sugestões de pauta e notícias de ações artísticas que acontecem por aí. Atualmente nossa proposta é divulgar apenas ações próprias ou da nossa rede de coletivos (artistas e grupos que contam com nosso apoio e/ou participação). No entanto, esses dias recebemos um email de um leitor que acompanha nosso blog mostrando a ação que eles realizaram no sul do país e de imediato decidimos apoiar na divulgação.

Para nós foi uma ação tão simples, mas com um impacto tão grande entre as pessoas que nos identificamos de primeira, sendo que nosso propósito de existência é incentivar a comunicação e integração dos cidadãos com seus ambientes, promovendo a convivência criativa e instigante dentro do ecossistema urbano.

A intervenção urbana chamada Sorria São Borja teve como objetivo promover um movimento de alegria na cidade. Contou com diversas frentes e suportes, tendo como peça central uma pequena placa de sorriso espalhada por estatuas, mobiliário urbano, publicidade, além de cartazes com mensagens conceituais e tags destacáveis. Tudo articulado com lojistas, prefeitura e grande parte da população local que atuou e promoveu pela internet. Assista ao vídeo da ação:

Abaixo o release enviado por Rodrigo Lara, escrito por Dhouglas Castro.

Para as grandes metrópoles, a ideia é antiga: ações e flashmobs que promovem reflexões e boas ações aparecem vez ou outra no agitado cenário urbano. O diferencial dessa dupla de publicitários está no onde.  Numa cidade interiorana do Rio Grande do Sul – não familiarizada com intervenções urbanas – foi aplicada uma ideia grandiosa pela simplicidade: espalhar sorrisos pelas ruas.

Essa é a premissa do Projeto Sorria São Borja, trabalho de conclusão de curso dos acadêmicos Luísa Souza e Rodrigo Lara. Na madrugada de uma segunda, os 30 colaboradores da intervenção espalharam mais de 5000 sorrisos – em cartões e adesivos. Foram afixados, ainda, 50 cartazes com mensagens de estímulo ao bom humor. O material foi distribuído em pontos estratégicos e, naquele dia, a cidade acordou sorridente.

Ao final desta semana de sorrisos as expectativas dos idealizadores do projeto foram superadas, em apenas 30 horas a página do projeto no facebook já havia ultrapassado mil “likes”.  Até então as postagens foram visualizadas por mais de 60.000 perfis, de diferentes países. O vídeo-registro do projeto no youtube teve mais de 6.400 visualizações em apenas quatro dias.

Nosso total apoio ao movimento. Sorria!

Fotos: Divulgação Via Facebook.

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arlin

Instagrafite realiza expo de Arlin na KingCap#SP

Nesta quinta-feira (28/3) foi inaugurada a exposição Fluxo. Fractal, primeira individual do artista Arlin, produzida pelo Instagrafite na KingCap#SP, com apoio da Huia e One Films.

Foram expostos 8 telas e uma bike Evolux personalizada com sua geometria cheia de movimentos e perspectivas. Assista ao filme teaser da expo:

Natural de Tatuí, interior de SP, Arlin Cristiano é diretor de arte na agência W3Haus mas produz sua arte pelas ruas há muito tempo. Abaixo algumas dessas obras:

Quem quiser conhecer pessoalmente a exposição, a KingCap#SP está na Rua Fidalga, 23 – SP.

 

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manifesto sp

Manifesto SP discute a busca pela criatividade

Vai rolar em São Paulo na segunda-feira, dia 18 de março, o #Manifesto, um evento organizado pela Agência Eiffel e Ideialab, que convida publicitários, artistas, designers e comunicadores para discutir sobre o mercado de trabalho e qualidade de vida dentro e fora das empresas. Nós do Intervenções.com estamos apoiando esta iniciativa!

Esta é a segunda edição do evento, e a primeira a acontecer em São Paulo. No fim do ano passado, foi organizado em Campinas e contou com a presença de profissionais das áreas criativas em busca de experiências, novas ideias e inspiração. Entre os temas debatidos, destacaram-se a questão de horários flexíveis, responsabilidade do profissional e liberdade para entrar e sair da empresa no meio do expediente em prol de vivências mais ricas.

Data: 18/03, segunda-feira, às 10h
Local: Parque Água Branca
Avenida Francisco Matarazzo,455
Barra Funda – São Paulo
(Próximo à estação Barra Funda do Metrô)

Importante: O local auditório é pequeno, por isso a presença está limitada. Confirme sua presença pelo site: http://eiffel.ag/manifesto/rsvp/

Confira abaixo o vídeo da primeira edição do Manifesto, realizado em Campinas.

