Intervenções
Coletivo para a Arte, Cultura e Manifestos
Coletivo para a Arte, Cultura e Manifestos
jul 26th
Já está rolando a mostra ROJO@NOVA e há poucos dias (20 dias) para vermos essa experiência inédita.
Artistas como Mark Jenkins descritos num dos posts do blog recentemente, Maya Hayuk, Krink, Flavio Samelo, Robert Seidel, Objeto Amarelo entre outros tantos vão se revesar e criar suas obras no MIS, Museu de Imagem do Som.
O processo criativo em “work in progress” faz com que o público participe e veja cada um deles criando. É uma experiência muito viva e incrível.
São sete semanas em grupo de sete artistas que juntos farão seus trabalhos em camadas e somente finalizarão suas respectivas obras na sétima semana com uma grande festa de encerramento.
A mostra ROJO®NOVA – Cultura Contemporânea será composta de instalações, “Frescos”, Art Performances, Audiovisuais, Arte Sonora & Música, Sessões de Warm Up entre outros.
As obras ficarão mais alguns dias para que o restante do público possa apreciar o todo.
QUANDO:
Já rolando até 15ago 2010
Terça – sábado, 12:00 – 19:00; domingos e feriados, 11:00 – 18:00.
Na foto: a dupla FuckButtons
jul 7th
Uma forma de arte que se apropria das novas tecnologias, subvertendo seus usos, desafiando as razões para as quais foram criadas. Não importa se são artefatos conhecidos ou o retrato do que de mais avançado existe na ciência. Esta é a Bienal Internacional de Arte e Tecnologia.
Neste ano, na quinta edição da mostra, neurônios de rato reproduzidos em laboratório sentem os visitantes por meio de sensores e controlam, lá dos Estados Unidos, braços de robôs que a lápis desenham em tubos de PVC instalados em plena Avenida Paulista. E tudo isso feito para ser arte: tecnologia criada comercialmente mas utilizada para surpreender, provocar e emocionar.
Para discutir, refletir e provocar as mentes inquietas para ideias tão complexas, a bienal vem sempre acompanhada de um simpósio internacional, que coloca em debate pensadores de diversas áreas. Fique atento à programação das mesas e acesse o registro e a cobertura das edições anteriores.
Para quem quiser diversão, interação ou reflexão as portas da Emoção Art.ficial 5.0 estarão abertas. Em cartaz entre 1º de julho e 5 de setembro de 2010, na sede do Itaú Cultural em São Paulo, Avenida Paulista, 149 – SP. #free
jul 2nd
O vídeo documenta o processo de criação da escultura Beam Drop, do artista americano Chris Burden, realizada no Instituto Inhotim. Dirigido por Pablo Lobato, o vídeo foi produzido pela Teia.
O Instituto Inhotim é uma entidade sem fins lucrativos que une arte contemporânea, meio ambiente e iniciativas na área de educação. Ele esta localizado proximo à cidade de Brumadinho (MG).
Dentre as peças do museu, que vão de pinturas a instalações audiovisuais, estão nomes como Cildo Meirelles, Tunga, Hélio Oitica, Adriana Varejão e outros artistas contemporâneos. São aproximadamente 500 obras de quase 100 figuras relevantes no mundo da arte atual.
Ao contrário do padrão de prédios e galerias de arte, o Inhotim ainda oferece ao público mais de 600 hectares de área verde. O espaço abriga 5 lagos e diversas espécies animais e vegetais.
A reserva ambiental serve, também, para projetos de pesquisa e estudos, e não somente para lazer, bem como o acervo artístico do museu. O Inhotim termina por convergir diversão e educação em torno da cultura.
jun 24th

