A origem do Dia das Mulheres

Ao invés de fazer um post simpático homenageando as Mulheres pelo seu dia, nós fomos atrás da origem desta comemoração. E nada é mais importante do que suas conquistas e história.

A ideia da existência de um dia internacional da Mulher foi proposta na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria.

As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. As operárias em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque.

Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março daquele ano, a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram numa Revolução.

Lenin então decidiu torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu numa celebração da “heróica mulher trabalhadora”.

No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a simpatia ou amor pelas mulheres;  uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, perdendo força na sequência, sendo revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960. E em 1975 foi designado como o Ano Internacional da Mulher.

Foto: Cartaz soviético de 1932. Em vermelho, lê-se: “8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha.” Em cinza: “Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!” Fonte: Wikipedia

Dando o sangue por São Paulo

Você passa tempo suficiente cuidando da sua família, dos seus amigos e da sua cidade? O artista Felipe Frisoni decidiu lembrar a todos nós a importância desses gestos com uma intervenção urbana.

Através de bolsas de sangue falso aplicadas em placas de endereço, hospitais abandonados, monumentos, pontos de ônibus, Frisoni nos chama para “dar o sangue” pela cidade.  Veja seu depoimento:

“Através das bolsas de sangue, o cidadão é direcionado à pensamentos relacionados à saúde, sangue-hospital-consciência. A consciência surge toda vez que passamos por situações de reflexão e a saúde é um tema que nos faz atingir este estado de repensar.

São Paulo está caótica, precisando de ajuda e os únicos que podem salvar a cidade são os próprios cidadãos. Em uma época que se fala tanto em responsabilidade social,está na hora da população se conscientizar da força que cada um tem individualmente.

Como cidadão me sinto parte da mudança da cidade. Cada um de nós representamos uma parcela deste mosaico de diversidades chamado São Paulo. Está mais do que claro que aguardar as autoridades não surtirá efeito. Por exemplo, se uma pessoa se assusta com as bolsas e resolve ficar com os filhos, por que acredita que está ausente, meu objetivo já foi alcançado. O começo está nas pequenas coisas.”





Felipe Frisoni,
tem  25 anos de idade. É publicitário, redator, roteirista, websurfer, trend hunter e artista plástico. Tem interesse por causas sociais e procura desenvolver suas obras com este tipo de apelo.  Tem dois blogs:

www.mtv.com.br/adifusora/blog
www.dichavador.wordpress.com

O trabalho foi fotografado por Felipe Morozini.

Aperto e lentidão, mas com um toque de arte.

Vitrine

Foto minha. Explicado?

Ao andarmos pelo Metrô de São Paulo os problemas da saturação do transporte paulistano vão passando por nós como estações. São filas infindáveis, vagões lotados e o exaustivo alerta “atenção, devido a falhas no sistema, os trens estão circulando com velocidade reduzida e maior tempo de parada”. Porém, depois de uma viagem repleta de inconvenientes e muito desconforto, quando o passageiro já não tem mais a menor esperança de ser feliz na vida, eis que surge uma surpresa bem agradável: arte.

Estrategicamente localizada na estação Trianon-MASP, a instalação não se trata “apenas” de uma exposição como ocorre em outros locais do Metrô, a MASPproposta é convidar os passageiros a visitar o museu que se encontra a poucos metros dali. Ao contrário de outras obras expostas no Metrô, fixas ou temporárias, essa tem caráter institucional, não encerra em si mesma, estende-se para além da estação onde a exposição continua. Trata-se de uma peça publicitária original e de muito bom gosto.

Com certeza, essa é uma intervenção no Metrô de São Paulo que merece ser elogiada, principalmente por seu caráter social, de acessibilidade, pois vale lembrar que às terças a entrada no MASP é gratuita.  Quem sabe um dia, o tempo que perdemos por causa das constantes “falhas no sistema”, nós possamos aproveitar nos diversos museus de São Paulo.

Você, herói!

A exemplo de diversos países da Europa, onde é obrigatório o pagamento da licença para receber sinal da TV aberta, na Suécia foi lançada uma ação na web (há alguns meses)  para convencer a população de que é muito importante a colaboração de cada cidadão, já que a taxa é revertida para financiar o serviço público de tv e rádio daquele país, a Radiotjanst.

Para que as pessoas promovam esta mensagem, foi criado o site que produz um vídeo comovente, em que cada pessoa pode fazer parte do roteiro: basta fazer upload da sua foto e pronto, você se torna o protagonista da campanha (Fiz um teste com a minha foto no video acima). Bem produzido e com força viral.