Atualização: Assista ao vídeo da edição que aconteceu em SP

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porcelana

Porcelain Figurines | Fotos de Martin Klimas

O fotógrafo alemão Martin Klimas tem uma série de trabalhos de grande impacto visual. Um deles é o deste post, chamado de “Porcelain Figurines”. Ele cria um sistema de fotografia no momento exato em que as porcelanas de lutadores orientais se chocam com o chão. O resultado é impressionante, vejam:

Veja a coleção completa no site do artista.

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cubo

CUBOCC promove leilão de obras da antiga sede no Facebook

A CUBOCC iniciou um leilão virtual das obras de arte de sua antiga sede. Isso porque, no novo escritório, inaugurado no final do ano passado, parte da decoração da agência ficou guardada, dando lugar a novos objetos e trabalhos realizados pela equipe.

O leilão acontece na página da CUBOCC no Facebook até sexta-feira, 10, com lances a partir de R$ 1,00, que devem ser feitos por meio de comentários nas próprias fotos publicadas no perfil. Ao todo são 77 peças e os maiores lances poderão arrematar criações de artistas como Renan Santos, Cusco, Colletivo, Mundo Arte Global, Andrezão, entre outros.

Diferentes ângulos das peças também podem ser visualizados no perfil da CUBOCC no Instagram – @cubocc. Quem comprar as obras poderá buscá-las no dia do já tradicional chopp da CUBOCC.

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chico

Homenagem para Chico Science

Imagem de Amostra do You Tube

“A lama tem um sentido especial para o mangue, é dela que se nutre sua verde e frondosa vegetação, onde são construídas quilométricas galerias pelas quais circulam os caranguejos. Com ela é forjado o cerco entre rio e mar dando forma a ambientes assimétricos provedores de um fluxo vital constantemente transformado e renovado assegurando a manutenção da ordem em meio à dinâmica natural do caos.”

O texto acima faz parte da homenagem do Memorial Chico Science ao dia de hoje, que representa os 15 anos de morte do artista que elevou sua cultura e problemas regionais para além das fronteiras continentais.

Apesar de ter surgido em meados dos anos 70, Chico Science foi quem se tornou o principal ícone do Manguebeat, nos anos 90, com a banda Nação Zumbi. Um movimento de contracultura surgido em Recife que mistura ritmos regionais como o maracatu, hip hop, rock, funk e eletrônico, sempre criticando o abandono e a desigualdade.

Chico morreu aos 30 anos em um acidente de carro, quando viajava para Olinda, em 1997. Com a banda Nação Zumbi ele gravou os discos “Da Lama ao Caos” (1994) e “Afrociberdelia” (1996). Os dois foram incluídos entre os 100 melhores discos da música brasileira pela revista “Rolling Stone”.

Post original publicado por mim no site Update or Die!

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raquel_brust

Registro INTVS | Artista Raquel Brust

Entrevista realizada pela Ponto Eletrônico, “news” alimentada pela empresa Box1824. Republicamos parte deste material aqui, para nossos leitores, por se tratar de uma artista de grande relevância. A entrevista completa você lê diretamente na fonte.

Formada em Jornalismo pela PUCRS, Raquel Brust é uma artista multimídia que trabalha com foto, vídeo e instalações. Um bom exemplo disso é Giganto, um projeto de intervenções urbanas com fotografias hiperdimensionadas. Expostos pelas ruas do país, elas rompem padrões de comportamento pré-estabelecidos, tanto com a arte, como com o meio urbano e até entre as próprias pessoas.

Como e por qual motivo tu escolheu a fotografia? Tu acredita que a opção pelo uso de linguagens artísticas que não são “naturais da rua” (como no caso de Giganto, com fotografias hiperdimensionadas), o deslocamento gerado por elas nesse ambiente, exacerba a capacidade que a arte tem de nos tirar da realidade cotidiana, criar reflexões?

Todo mundo gosta de se deslocar para o fantástico mundo das imagens. Escolhi fotografia porque gostava de aprisionar a memória. Gosto de recortar os momentos, congelar as emoções para vivenciá-las novamente mais tarde. Gosto de lidar com o tempo e com a imaginação, sempre gostei da magia do reflexo. A câmera fotográfica é um jogo do espelhos, quando você fotografa o que você sente, você acaba vendo sua própria alma refletida nas imagens.

