Noviembre


Noviembre foi lançado em 2003, mas a cópia só chegou até mim pelo Victor da Rosa semana retrasada e desde então eu sinto que perdi muito tempo por não ter assistido antes. O filme mistura depoimentos do grupo de teatro espanhol Noviembre e recriações de cenas do surgimento do grupo, a criação das regras do manifesto (entre as elas: para ser aceito no grupo, o ator não poderia ter feito nenhum trabalho na televisão) e suas manifestações nas ruas, caracterizadas como Teatro Documentário. As intervenções do grupo deveriam ser feitas nas ruas para que não existisse cobrança de ingressos, fato que seria  praticamente impossivel de acontecer em um teatro. As peças, sempre muito criticas, exploravam temas como consumo, relação entre os moradores da cidade, preconceito e até terrorismo.

Falamos tanto sobre o potencial de transformação das imagens gráficas que as vezes esquecemos de falar sobre a imagem de carne e osso que um ator pode representar, mudar nossa rotina e nos fazer pensar sobre como nos relacionamos com as pessoas que estão ao nosso lado durante o trajeto para o trabalho/casa. Não vou contar o final, é claro, mas vou confessar que me emocionei bastante.

“Me encantaria cambiar este puto mundo!”


Imagem de Amostra do You Tube


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Aberta inscrição da “batalha de grafite”

Evento acontece entre 25 e 28 de março,
será o primeiro do tipo no país e terá
grafiteiros internacionais entre os jurados.

Se você curte arte de rua, fique ligado! As inscrições para a primeira Batalha Nacional de Graffiti começaram hoje e vão até o dia 10 de fevereiro. Não existe taxa para participar, e a ficha pode ser baixada aqui.

A Batalha, batizada de King of Brasil, acontece nos dias 25 e 28 de março, durante o Urban Fest, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Podem participar crews (grupos de grafiteiros) brasileiras, ou que possuam no máximo um integrante estrangeiro.

Os organizadores prometem que a competição será um dos maiores eventos sobre grafite já feitos no País, e terá grafiteiros internacionais no corpo de jurados. O Urban Fest também terá workshops, DJs, batalhas de break, futebol freestyle e outras diversões do tipo.

fonte: Pedro Carvalho, iG
@igjovem

2346 – Mapa de ficções baseadas em fatos sobre as várias augustas

A exposição Mapa de ficções baseadas em fatos sobre as várias augustas ficará exposta até o dia 1 de Abril na Escola São Paulo. O projeto foi criado pelo grupo LAT-23 especialmente para o aniversário de São Paulo.

Cartografias são sempre imprecisas. Um aspecto importante de 2346, criado pelo LAT-23, é discutir a impossibilidade de mostrar num mapa tudo sobre um lugar. Cartografar é propor pontos-de-vista sobre espaços (na paisagem otimista de usuários de mapas abertos e coletivos) ou delinear marcas em territórios (no cenário pessimista da cartografia clássica de viés militar).  Mesmo sobrepondo formas de ver a rua, 2346 só mostra a Augusta em fragmentos de um mosaico incompleto. Histórias que se entrelaçam contando dias e noites particulares ou genéricos, fatos e dados inúteis ou inusitados, casos e coisas viscerais ou desnecessárias. Ao ficcionalizar relatos e selecionar estatísticas de forma arbitrária, 2346 conta tanto narrativas saborosas e histórias ardidas quanto a impossibilidade de mostrar um lugar a partir do que ele tem de específico.

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Qual a relação entre os preços dos aluguéis e a altitude de trechos da rua medida com GPS? Quantos litros de cachaça são vendidos num boteco de esquina? Quantas camisinhas são usadas numa noite lotada em um Hotel furreca da região? Quantos beirutes são vendidos num restaurante antigo e popular da Augusta? Quantos cigarros são comprados numa banca de revista? Quanto custa um táxi da Martins Fontes à Estados Unidos? 2346 apresenta estes e outros dados, em QR-CODES espalhados em bares na Augusta e mapa impresso / online, em que o público pode colaborar contando suas próprias experiências. 2346 completa uma trilogia de mapas paulistas em que o LAT-23 busca desconstruir formas tradicionais de cartografia.

