Cinema para corações fortes

*Foto da 4ª edição do Cinefantasy

Os amantes de filmes de horror, fantasia e ficção-científica poderão se deliciar com o 5º Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico, que ocorre de 31 de agosto a 12 de setembro na capital paulista.

As sessões ocorrerão no Centro Cultural São Paulo, no Cine Olido e na Biblioteca Viriato Corrêa. Com excessão do Cine Olido, no qual as sessões custam R$ 1, o ingresso é gratuito.

Serão exibidos cerca de 150 filmes de diversas partes do mundo na mostra competitiva, que é dividida em 27 categorias, entre elas Melhor curta de Horror, Melhor curta pelo Júri Popular, Prêmio Estímulo Estudante, Melhor Longa de Ficção-científica e Melhor longa de Fantasia. Desse total, 37 produções são longas-metragens.

O Cinefantasy ainda conta com uma mostra paralela de vídeo com sessões especiais, bate-papos com convidados brasileiros e estrangeiros, encontros, palestras, workshops e oficinas. O cineasta e ator José Mojica, o Zé do Caixão, será homenageado dentro da programação do festival.

Para saber mais ou consultar a programação completa da mostra, visite o site do evento clicando aqui ou siga o @CineFantasy no Twitter.

O quê? 5º Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico
Onde? São Paulo – SP
Centro Cultural São Paulo – R. Vergueiro, 1.000, Liberdade, centro, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3397-4002.
Cine Olido – Av. São João, 473, República, centro. Tel.: 0/xx/11/3397-0176.
Biblioteca Viriato Corrêa – R. Sena Madureira, 298, Vila Mariana, zona sul.
Quando? De 31 de agosto a 12 de setembro
Quanto? Gratuito (Centro Cultural e Biblioteca); R$ 1 (Cine Olido)

Cartazes da Pornochanchada

Esta semana muito tem se falado da falta que o antigo cinema nacional faz em comparação às novas mega produções cinematográficas.

As Pornochanchadas viveu seu ápice na década de 70, revelando grandes diretores, atores a atrizes (inclusive a rainha dos baixinhos, que naquela época divertia os “grandinhos” – Cartaz do filme Amor Estranho Amor).

O termo foi criado pelo fato de serem produzidos com tom erótico para burlar a censura que o Brasil vivia na época. Nos anos 80 começou a entrar em decadência, como toda a categoria do cinema nacional, que no futuro se redescobriu com as grande produções baseadas na experiência das telenovelas e o nosso rico repertório literário.

No entanto, este post foi feito para resgatar e observar sua publicidade, com títulos de duplo sentido, trocadilhos e layouts com conceito carregado com alto grau de erotismo particularmente brasileiro. Alguns se tornaram grandes referências, como o de “Dona Flor e seus 2 maridos” e a “Super Fêmea”. Divirta-se!

Imagens via

A vida em um dia

Tudo gira em torno da publicidade e a publicidade fagocita tudo. Isso ás vezes me deixa angustiada, quando penso que toda a forma de expressão pode vir a ser campanhável e o valor das idéias originais pode ser perdido em função disso.

Mas,  quando vejo projetos como esse me sinto aliviada e penso que é bom ter a força da mídia para dar projeção a uma idéia bacana como essa.

Imagem de Amostra do You Tube

“A vida em um dia” é um projeto patrocinado pela LG que convida literalmente todo o mundo para , no dia 24 de julho de 2010, filmar as 24 horas do seu dia e, com esse material, montar um grande documentário colaborativo mundial.

As filmagens serão selecionadas e terão Ridley Scott como produtor e Kevin Macdonald na direção. O resultado final será apresentado no Sundance Film Festival. Os colaboradores que tiveram suas filmagens selecionadas terão seus créditos no filme e ainda poderão estar entre os 20 que irão para o Sundance!