Dica do @ricardoaum

JR e a maior galeria do mundo

JR, como é conhecido, utiliza a maior galeria de arte que existe, o espaço cotidiano das pessoas.  Ele exibe livremente nas ruas de todo o mundo, atraindo a atenção daqueles que não freqüentam museus em geral. Sua obra combina arte e processos de ação e de engajamento, liberdade, identidade e limite. Cria a “arte da infiltração” que aparece, sem ser convidado, em Edifícios dos subúrbios de Paris sobre as paredes do Médio Oriente, com pontes quebradas em África ou favelas, no Brasil. Nas imagens abaixo, o artista produz a intervenção nos morros cariocas. Em seu site, você conhece várias outras ações do artista.

JR tem a maior galeria de arte no mundo. Ele exibe livremente nas ruas de todo o mundo, atraindo a atenção daqueles que não freqüentam museus em geral. Sua obra combina arte e processos de ação e de engajamento, liberdade, identidade e limite. Cria a “arte da infiltração” que aparece, sem ser convidado, em Edifícios dos subúrbios de Paris sobre as paredes do Médio Oriente, com pontes quebradas em África ou favelas, no Brasil. Nas imagens abaixo, o artista produz a intervenção nos morros cariocas.

dica de @rbruchmann

Cursor Urbano com GPS

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Urban Cursor é um projeto interativo desenvolvido para um festival cultural na Espanha. Esta peça gigante foi colocada em uma praça pública na Catalunha. Através de um dispositivo GPS embutido, o cursor pode transmitir suas coordenadas geográficas para um site. E do site, as coordenadas foram mapeadas para o Google Maps, que documentou todos os movimentos no mundo físico. urbancursor

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Cores no Dique + Paredes Pinturas: Intervenção, Arte e Sociedade

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Resgate social atrás dos muros

Imagem de Amostra do You Tube

Antiga Febem, que protagonizou  episódios dramáticos entre rebeliões violentas e a agressão aos adolescentes infratores,  se transformou em Fundação Casa. Com uma nova administração, novas estruturas e uma nova abordagem na recuperação dos jovens, a instituição vem desenvolvendo em parceria com pessoas influentes na arte de rua alguns trabalhos artísticos que, de fato,  podem se tornar um resgate social. Temos conhecimento que muito ainda precisa ser modificado na instituição, mas já existem os primeiros sinais de resultados positivos.

Dentre os diversos envolvidos, está Sandro Testinha, organizador do Festival de Cultura Urbana. Evento que inclui na sua programação a arte que os jovens aprenderam nas oficinas atrás dos muros.

A arte transforma, a prova está aí!

Dica de @celsochad

Tentando sobreviver a nossa economia (com arte).

Mais um projeto que  une discussão sobre economia + arte + política!

Go Get Your Shinebox é um projeto que convocou mais de 100 artistas para criarem meios de sobreviver na rua com a atual situação economica.

“Novembro de 2009 – A economia global ainda esta em uma recessão. A arte é considerada um artigo de luxo. Perguntamos para mais de 100 artistas: ‘Com esse pensamento sobre arte e economia se você tivesse que trabalhar nas ruas para sobreviver, o que você faria?  Que objeto você iria criar para ajudar você a sobreviver?’ “

Imagem de Amostra do You Tube

A queda do muro de Berlim

Nesta segunda, dia 9 de novembro, aconteceram as festividades para a comemoração dos 20 anos da queda do muro de Berlim. Com uma agenda repleta de encontros com países participantes da história,  representados pelas quatro potências aliadas ao término da Segunda Guerra Mundial, os presidentes da Rússia e França, Dmitri Medvedev e Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

O ato solene foi finalizado com o simbólico dominó gigante estendido por 1,5 quilômetros ao longo do traçado do antigo Muro de Berlim, cujas peças foram pintadas por inúmeros artistas e estudantes para lembrar a queda da Cortina de Ferro e o fim da divisão de Berlim, da Alemanha e da Europa. Foto Reuters/O Globo

Nosso Corpo, Nossa Lingua

O Coletivo Corposinalizante, formado por jovens surdos e artistas, é um exemplo de como utilizar a intervenção a favor de uma causa social. O grupo lançou recentemente um filme que promove  suas ações e ainda se transforma em ferramenta de divulgação da causa na web.

O filme “Atrás do Mundo” é um manifesto poético, ou seja, um filme-manifesto sobre a falta de legendas em português na produção nacional: existem mais de 5 milhões de surdos no Brasil (dado do IBGE) que não podem assistir a produção nacional por falta de legendas em português. O mote principal do filme será a frase, escrita pelos surdos e já utilizada em vários suportes como forma de manifestação: “Queremos legendas nos filmes nacionais”.


Abaixo, uma série de fotografias produzidas pelo grupo para expressar o conceito ” Nosso Corpo, Nossa Lingua” e criar a campanha do Dia Nacional dos Surdos, 26 de setembro.

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