Intervenções
Coletivo para a Arte, Cultura e Manifestos
Coletivo para a Arte, Cultura e Manifestos
ago 31st

Sue Dias tem 27 anos, é ilustradora residente em São Paulo, ilustra desde que “se entende por gente” mas começou a dar a importância para a arte quando estudou Design de Moda em 2000, aí ela percebeu que, o que podia fazer com mais treino e dedicação poderia ter um valor artístico que poucos conhecem. Partiu da Moda e resolveu cursar Publicidade também, pois, viu nesta área possibilidades mais amplas para o que fazia. Hoje é diretora de arte e ilustradora freelancer.

Divide seu tempo entre as duas coisas, mas sua paixão maior esta na ilustração, na busca por novas técnicas e experimentações que lhe permitam evoluir. Gosta do trabalho gestual, solto, intuitivo e busca inspiração nas experiências vividas. Usa não só a arte para se expressar, mas também a poesia onde se comunica de forma ácida e as vezes bem direta sobre os pensamentos que norteiam a vida, e garante: uma coisa puxa a outra e tudo pode ser um caminho.

Suelen já fez projetos para grandes agências de publicidade (com peças premiadas), atuou em moda desenhando estampas de camisetas da marca Vous e aplicou seu trabalho em projetos de arquitetura. Ela mantém um blog sobre ilustração e outro de poesias, onde podemos conhecer melhor seu trabalho.
Texto: Por ela mesma
jul 8th

O trabalho do artista visual Diet Munhoz varia entre fotografia, intervenção urbana, design e poesia, sempre provocando a cidade e seus indivíduos. Sua principal influência flui, deságua e jorra do dia-a-dia da grande São Paulo.
Seja em preto e branco ou colorido a vida é registrada em alto contraste, assim como é a realidade de todo paulistano. O urbano é high tech é pós- moderno, é pós-operatório, é póstumo.
Doa a quem doer o cinza da cidade surge todos os dias para a nossa retina em alta definição 2D, 3D,4D a quarta parede do teatro, presa agora em uma moldura, presa aos pixels da câmera , presa ao graffiti da lata de spray, ao grafite da ponta do lápis ao grafite, que se torna, um belo dia, um diamante que você não consegue digerir, mas que sempre alimenta sua alma. A arte uma jóia rara, que você descola fácil em qualquer esquina da Metrópolis.

Diet Munhoz tem 24 anos, mora na cidade de Santo André no ABC paulista, está cursando último ano de Desenho Industrial na Universidade São Judas Tadeu e atualmente trabalha como diretor de arte e ilustrador. Sua relação com desenho começou nos anos 90’s através da pixação e do graffiti. Em 2006 junto com mais três artistas (Bruno Badain, Camila Visentainer e Fábio Eugênio) formaram o coletivo “O Gato Sem Nome” onde dividiu experiências e referências.
Texto de Tarik Frank Lourenço
mai 20th



Fábio Nagate, artista plástico residente em Presidente Prudente-SP, realizou uma série de pinturas em caçambas com a intenção de propor a cidade uma espécie de “exposição itinerante”, para aqueles desprovidos do contato com arte, seja em galerias, museus etc.
As caçambas por estarem em constante mudança faziam com que essa exposição ao ar livre fosse vista por diversas pessoas em locais totalmente diferentes.
O projeto teve apoio de uma empresa da cidade, aceitando em disponibilizar as caçambas pra que houvesse a intervenção. Infelizmente um certo dia apareceu em um jornal da cidade que uma lei municipal proibia pinturas dessa forma nas caçambas sob pena de multa.
Partindo do princípio que o artista não tinha intenção em burlar lei alguma, Fábio Nagate passou a realizar pinturas em muros deteriorados, casas abandonadas e esquecidas em meio à cidade, dando de certa forma continuidade ao projeto.
Fábio Nagate tem 25 anos, nasceu na cidade de São Paulo, e desde os 13 anos mora na cidade de Presidente Prudente-SP, se formou em Artes Plásticas na Universidade Estadual de Londrina e Pós-Graduação em Arte Educação na Unesp de Presidente Prudente.
Atualmente trabalha dando oficinas de pintura mural, estêncil, sticker e realiza exposições com seu trabalho.
abr 29th