Dia 24 é camera na mão, sonhando com Sundance. Saiba tudo sobre o projeto aqui

Inception – Publicidade + Intervenção

Para divulgar o novo filme de Christopher Nolan, A Origem (Inception), um cartaz gigante foi colocado em um dos prédios de NY:


O prédio assim, sendo descolado, tem tudo a ver com o roteiro em um mundo onde a tecnologia serve para entrar na mente humana através dos sonhos. Não entendeu? Assista ao trailer:

Imagem de Amostra do You Tube

Imagina quantos recursos e temas de roteiro podem ser utilizados assim, adaptados para a vida real. Não ter a lei Cidade Lima, nesse caso, ia ser bem interessante. :)

O filme estréia dia 6 de agosto no Brasil.

Filmes em até 140 caracteres

Já que nosso assunto é arte, cinema está dentro. No último dia 29/6 foi lançado o moovee.me – um site de resenhas de filmes em até 140 caracteres. Em poucos dias o site conta com milhares de resenhas e já se torna um projeto online brasileiro de grande potencial. Os criadores do site, Thiago Campezzi e Daniel Sollero, falam um pouco mais sobre o projeto para o Intervenções:

O que é o moovee.me?

moovee.me é um serviço de micro-reviews de filmes. Você pode usar como histórico dos filmes que já viu, como uma lista de filmes que deseja ver, ou como uma ferramenta de consulta para descobrir mais filmes de um determinado ator, diretor ou gênero.

Como funciona?

É simples, basta efetuar uma busca por Filme, Artista (diretores/atores) ou Gênero, selecionar um filme e dar uma nota (rating), escrevendo uma micro-resenha de até 140 caracteres.

De onde veio a idéia?

Queríamos fazer um app para o iPhone e começamos a “catalogar” idéias interessantes. Pensamos em várias coisas, mas nenhuma nos encantava. Até que, ao ver que muitas pessoas fazem pequenas críticas de filmes nos seus perfis do Twitter, pensamos que seria legal ter um app para fazer isso. Mas é claro que, para fazer algo assim, é necessário ter um serviço mais complexo e organizado provendo as informações necessárias para o app funcionar. Daí surgiu o moovee.me – é a interface principal desta plataforma de micro-reviews.

E quando foi lançado?

Oficialmente o moovee.me foi lançado na noite de 29 de junho de 2010, mas já estava rodando em versão fechada apenas para beta testers desde o meio de maio.

Como foi o período com os beta testers?

Selecionamos aproximadamente 30 beta testers, mandamos o convite e eles começaram a usar. Mesmo em uma versão praticamente sem layout e bastante simplificada em relação ao que está no ar agora, foi uma experiência bastante importante pra nós – os testes mostraram que algumas coisas que julgávamos pouco importantes eram indispensáveis e vice-versa.

Vocês são brasileiros, por que o site é em inglês?

Principalmente porque não tínhamos um banco de dados em português para usar. O que melhor se adequou à nossa idéia foi o da Netflix que, infelizmente, não tem os títulos em outros idiomas. Optamos por montar o site para o mercado internacional e ver o que rola. Ficamos muito contentes com a reação do público brasileiro – na verdade, fomos até pegos de surpresa com esta receptividade e já estamos pensando em maneiras de tornar o site mais legal ainda pro pessoal do nosso país.

E como é ver o moovee.me rodando, com tanta pessoas fazendo reviews?

É muito legal. Mas o melhor é ver usos que não havíamos previsto e que não aconteceram durante o período com os beta testers. Lançamos o site na filosofia dos caras da 37signals (autores dos livros GettingReal e Rework): lance rápido e vá ajustando de acordo com pedidos dos usuários as coisas que forem mais relevantes. Com a grande visitação que tivemos desde o lançamento oficial, estamos entrando nesta fase – notando tendências de uso, reavaliando nossos planos de features, etc. É bastante excitante.

De onde são os usuários do moovee.me?

Por causa do lançamento nas nossas redes de amigos e principalmente por causa do efeito Brainstom9.com.br (que publicou um post sobre o site na noite do lançamento), hoje temos 90% de usuários brasileiros e os outros 10% se dividem principalmente entre Europa e America do Norte mas tem gente da Asia, Oceania, lugares bastante inesperados. Alguns dos usuários brasileiros têm escrito em inglês, o que deve facilitar a entrada no mercado internacional.