Sobre o grupo

LAT-23 é formado pelos artistas Cláudio Bueno, Denise Agassi, Marcus Bastos e Nacho Durán. O grupo trabalha com procedimentos de re-mapeamento, por meio de pesquisa sobre as relações entre formatos gráficos, online ou de mídias portáteis, e os vários contextos em que circulam. Desenvolveu trabalhos como “Kandinsky by Perdizes”, exibido na exposição Connecting Urban Spaces, na Galeria Green Papaya (Manilla) e “coexistências”, indicado ao Prêmio Autonomias del Desacuerdo, no Festival Transitio_mx 2009 (México). Atualmente está desenvolvendo o webdocumentário “Cidades Visíveis”, selecionado pelo programa RUMOS Itaú Cultural.


Colaboraram com o projeto

Ale Youssef, Alessandra Cestac, Claudia Sandoval, Clara Averbuck, Daniel Daibem, Dudu Tsuda, Felipe Ehrenberg, Flávia Fontes, Francisco César Filho, Jorge Leite Jr., Lufe Steffen, Munique Lima (OOGLab), Olivia Barcellos, Nelma Salomão e Ricardo Oliveros

A marca do Coletivo Intervenções

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Pichação é um movimento legítimo?

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Este é o trailer 2 do filme PIXO. No vídeo, os pichadores invadem a faculdade de Belas Artes para protestar. A ação foi  feita por cerca de 40 jovens portando sprays. Eles chegaram à faculdade mascarados e com as latas escondidas sob as roupas…. o resultado você confere aí.
Dica by: Olkis

As vacas estão soltas novamente

Provavelmente você já as viu por aí, mas talvez não tenha entendido nada. Mas as vacas coloridas espalhadas pela cidade já são consideradas o maior e mais bem sucedido evento de arte pública no mundo.

É a Cow Parade. Esculturas de vacas em fibra de vidro que são decoradas por artistas locais e distribuídas por várias cidades do mundo, em locais públicos como estações de metrô, avenidas e parques. Após a exposição, as vacas são leiloadas e o dinheiro é entregue para instituições beneficentes.

Ao redor do mundo, mais de 5.000 artistas participaram da Cow Parade, estima-se que mais de 150 milhões de pessoas tenham visto uma das vacas famosas e US$ 22 milhões foram levantados para entidades beneficentes através do leilão das vacas.

“Há algo de mágico sobre a vaca. Ela representa coisas diferentes para pessoas diferentes ao redor do mundo: é sagrada, é histórica, mas o sentimento comum é de carinho. Servindo como uma tela de arte, não existe nenhum outro animal ou objeto que fornece a forma, flexibilidade e amplitude de uma vaca, se transformando em outros animais, pessoas ou objetos.” Diz os organizadores.

Assista abaixo alguns dos artistas desta edição:

http://www.vimeo.com/7675353 http://www.vimeo.com/7885804 http://www.vimeo.com/8207857

Veja a localização delas no mapa de SP abaixo:


Visualizar Cowparade 2010 em São Paulo em um mapa maior

Informações do site oficial

As cores de SHAKA.

shaka01Cores e uma grande diversidade influências podem ser identificadas no trabalho Shaka, ele é um artista virtuoso e muito inspirado. Sua obra é composta por pinturas feitas em spray em paredes ou sobre tela.

shaka02Nem todos seus murais são autorizados. Alguns feitos clandestinamente, outros foram cedidos por autoridades públicas ou particulares de Paris. Shaka conta com a participação de Nosbé em grande parte dos grafites.

shaka03Imagem de Amostra do You Tube

Mentalgassi. Uma colagem descolada.

001Mentalgassi é um coletivo de Berlim que faz arte nas ruas se utilizando de colagens em objetos urbanos. São stickers gigantes colados em módulos formando faces. Aqui estão algumas das intervenções feitas em abóbadas gigantes e máquinas de validação de bilhetes.

002O coletivo conta com três integrantes que se conheceram fazendo Grafite, mas agora optaram por “algo mais sutíl”.

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Os posters acima, foram feitos a partir de 3 fotos que podem ser visualizadas isoladas em seus respectivos ângulos.
Imagem de Amostra do You Tube No vídeo você acompanha o passo-a-passo dessa ação.

Artistas + Investidores

Cada vez mais surgem coletivos de arte, principalmente contemporânea e/ou urbana, para darem suporte a artistas independentes e para aculturar a sociedade de que existem iniciativas inovadoras e pertinentes onde a solução se dá pela arte.

Esses coletivos, diferente do “nosso” coletivo aqui, muitas vezes são a junção de dois ou mais artistas que se unem para impulsionar a visibilidade de seus trabalhos. É bacana e tem seu valor (e conheço ótimos que futuramente serão citados por aqui).