Zezão ocupa três andares da Choque Cultural em exposição solo. A partir de 26 de junho Vari Ações Urbanas vai mostrar fotos, telas, relevos e outros trabalhos inéditos do artista.
Um dos nomes mais importantes da arte pop contemporânea, Zezão apresenta Vari Ações Urbanas, uma exposição que mostra novos elementos de sua pesquisa e criação. O título é um jogo entre a variedade de suportes e a forte influência da rua em seu trabalho. Essa grande instalação fica em cartaz de 26 de junho até 7 de agosto na galeria Choque Cultural.
Além de suas tradicionais tags azuladas que aparecem em colagens em madeira e papel, canvas e bases enferrujadas, Zezão dá continuidade ao trabalho apresentado na exposição De dentro para fora/ De fora para dentro, no MASP. Para isso, o artista continuou sua busca por madeira, papel e placas em desuso, para compor suas colagens em linhas geométricas que chegam a medir 1,85 x 1,90 m. Em alguns casos, molduras antigas contornam as obras num contraponto entre o clássico e o urbano.
Ousado, Zezão produziu espécies de caixas em madeira com objetos provenientes da rua e retirou suas aplicações azuladas apresentando um novo olhar. O público que for visitar Vari Ações Urbanas também vai encontrar um vídeo instalação que representa um bueiro transbordado durante uma enchente em São Paulo. Esse tipo de criação mostra muito do perfil de Zezão, conhecido por circular por galerias fluviais, áreas abandonadas e demolições.
Vari Ações Urbanas conta ainda com criações fotográficas feitas em lugares abandonados, como a antiga rodoviária Julio Prestes, em fase de demolição. Nesse light painting, Zezão contou com a colaboração do fotógrafo Gal Oppido, que vem acompanhando seu trabalho desde o projeto Catacombs, na França.
26 de junho a 7 de agosto de 2010
Rua João Moura, 997, Pinheiros, São Paulo
Terça-feira a sábado, das 12h às 19 / #free
jun 14th

O Instituto recebe a mostra Visionaire para todos os sentidos, que reúne os 50 primeiros números da exclusivíssima revista com sede em Nova York, em comemoração aos seus 20 anos.
O curador da exposição, Albrecht Bangert, o mesmo que fez a curadoria da mostra do designer Karim Rashid no Instituto Tomie Ohtake, destaca a capacidade de reinvenção constante da revista que, ao transformar cada uma de suas edições em verdadeiro objeto de arte, conquistou colecionadores.
As formas e temáticas da Visionaire têm sido definidas por parceiros, como Van Cleef & Arpels, Tiffany & Co, H.Stern, Louis Vuitton, Hermès, IFF International Flavors & Fragrances Inc. Cada qual com sua técnica e linguagem próprias colaboram na criação de lindas e elaboradas embalagens.
“No mundo da cultura, em constante mudança, Visionaire transformou-se em um espaço a um só tempo lúdico e surpreendentemente sério, destinado a submeter valores à prova, espaço este que convida fotógrafos, comunicadores visuais, artistas e grandes empresas do segmento da moda e artigos de luxo a explorarem o potencial do novo”, conclui Bangert.
Via. Até este domingo (20/6), no Tomie Ohtake. #free
mai 21st

O coletivo Ostengruppe traz ao Brasil a representação dos famosos pôsters russos para os dias de hoje, na exposição “Cartazes Russos Contemporâneos”.
São 80 cartazes do grupo, fundado em 2002 pelos membros da Academia Russa de Design Gráfico: Igor Gurovich (Letônia), Anna Naumova (Rússia), Eric Beloussov (Tadjiquistão) e Agapova (Rússia).
“Dedicando-se principalmente a trabalhos na área cultural, o Ostengruppe, muitas vezes, é obrigado a trabalhar em condições precárias e com recursos reduzidos, mas o resultado é sempre impactante e eclético”, comenta a curadora Ruth Klotzel.
Além da inspiração na história – construtivismo russo e futurismo -, a produção do grupo revela influências de outros lugares e momentos, passando pelo cartaz polonês, a utilização de recursos mínimos do design japonês, o design suíço, o pop americano, entre outros.
A mostra fica até 20 de junho no Instituto Tomie Ohtake (SP), vamos lá?
abr 26th

