“Intervenção Máxima” em fábrica abandonada (Sto André)

No próximo domingo (29) a cidade de Santo André, no ABCD paulista, vai ganhar um pouco mais de cor em uma das suas áreas mais degradadas. Aproximadamente 200 artistas irão realizar a já proclamada “Intervenção Máxima”, um evento que tem como propósito alertar a população para a questão do abandono da cidade. O lugar escolhido foi uma antiga fábrica, na Avenida Industrial (próximo a estação de trem Prefeito Saladino), entregue ao descaso e ao mau aproveitamento há mais de 20 anos.

O local foi “desbravado” inicialmente pelo artista plástico Moisés Patrício, que ja vinha utilizando o espaço como um lugar de estudo e desenvolvimento de seus trabalhos há cerca de um ano. Solitário, Moisés encontrou lá um palco para uma futura intervenção artística, algo que se consolidou pouco tempo depois com a ajuda de outros colaboradores. Eles chegaram ao consenso de que o espaço poderia ser muito mais que apenas mais um lugar para pintar, e sim um manifesto contra o esquecimento. Dentre eles estão nomes conhecidos das artes visuais como Ozi e Celso Githay.

A fábrica escolhida, mais conhecida visivelmente por suas peculiares torres, atraiu de imediato a atenção de outros simpatizantes a partir do primeiro registro divulgado na internet, esse, por sua vez, o principal meio de comunicação do grupo atualmente.

Algumas incursões no local já foram feitas e contabiliza-se hoje que cerca de 80 artistas já passaram pela fábrica, como graffiteiros, pintores, fotógrafos, escultores, cinegrafistas, simpatizantes etc.

“O mais legal é ver que esse lugar virou uma galeria para a população, um alerta sobre o melhor aproveitamento dos espaços públicos, todos criando e gerando arte, livres de qualquer preconceito ou barreiras artísticas. É um movimento a favor da criação, uma celebração da arte”, afirma o “embaixador” do movimento, Moisés.

Aliás, é esse o principal objetivo da intervenção, aproximar o artista da cidade e a cidade da arte. Em um momento onde o cinza está dando lugar à cor, mas não a cor da arte e sim às agressivas cores das campanhas eleitorais, uma reflexão sobre o momento que passamos é mais que necessária.

Você, leitor do nosso coletivo, está convidado a participar. Dia 29/8 (domingo), a partir das 9h.  Local: Avenida Industrial S/Nº, ao lado da estação de trem Prefeito Saladino e Moinho São Jorge, Santo André, SP. Para mais informações: Moisés Patrício, no tel (11) 6971 3328.

Contribuição de @dietmunhoz

Arte e transformação social: Guti Fraga no TEDxSP

http://www.vimeo.com/7694113

Palestra de Guti Fraga, do projeto Nós do Morro, no TEDxSP: Arte e transformação social. Já tem alguns meses, mas certas coisas são atemporais. Emocionante!

My phone is off for you

Vivemos cercado de pessoas e completamente sozinhos ao mesmo tempo, isso porque a pós-modernidade não nos deixa paciência e disposição para ouvir o outro e, dessa forma, os relacionamentos ficam quase sempre superficiais.

Essa campanha My phone is off for you é mais um dos pequenos movimentos que tentam combater essa indiferença e eu, certamente apoio. My phone is off for you guys!

Protestant affiche

Recentemente manifestantes se utilizaram dos luminosos publicitários de uma estação do metrô de Paris para divulgarem suas mensagens de protesto. Os cartazes foram vistos na estação Strasbourg Saint-Denis,  exibidos em um momento coincide com as eleições regionais francesas.

Algumas traduções:

“Zona de intoxicação cerebral”

“O Estado protege os bancos, os ricos e as corporações … what about us?”

As fotos são de Sean Hicks

Ataque à publicidade

Em Nova Iorque existe um coletivo que vem se utilizando da famosa publicidade local para produzir suas intervenções. Do projeto New York Street Advertising Takeover, os interventores anulam as mensagens publicitárias dos outdoors e criam painéis artísticos, ou simplesmente pintam de branco, tornando aquela cidade mais agradável (ou não). Veja mais fotos aqui.

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Dica do @brunnoapolonio

Touro da madrugada

Touros acordaram nesta manhã de segunda-feira montados em duas vacas da CowParade. A intervenção não autorizada durou pouco. Logo pela manhã os touros foram retirados pelos organizadores, que asseguraram que as vacas não foram danificadas.

