Waste Land

O senso comum diz que lixo é algo imprestável. Mas, no mundo da arte, sempre tem alguém que nos dá novas perspectivas. E o cara da vez é o artista plástico Vik Muniz.

Saindo dos EUA e desembarcando em Duque de Caxias (RJ), no aterro sanitário de Jardim Gramacho, destino de 80% das toneladas de lixo produzidas diariamente na Grande Rio de Janeiro, Vik se aproximou da realidade dos catadores de lixo que ali vivem e levou até eles o seu trabalho inusitado e extremamente criativo.

Para o cara que já utilizou açúcar, chocolate, sucata e caviar nas suas obras, o lixo exerce fascínio imenso e, por isso, ele o escolheu para compor a série “Imagens de Lixo”, que são representações de quadros clássicos feitos com resíduos do aterro e inspirados nos cidadãos que ali circulam e retiram seu sustento, sonhos e angústias.

Todo esse cenário transformou-se no documentário “Lixo Extraordinário” (Waste Land, 2009), com direção de João Jardim, Karen Harley e Lucy Walker. Fernando Meirelles colabora na produção executiva. A profundidade do registro é tamanha que o filme conquistou prêmios no Festival de Sundace e, também, no Festival de Berlim.

Confira o trailer abaixo:

Imagem de Amostra do You Tube

A cultura salva São Paulo?

O debate “A Cultura salva São Paulo” que aconteceu no dia 21/01/2010, reuniu nomes importantes como Marcelo Tas, o urbanista Jorge Wilheim, o produtor cultural Alexandre Youssef (Studio SP), Baixo Ribeiro, criador da galeria Choque Cultural, Carlos Augusto Calil,  Secretário Municipal de Cultura de São Paulo  e o dramaturgo Ivam Cabral e Gilberto Dimenstein.

O evento está relacionado a exposição “De fora para dentro, de dentro para fora”, de curadoria de Baixo Ribeiro. O debate não foi só interessante pelos convidados, mas também pelo aproveitamento dos espaços que o MASP oferece para esse tipo de conversa e que são tão pouco explorados.

No debate tivemos comparações dos movimentos culturais que são feitos aqui em São Paulo com os que são feitos pela Europa, como a Virada Cultural que foi inspirada em um movimento parecido da França. A mesma comparação foi levantada por causa da Arte Urbana, tão valorizada em Londres e tão vandalizada em São Paulo (lembraram no mural da 23 de Maio, de autoria dos Gemeos que foi apagado pela prefeitura de um dia para o outro).

Outro ponto levantado por Ale Youssef e Marcelo Tas foi a transição dos “centros de São Paulo” a favor das grandes industrias imobiliarias: a Paulista virou o centro de São Paulo pelas construções e alta valorização dos imoveis, enquanto nos centros temos áreas esquecidas porque não são interessantes para os empresários. A solução para isso? Incentivar a cultura em pontos da cidade que são esquecidos, fazendo a revitalização vir dos próprios moradores e frequentadores, como aconteceu com a Augusta e hoje acontece com a Praça Roosevelt.

Ao final do debate, Ivam Cabral convidou a todos para um passeio no centro, mesmo a noite, dizendo que o triste  assalto seguido de tentativa de morte sofrido por Bortolotto no ínicio de Dezembro de 2009, é um fato que poderia ter acontecido em qualquer lugar de São Paulo e não só na praça Roosevelt.

Não é de hoje que sabemos que a prefeitura precisa criar mais espaços públicos para manifestações artisticas, além de investir em transporte e segurança em áreas que sofreram uma revitalização recentemente e que são bem frequentadas pelos paulistanos, e essa foi a “conclusão” do debate. E ai, o que você acha? A cultura pode salvar São Paulo?



Menino pega 8 anos de prisão por pixar

Em vez de se pensar em levar a expressão pessoal como forma de conhecer a si mesmo e a mudanças consequentes ou até mesmo o ensino a arte para os jovens, a Juiza prefere apontar o dedo na cara dele e manda-lo para prisão, onde geralmente as pessoas recebem educação digna né?

Imagem de Amostra do You Tube

Caminho das águas

No lugar onde a urbanização tomou espaço do mar, o artista mineiro Piatan Lube marcou o chão de Vitória e  Florianópolis, com quase 3km de linha azul pintada no chão. O objetivo da intervenção “Caminho das Águas” é trazer à tona memórias das cidades que já estão submersas.

http://1.bp.blogspot.com/_lgCnNmlRPoU/Sw1PYOzNjQI/AAAAAAAABVA/qZJ3xL8ASGQ/s1600/IMG_3832.jpg

Para o artista, Caminho das Águas possibilita uma série de desdobramentos patrimoniais, de memória geológica, cultural, afetiva e, sobretudo, coletiva. “Quero convidar os habitantes de Vitória a reviverem, presentificarem as diversas cidades que estão ainda submersas. Quero a memória afetiva das pessoas”, diz Piatan.

Assista ao vídeo:

http://www.vimeo.com/5517421

No blog de Victor da Rosa (que eu altamente recomendo), você pode ler mais sobre essa intervenção.

Cores no Dique + Paredes Pinturas: Intervenção, Arte e Sociedade

cores_no_dique

Resgate social atrás dos muros

Imagem de Amostra do You Tube

Antiga Febem, que protagonizou  episódios dramáticos entre rebeliões violentas e a agressão aos adolescentes infratores,  se transformou em Fundação Casa. Com uma nova administração, novas estruturas e uma nova abordagem na recuperação dos jovens, a instituição vem desenvolvendo em parceria com pessoas influentes na arte de rua alguns trabalhos artísticos que, de fato,  podem se tornar um resgate social. Temos conhecimento que muito ainda precisa ser modificado na instituição, mas já existem os primeiros sinais de resultados positivos.

Dentre os diversos envolvidos, está Sandro Testinha, organizador do Festival de Cultura Urbana. Evento que inclui na sua programação a arte que os jovens aprenderam nas oficinas atrás dos muros.

A arte transforma, a prova está aí!

Dica de @celsochad

Related Posts with Thumbnails