A SP-ARTE – Feira Internacional de Arte de São Paulo – comemorará sua sexta edição com a participação de 80 galerias de arte moderna e contemporânea da vários países (representando mais de 1.500 obras de artistas renomados e jovens talentos), curadores de coleções particulares e museus como Tate Modern (Inglaterra), Malmö Konsthall (Suécia), Museo Universitario Arte Contemporáneo – MUAC (México), Museo de Arte de Lima – MALI (Peru) e Museo de Arte Conteporáneo de Castilla y León – MUSAC (Espanha).
O evento apresenta mais uma vez o projeto de intervenção artística SP-Arte/Specific inaugurado em 2009, através do qual artistas de diferentes núcleos promovem intervenções nos espaços arquitetônicos do pavilhão, como rampa e escadas rolantes.
O Programa Cultural SP-ARTE/2010, que será realizado no Auditório Lina Bo Bardi do MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo – nos dias 29 e 30 de abril, trará palestrantes para debater e refletir sobre a arte – seus processos de criação, de produção, de exposição e de comercialização. Participarão das discussões profissionais de destaque no cenário nacional e internacional, como curadores, artistas, colecionadores e galeristas.
Acompanhe pelo twitter @sp_arte
Via press release.
abr 15th

Acusados de vandalismo e terrorismo, os líderes do grupo que invadiu e pichou o andar vazio da Bienal de São Paulo em 2008 vão entrar na 29ª edição, em setembro, da mostra com credencial de artista.
Com isso, a Bienal entra num fogo cruzado daqueles que tomaram partido de invasores ou de invadidos, e que agora polemizam sobre a iniciativa. É demagogia? Legitima uma ação destrutiva? Coopta uma vanguarda transgressora?
Para o curador Moacir dos Anjos, a aposta não é em respostas fáceis, mas justamente na elaboração de questões. Abaixo, parte da entrevista do curador cedida à Folha.com:
Por que incluir os pichadores da 28ª Bienal na 29ª edição do evento?
Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que nosso intuito não é incluir ‘os pichadores da 28ª edição’. Não se trata de um pedido de desculpas ou de um confronto com a edição anterior do evento. O que realmente queremos incluir na presente edição da Bienal é a pixação, ou simplesmente o pixo, com ‘x’ mesmo, grafia usada por seus praticantes para diferenciar o que fazem hoje em São Paulo das pichações político-partidárias, religiosas, musicais, ou mesmo ligadas à propaganda que há vários anos enchem os muros e paredes da cidade, a despeito do quão ‘limpa’ ela queira apresentar-se. E queremos incluí-lo porque achamos que o pixo borra e questiona os limites usuais que separam o que é arte e o que é política. E essa é uma questão que interessa muito ao projeto curatorial da 29ª Bienal.
Como você avalia o episódio da invasão da 28ª Bienal por pichadores e a reação da instituição?
A invasão foi, sem dúvida, uma provocação e um protesto frente a uma situação de exclusão a que aqueles que a protagonizaram (os pixadores) são submetidos em seu dia-a-dia em várias instâncias da vida comum na cidade de São Paulo e, no caso particular, do meio institucional da arte. Não estou com isso dizendo que a endosso, mas que é assim que a entendo.
A resposta da instituição naquele momento foi, a meu ver, inadequada, pois reduziu o incidente, seja pelas ações que tomou seja pelas que deixou de tomar, a um caso policial.
De que maneira os pichadores se encaixam no projeto curatorial de arte e política?
O pixo é uma manifestação visual que traz, embutida nas práticas dos pixadores e nas imagens que eles criam sobre os muros e edifícios da cidade, uma visão de mundo que simplesmente não cabe nos acordos que regem e limitam a vida comum na cidade de São Paulo. E apesar disso o pixo está aí, cobrindo toda superfície de parede disponível, forçando sua passagem em um país cujas elites ainda preferem ignorar as graves fraturas sociais que existem. Dando visibilidade a algo que de outro modo não seria visto. E falando de algo que, não fosse justamente pela grafia aparentemente cifrada que os pixadores usam, dificilmente seria dito. Nesse sentido, pixo é política. E nesse sentido, é arte também.
Leia na íntegra a matéria original na Folha.com