A ação é do artista plástico Eduardo Srur, que apesar de ter realizado esta ação não autorizada, é autor de outras ações em parceria com prefeitura e com patrocínio de empresas. “O touro vem para fazer uma inseminação cultural brasileira, gerar uma discussão”, segundo o artista.

fonte: Folha

A origem do Dia das Mulheres

Ao invés de fazer um post simpático homenageando as Mulheres pelo seu dia, nós fomos atrás da origem desta comemoração. E nada é mais importante do que suas conquistas e história.

A ideia da existência de um dia internacional da Mulher foi proposta na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria.

As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. As operárias em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque.

Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março daquele ano, a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram numa Revolução.

Lenin então decidiu torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu numa celebração da “heróica mulher trabalhadora”.

No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a simpatia ou amor pelas mulheres;  uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, perdendo força na sequência, sendo revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960. E em 1975 foi designado como o Ano Internacional da Mulher.

Foto: Cartaz soviético de 1932. Em vermelho, lê-se: “8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha.” Em cinza: “Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!” Fonte: Wikipedia

Noviembre


Noviembre foi lançado em 2003, mas a cópia só chegou até mim pelo Victor da Rosa semana retrasada e desde então eu sinto que perdi muito tempo por não ter assistido antes. O filme mistura depoimentos do grupo de teatro espanhol Noviembre e recriações de cenas do surgimento do grupo, a criação das regras do manifesto (entre as elas: para ser aceito no grupo, o ator não poderia ter feito nenhum trabalho na televisão) e suas manifestações nas ruas, caracterizadas como Teatro Documentário. As intervenções do grupo deveriam ser feitas nas ruas para que não existisse cobrança de ingressos, fato que seria  praticamente impossivel de acontecer em um teatro. As peças, sempre muito criticas, exploravam temas como consumo, relação entre os moradores da cidade, preconceito e até terrorismo.

Falamos tanto sobre o potencial de transformação das imagens gráficas que as vezes esquecemos de falar sobre a imagem de carne e osso que um ator pode representar, mudar nossa rotina e nos fazer pensar sobre como nos relacionamos com as pessoas que estão ao nosso lado durante o trajeto para o trabalho/casa. Não vou contar o final, é claro, mas vou confessar que me emocionei bastante.

“Me encantaria cambiar este puto mundo!”


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Manifestação contra proibição de eventos na Praça da Estação

A manifestação “Praia na Estação”, foi feita na segunda semana de Janeiro contra o decreto do prefeito Márcio Lacerda que proíbe a realização de eventos de qualquer natureza na Praça da Estação, uma praça pública localizada no centro da cidade de Belo Horizonte e “revitalizada” recentemente justamente para abrigar grandes eventos. O prefeito alega “depredação” e “falta de segurança” causadas pela realização de grandes eventos na praça patrocinados por empresas. Moradores do local reclamam dos altos decibeis desses eventos. O decreto proibiu todos os tipos de eventos e ainda veio de forma unilateral sem qualquer debate público.

Depoimento de  Júnia Bessa sobre a manifestação:

“A manifestação foi convocada pela internet e teve um carater espontâneo. Veio gente de sunga, biquiní, canga… Cheguei 10:00, perto do horário combinado pela internet. Estava muito quente. A fonte da praça ligava às 11:00, mas é claro que naquele dia eles desligaram a fonte. Rolou um chapéu para chamar um caminhão pipa, que veio mesmo, mas não esperei até ele chegar… Tiveram alguns refrões de passeata: “Água! Queremos água”,  ou então “Ei, polícia, a praia é uma delícia” e ainda “Lacerda (nome do prefeito) liga essa m…” Os policiais acompanharam tudo, todo o tempo. Enquanto isso, a galera foi se banhar na fonte da praça ao lado, mas logo vieram os policiais intimidando, dizendo que era “proibido pisar na grama” e outras coisas que não ouvi direito. Fiquei até 1 da tarde, quando houve um debate sobre o decreto. Algumas pessoas falaram, já houveram outras manifestações (todos de branco na praça à noite) e a proposta do movimento é continuar ocupando o local em outras datas e horários.”

Mais links sobre a manifestação:

O globo
Vermelho
Mais fotos

Obrigada a Victor da Rosa pela dica e material sobre a manifestação :)

Mentalgassi. Uma colagem descolada.

001Mentalgassi é um coletivo de Berlim que faz arte nas ruas se utilizando de colagens em objetos urbanos. São stickers gigantes colados em módulos formando faces. Aqui estão algumas das intervenções feitas em abóbadas gigantes e máquinas de validação de bilhetes.

002O coletivo conta com três integrantes que se conheceram fazendo Grafite, mas agora optaram por “algo mais sutíl”.

003

Os posters acima, foram feitos a partir de 3 fotos que podem ser visualizadas isoladas em seus respectivos ângulos.
Imagem de Amostra do You Tube No vídeo você acompanha o passo-a-passo dessa ação.

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