Porém, o que percebo é que muitas vezes há uma carência do consumidor final. Ou uma dificuldade no diálogo entre artistas e “compradores”. Não é culpa de ninguém. Cada um tem seu jeito peculiar. Muitos artistas não sabem da grandiosidade de suas obras ou não sabem cobrar pelo seu talento. E a maioria dos investidores, ainda mais os incentivadores da arte urbana, não sabem a linguagem do trabalho, como pedir, como se aproximar, como encontrar alguém que exatamente procuram para um projeto específico.

É aí que surge a Möve. Uma ligação entre artistas e projetos. Ou artistas e investidores.

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A Möve é uma empresa, de mais de três anos, que faz a mediação do processo de compra de ilustração e auxilia na produção de projetos especiais que envolvam a arte.

Imagem de Amostra do You Tube

Essa curadoria ou criação de projetos é feita através de um banco de artistas que a Möve tem disponível e que aumenta a cada dia. Entre alguns deles estão: Bruno9li,  Cimples, Diego Medina,  Emerson Pingarilho, Nina Moraes, Trampo, entre muitos outros, nacionais e internacionais.

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Final do ano passado, entrevistei Bruno Narvaez, um dos integrantes da Möve, para contar melhor como é o dia-a-dia da empresa e sobre essa oportunidade para novos artistas que precisam de vitrine e parcerias.

http://www.vimeo.com/8565764

Iniciativas como essa fortalecem todos os integrantes da cadeia do mercado da arte e merecem sempre o nosso destaque.

Ficou curioso? Quer saber mais? Entre no site: http://www.move.art.br

No longer empty + Gaia

 

O projeto No Longer Empty (NLE) é um projeto criado por diversos artistas e curadores que organizam exibições de arte em frente a propriedades de Nova York com trabalhos feitos diretamente em portões e muros. O objetivo é revitalizar espaços vazios em diversas áreas através da sensibilização e da arte de qualidade.

No site podemos ver que a programação é intensa, agora para o final do ano a preparação é para a exposição de trabalhos de diversos artistas sobre um só tema: A situação Palestina-israelense.

O artista Gaia, que faz parte do No Longer Empty, pinta no vídeo um portão em um bairro de NY. (Aliás, Fever Ray foi uma ótima escolha para a trilha).
Imagem de Amostra do You Tube

WikIntervenções = Guia colaborativo da arte

Para mais informações clique aqui

O Coletivo Intervenções nasceu com a ideia de democratizar o acesso à arte através das redes sociais na internet. Hoje conseguimos dar um novo passo, que é o lançamento do WikIntervenções. Uma ferramenta colaborativa em que as pessoas poderão marcar no mapa os locais das intervenções, galerias, museus, criando um grande guia da arte, realizada pela inteligência coletiva.

Participe deste projeto agora mesmo. Se você viu uma ação interessante, registre e insira no mapa. Se você é artista, ao executar sua obra, marque a localização e suba a foto/video. É uma forma de divulgar sua ação e colaborar para a construção deste guia público de arte no Brasil.

Vamos juntos!

Paris Hilton x Socrates – jerm IX

Mais um flickr para incluir nos feeds:  jerm IX.

Ele faz parte de um coletivo chamado Jermalism, formado por ele e sua mulher (a ninja IX). Além de ser artista urbano, Jerm é um poeta ativista. Mora no Canadá onde já colocou mais de 200o peças de arte com sua poesia pelas ruas.

O que mais chama a atenção é como jerm explora sua poesia usando a cidade como mediação política: tudo é planejado para dialogar com o espaço e as pessoas. Outra ação interessante é usar frases de pessoas famosas nos muros (tem até Paris Hilton x Socrates)

Uma frase famosa do coletivo é “The revolution will be privatized”, que você pode ver no blog Jermalism.

Caminho das águas

No lugar onde a urbanização tomou espaço do mar, o artista mineiro Piatan Lube marcou o chão de Vitória e  Florianópolis, com quase 3km de linha azul pintada no chão. O objetivo da intervenção “Caminho das Águas” é trazer à tona memórias das cidades que já estão submersas.

http://1.bp.blogspot.com/_lgCnNmlRPoU/Sw1PYOzNjQI/AAAAAAAABVA/qZJ3xL8ASGQ/s1600/IMG_3832.jpg

Para o artista, Caminho das Águas possibilita uma série de desdobramentos patrimoniais, de memória geológica, cultural, afetiva e, sobretudo, coletiva. “Quero convidar os habitantes de Vitória a reviverem, presentificarem as diversas cidades que estão ainda submersas. Quero a memória afetiva das pessoas”, diz Piatan.