Nesta edição de “Nomes da Arte” decidimos valorizar um um artista já amplamente conhecido por sua obra, e não necessariamente alguém que está buscando espaço na cena artística. Isso porque apesar da repercussão de sua obra, muita gente não conhece quem é o artista. Com vocês, Vik Muniz:
Vicente José de Oliveira Muniz (São Paulo SP 1961). Fotógrafo, desenhista, pintor e gravador.
Em 1983, passa a viver e trabalhar em Nova York. Realiza, desde 1988, séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente, temas relativos à memória, à percepção e à representação de imagens do mundo das artes e dos meios de comunicação. Faz uso de técnicas diversas e emprega nas obras, com freqüência, materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira.
Em 1988, realiza a série de desenhos The Best of Life, na qual reproduz, de memória, uma parte das famosas fotografias veiculadas pela revista americana Life. Convidado a expor os desenhos, o artista fotografa-os e dá às fotografias um tratamento de impressão em periódico, simulando um caráter de realidade às imagens originárias de sua memória.
Nas séries seguintes, que recebem, em geral, o nome do material utilizado – Imagens de Arame, Imagens de Terra, Imagens de Chocolate, Crianças de Açúcar etc. -, passa a empregar os elementos para recriar figuras referentes tanto ao universo da história da arte como do cotidiano. Seu processo de trabalho consiste em compor as imagens com os materiais, normalmente instáveis e perecíveis, sobre uma superfície e fotografá-las. Nessas séries, as fotografias, em edições limitadas, são o produto final do trabalho. Sua obra também se estende para outras experiências artísticas como a earthwork e as questões envolvidas no registro dessas criações. Fonte
Abaixo, um vídeo que mostra o artista andando por São Paulo com uma câmera na mão e seus pensamentos sobre o que vê:
mar 23rd
O Poro é uma dupla de artistas formada por Brígida Campbell e Marcelo Terça-Nada!. É de Belo Horizonte e atua desde 2002 com trabalhos que buscam apontar sutilezas, criar imagens poéticas, trazer à tona aspectos da cidade que se tornam invisíveis pela vida acelerada nos grandes centros urbanos.
Através da realização de intervenções urbanas e outras ações artísticas, o Poro procura levantar questões sobre os problemas das cidades através de uma ocupação poética dos espaços.
Depois de muito trabalho, eles estão lançando o Documentário “Poro – intervenções urbanas e ações efêmeras” que aborda as principais intervenções urbanas realizadas entre 2002 e 2009 pela dupla. Além das imagens e registros, boa conversa sobre arte no espaço público e questões tangentes. Foi produzido durante o ano de 2009 em parceria com a AIC (Associação Imagem Comunitária).
mar 4th
Rodrigo Pereira é o autor da ação do post abaixo, Playmobil Heads. O artista atua em várias vertentes, como intervenções urbanas, design de produtos e direção de arte. Com grande talento para “dar vida” aos elementos já existentes nas ruas da cidade, consegue agregar novas experiências visuais para as pessoas. Nesta ação, chamada de “Horta Urbana”, Rodrigo reutiliza materiais como potes de iogurte e garrafas pet. Todas estão no Rio de Janeiro. Ótima junção entre arte e reciclagem.


nov 25th
Esta semana, na categoria “Nomes da Arte”, o Intervenções indica uma moça nua que tem intrigado os motoristas de São Paulo. Fotografias dela em tamanho natural, algumas de costas, outras de perfil, estão espalhadas por grandes avenidas e complexos viários. A pelada da vez não está na capa de nenhuma revista masculina e tampouco faz parte de alguma misteriosa estratégia de marketing. É uma intervenção urbana realizada pela artista paulistana Alessandra Cestac. Por ela mesma.
Indicação de @celsochad
nov 25th
Fique por dentro das 20 principais tendências de consumo e comunicação que estarão em alta no ano de 2010. Assista ao vídeo da Trend Hunter
nov 16th

Nomes da arte é uma nova categoria de post que criamos para o Intervenções. Toda semana vamos indicar algum artista de destaque e a repercussão de seu trabalho. Por coincidência, eu inauguro o “nomes da arte” com o meu primeiro post.
Conheci o projeto deste artista faz pouco tempo, mas já me encheu de idéias e isso pra mim é o que o torna verdadeira referência.
Jackson Araujo é multimídia. Jornalista de formação, atua como Consultor de Moda e Analista de Tendências, estudando as ondas jovens no que diz respeito à Design, Comunicação, Retail, Web, Comportamento, Youth, Artes Plásticas, Moda e Música e, depois de 3 anos quietinho, retorna à internet com uma boa mistura de mídias.
O Shhh.fm é beeeem bacana. Lá ele expõe seu trabalho como sound-stylist, em que cria ambientes sonoros para shopping centers, lojas, exposições, museus, galerias de arte, desfiles de moda, viagens, ações de comunicação, espetáculos de dança. A idéia é sempre tratar a música como principal fio condutor dos movimentos culturais, reverberando em relações de consumo, em experiências sociais e espaciais.
“Em cada experiência relatada, crio uma trilha para provocar no leitor/ouvinte a sensação na qual estou imerso”, explica. E é verdade, provoca mesmo.