Escolhi a fotografia, ou ela me escolheu na adolescência. Durante o curso de Jornalismo na PUCRS, desenvolvi e aperfeiçoei a linguagem. Neste período acompanhei o movimento crescente da street art em Porto Alegre, e esse foi o tema da minha primeira exposição intitulada “Olho do Muro”, que posteriormente foi exibido na coletiva Transfer (nós do Coletivo Intervenções fizemos a cobertura exclusiva do evento). Levei a textura dos muros pra a galeria, agora levo as fotografia para os muros. Como já disse, não vejo fronteira entre rua e galeria e prefiro dinamizar esse fluxo, isso só alimenta meu trabalho.

O Giganto altera a paisagem e isso já é uma ruptura do cotidiano. A imagem fotográfica funciona muito bem porque gera imediatamente reflexões bem subjetivas de identificação. Quando o expectador vê um rosto, ele remete aquela imagem a si mesmo, ou a alguém que conhece, como um avô, uma tia, um vizinho. É muito atraente também ver sua própria imagem ampliada, digo isso pois nos vemos como humanos, e aquele ser gigante representa a todos. O projeto é sobre valorização do indivíduo, é uma experiência fotográfica de deslocamento da imagem, de buscar outra dimensão; é meta do projeto entender como essa imagem será interpretada.  Ativa também um outro censo de responsabilidade diante da cidade, onde nós humanos constituímos o concreto, somos parte ativa do caos.


Acaba rolando uma espécie de vínculo com as histórias e as próprias pessoas que tu fotografa?

Fotografo porque quero criar vínculos com a memória. Na minha busca pelo saber, encontro nas pessoas doses de sabedoria. Fotografo o rosto delas porque é a estampa de toda uma vida. Elas me comovem cada uma a sua maneira, e a cada Giganto novos laços são formados.

Eu tenho que procurar meus retratados, ficar atenta a algo que me desperte, que mostre um pouco de alma, um vinco, um olhar, um gesto, um brilho. Aproximar-se e fotografar uma pessoa, já é um ato bem íntimo que exige troca mútua; transformá-la em Giganto pode ser uma marca transformadora em sua vida. Existe muita emoção no encontro da pessoa com sua própria imagem e isso é inesquecível.

O próprio Giganto também cria vínculos com a comunidade e local que convive. As pessoas ficam bem apegadas a imagem e se tornam guardiões do painel. Acho que isso acontece porque sentem a energia de todos que estão envolvido no projeto, sentem que cada etapa é realizada com dedicação e empenho.


“Acredito que encontrei uma maneira de estreitar laços entre arte, público e cotidiano.  Mas esse é só um exemplo, nas instalações isso é recorrente; a maioria depende do ambiente e da reação do espectador para realmente acontecer, não são obras passivas, são ativas, são vivas, dependem do que você vai fazer com elas.”


Leia a entrevista original e completa no site da Ponto Eletrônico.

Conheça mais sobre o trabalho de Raquel Brust no Flickr e sobre o projeto Giganto no Facebook.

Todas as imagens são de reprodução e de direitos da artista. O conteúdo do post é de direito de Mari Messias, da Ponto Eletrônico.

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pool sk8

Pool Skateboarding

Sinceramente eu nunca tinha visto nada parecido. Indicado por @celsochad.

Performance e criação de Benjamin and Christophe Ortega.

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LL-Everafter-

Love Letter to Philadelphia

Para esta época do ano, em que todos os corações estão abertos, nada melhor do que mostrar aqui um trabalho que quer simplesmente espalhar mensagens de amor.

Love Letter to Philadelphia é um projeto que cobriu 50 telhados e murais de edifícios abandonadas que rodeiam os trilhos de um antigo trem da cidade, com cartas de amor.

“Esse projeto é uma maneira de recuperar essas casas e prédios abandonados” diz Stephen Powers, fundador do projeto, que nasceu e viveu sua infância toda na Philadelphia.

Em parceria com a Philadelphia Mural’s Art Programme, o artista conseguiu recursos para montar uma equipe e visitar todos os proprietários desses edifícios, para que eles se envolvessem não só com a permissão para realizar as pinturas, mas também contribuíssem com o conteúdo, sugerindo suas mensagens de amor.

E assim o projeto se deu: colaborativamente!

Além da recuperação dos espaços e envolvimento da comunidade, parte do projeto também é uma homenagem de Stephen a Darryl McCray, mais conhecido como Cornbread, que na década de 60 decorou as paredes da cidade com mensagens de amor para uma namorada.

dica da @jfregona

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