Assista ao vídeo:

http://www.vimeo.com/5517421

No blog de Victor da Rosa (que eu altamente recomendo), você pode ler mais sobre essa intervenção.

Fashion Mob

Aconteceu na tarde deste domingo (22.11) o Fashion Mob, desfile-passeata organizado por André Hidalgo (foto), da Casa de Criadores. O evento serviu como vitrine para  aspirantes a estilistas mostrarem suas criações a nomes fortes do mundo da moda.

Ao todo foram mais de 50 grupos que percorreram os 1.700 metros até o Parque da Luz “É a primeira vez que vejo um desfile tão democrático. Estou emocionado”, comentou o estilista Mario Queiroz. “Qualquer um pode assistir e todos que quiseram tiveram a oportunidade de fazer um desfile”, completou.

“Teve de ‘periguetismo roots’ a ‘mendigos pós-guerra’”, classificou Vivian Witheman. Os jurados deram a melhor nota a Luiz Leite, que faz moda masculina e contratou até modelos para desfilarem no seu bloco. Como prêmio, ele participa do Projeto LAB da 27ª edição da Casa de Criadores, que acontece em maio de 2010.

Por Renata Garcia. Via Chic Gloria Kalil

Grafiteiros cobram regulamentação de sua arte

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Os grafiteiros querem, além de diferenciar a sua arte das simples pichações, o reconhecimento e o apoio ao Projeto de Lei 138/2008, de autoria do presidente da Frente Parlamentar da Cultura, deputado federal Geraldo Magela (PT-DF). O projeto faz a distinção entre as duas formas de manifestação gráfica. Ele regulamenta, entre outras coisas, o grafite como uma manifestação artística que promove a inclusão social e prevê pena de prisão para o pichador.
Com a regulamentação, o grafite pode ser exposto em qualquer lugar desde que autorizado pelo proprietário do imóvel que vai recebê-lo.

“Grafite é uma arte e seu autor um artista, que passará a ter chance de ter até uma remuneração. A pichação é uma agressão ao patrimônio, uma agressão ambiental e como tal punível como crime que pode levar até um ano de prisão”, disse o deputado Geraldo Magela. fonte: Agência Brasil

Mais aqui

Bah, que teto!

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Na mesma batida da arte acessível do Post-it Art (como falei no post anterior), existe o Sticker Art já mencionado pelo Flatau aqui no Intervenções.

Um dos projetos de Sticker Art, também colaborativo, é o Bah q Teto (= “que louco / que viagem” no gauchês), do publicitário Leo Lage, que existe desde 2006.

Conheci a ideia do Leo na agência em que trabalho, através dos stickers dele grudados em vários cantos da Escala que até hoje permanecem por lá.

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Depois passei a acompanhar o seu flickr, onde todo mundo que quiser participar pode. Basta mandar um e-mail (me@leolage.com) pra ele pedindo seus balões e ser criativo na hora de tirar a foto, que ele posta na sequência.

Eu brinquei com uns em casa – Porto Alegre.

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Mas tem gente que viajou com eles pra Trancoso, Buenos Aires e Paris.

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Artístas ocupam Hotel Central

Um hotel desativado, construído em 1918, será ocupado por artistas de diferentes nacionalidades durante o mês de novembro. A iniciativa chama-se Red Bull House of Art, que escolheu como endereço o antigo Hotel Central, projetado por Ramos de Azevedo, no largo do Anhangabaú, no coração de São Paulo. O local já teve a sua fase áurea, entrou em decadência e, agora, vive um processo de revitalização.
Durante os 30 dias de duração do Red Bull House of Art, os participantes irão trabalhar de forma atenta aos movimentos no centro da cidade, compartilhando impressões, práticas e conhecimentos artísticos. O prédio será o principal ponto da ação dos participantes, que possuem experiência em fotografia, instalação, escultura, vídeo, pintura, performance, áudio e outras práticas. Roteiros pela capital paulista também farão parte da programação dos artistas durante o Red Bull House of Art.
No total, serão 10 artistas de sete países diferentes, incluindo o Brasil, que ocuparão de forma compartilhada, os quatro andares do prédio. Os espaços foram adaptadas para receber 10 ateliers individuais, além de quartos vazios para instalações artísticas, salas de projeção, visualização de trabalhos, área de convívio, internet e edição. Haverá também espaços coletivos destinados a duas exposições principais, que abrem e fecham o projeto, além de espaços para intervenções artísticas, e palestras com curadores, críticos de arte e artistas convidados. Os eventos são abertos ao público e a entrada é franca.
Os artistas são Cláudio Bueno, Alessandra Cestac, Rodrigo Garcia Dutra e Regina Parra, do Brasil, e Zander Bloom, da África do Sul, Hiraku Suzuki, do Japão, El Bocho, da Alemanha, Gabriela Golder, da Argentina, Rui Gato, de Portugal e Grant Davis dos Estados Unidos.

Um hotel desativado, construído em 1918, será ocupado por artistas de diferentes nacionalidades durante o mês de novembro. A iniciativa chama-se Red Bull House of Art, que escolheu como endereço o antigo Hotel Central, projetado por Ramos de Azevedo, no largo do Anhangabaú, no coração de São Paulo. O local já teve a sua fase áurea, entrou em decadência e, agora, vive um processo de revitalização.

Durante os 30 dias de duração do Red Bull House of Art, os participantes irão trabalhar de forma atenta aos movimentos no centro da cidade, compartilhando impressões, práticas e conhecimentos artísticos. O prédio será o principal ponto da ação dos participantes, que possuem experiência em fotografia, instalação, escultura, vídeo, pintura, performance, áudio e outras práticas.

No total, serão 10 artistas de sete países diferentes, incluindo o Brasil, que ocuparão de forma compartilhada, os quatro andares do prédio. Os espaços foram adaptados para receber 10 ateliers individuais, além de quartos vazios para instalações artísticas, salas de projeção, visualização de trabalhos, área de convívio, internet e edição. Haverá também espaços coletivos destinados a duas exposições principais, que abrem e fecham o projeto, além de espaços para intervenções artísticas, e palestras com curadores, críticos de arte e artistas convidados. Os eventos são abertos ao público e a entrada é franca.

Os artistas são Cláudio Bueno, Alessandra Cestac, Rodrigo Garcia Dutra e Regina Parra, do Brasil, e Zander Bloom, da África do Sul, Hiraku Suzuki, do Japão, El Bocho, da Alemanha, Gabriela Golder, da Argentina, Rui Gato, de Portugal e Grant Davis dos Estados Unidos. A curadoria artística do Red Bull House of Art é de Lucas Bambozzi e de Maria Montero.

Clique e obtenha o mapa do local

A queda do muro de Berlim

Nesta segunda, dia 9 de novembro, aconteceram as festividades para a comemoração dos 20 anos da queda do muro de Berlim. Com uma agenda repleta de encontros com países participantes da história,  representados pelas quatro potências aliadas ao término da Segunda Guerra Mundial, os presidentes da Rússia e França, Dmitri Medvedev e Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

O ato solene foi finalizado com o simbólico dominó gigante estendido por 1,5 quilômetros ao longo do traçado do antigo Muro de Berlim, cujas peças foram pintadas por inúmeros artistas e estudantes para lembrar a queda da Cortina de Ferro e o fim da divisão de Berlim, da Alemanha e da Europa. Foto Reuters/O Globo

The EyeWriter

O Graffiti Research Lab é conhecido por suas inovações tecnologicas aplicadas em manifestações artistas, mas dessa vez eles desenvolveram uma ferramenta incrível para que o artista lendário de LA, Tony Quan, aka TEMPTONE que possui uma doença chamada ALS (que paraliza completamente o corpo com o tempo) pudesse continuar se expressando.

O EyeWriter permite que Temptone escreva através de movimentos com os olhos (única parte do corpo que ainda consegue movimentar).

Assista o vídeo,  é supreendente:

http://www.vimeo.com/6376466

Fotos aqui.

Nosso Corpo, Nossa Lingua

O Coletivo Corposinalizante, formado por jovens surdos e artistas, é um exemplo de como utilizar a intervenção a favor de uma causa social. O grupo lançou recentemente um filme que promove  suas ações e ainda se transforma em ferramenta de divulgação da causa na web.

O filme “Atrás do Mundo” é um manifesto poético, ou seja, um filme-manifesto sobre a falta de legendas em português na produção nacional: existem mais de 5 milhões de surdos no Brasil (dado do IBGE) que não podem assistir a produção nacional por falta de legendas em português. O mote principal do filme será a frase, escrita pelos surdos e já utilizada em vários suportes como forma de manifestação: “Queremos legendas nos filmes nacionais”.


Abaixo, uma série de fotografias produzidas pelo grupo para expressar o conceito ” Nosso Corpo, Nossa Lingua” e criar a campanha do Dia Nacional dos Surdos, 26 de setembro.

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