E quais são os próximos passos?

Em primeiro lugar, garantir que o que temos no ar está funcionando bem, consertando bugs e fazendo ajustes de acordo com as tendências de uso que temos observado no site. Queremos garantir que a nossa estrutura é sólida, que pode suportar uma visitação maior sem problemas técnicos. Alguns dos próximos features que estão planejados: busca por usuários, implementação de mais recursos envolvendo friends e followers, implementação de uma maneira da comunidade se auto-regular (indicando quais reviews são mais úteis, se são ofensivos, etc.) e, claro um app para iPhone/iPad – o início de toda a idéia.

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Fica nossa torcida pelo projeto. O Brasil tem muito o que mostrar quando se fala de internet. Sucesso pra vcs!

I´m Here by Spike Jonze

Imagem de Amostra do You Tube

O filme novo do Spike Jonze é uma das coisas mais legais que vi ultimamente, cheio de originalidade e com uma mística que deixaria qualquer geek sci-fi desejoso de passar mais tempo nesse mundo que ele criou.

 O filme é ambientado em um universo onde robôs e seres humanos co-existem, embora o primeiro só seja usado para trabalhos braçais e nada mais. No entanto, isso vai mudando lentamente – os robôs realmente estão evoluindo – e Jonze criou seu filme num momento em que alguns deles estão começando a encontrar uma finalidade, uma razão para a existência. Eles também estão começando a se apaixonar um pelo outro.

 É também um exame brilhante de um relacionamento abusivo, do tipo em que um permite que o outro se auto destrua bem diante de seus olhos. O filme é bonito, extravagante e extremamente doloroso, tudo ao mesmo tempo, sem falar na fotografia e a trilha sonora, que já são marca registrada do diretor.

O curta foi financiado pela vodka Absolut, mas para além de um título, ele realmente não tem nada a ver com a Absolut ou com vodka.

Veja o filme na íntegra aqui

dica do Cleber  @clero

Novo clipe da Lulina

Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça. É com o mantra do cinema novo que o coletivo Filme de Domingo apresenta sua primeira produção, o clipe da música Nós da artista pernambucana Lulina

Nesse espírito colaborativo o pessoal do Coletivo fez uma proposta à artista: fazer um clipe sem nenhum custo para a banda e total liberdade criativa para os produtores. O resultado tá aqui, uma produção de alta qualidade nos mostrando que é com talento que se supera o baixo orçamento!

http://www.vimeo.com/11209137

Mary & Max. Uma animação sobre amizade, inocência e desilusões.

Imagem de Amostra do You Tube

Eu tinha visto o trailer desta animação quando fui assistir à comédia (boa de verdade) Os Homens que Engarrafavam Nuvens e me interessei muito.

Tentei por três vezes ir ao cinema para ver Mary & Max, mas os horários e salas são bem restritos. Em algumas só passam de final de semana, em outras, somente às quartas, à meia noite.

Consegui ir no último horário do domingo (21h40) na sala 7 do Bristol, na Paulista, depois de engolir em quatro minutos um cheeseburguer sem sal do Girafa’s (#McDonaldsrocks) e um Trimedal para curar a dor de garganta que começou pela manhã.

Cerca de 30 pessoas na sala. E o casal da frente falando do óleo do pastel de feira, papinho pra primeiro encontro? Credo. O Trymedal começando a fazer efeito, mas minha atenção resistiu aberta e meus olhos concentrados.

O começo da animação me lembrou um pouco de Amélie Poulain, por causa da descrição dos personagens por meio da narração. Eu sempre tenho medo desse recurso, mas nesse caso gosto muito, é bem escrito e cheio de informações interessantes. Diferente de Amélie, as esquicitices dos personagens não são tão românticas, aproximam-se do universo beatnik, o que é romântico é a premissa ( e eu adoro essa mistura que dá cara ao filme): a troca de cartas entre uma garotinha ingênua e seu amigo, um judeu com síndrome de Asperger (espécie de autismo), ambos solitários, contando um para o outro como vêem o mundo e sobre a realidade de um subúrbio australiano X o caos de Nova Iorque. No meio de toda essa inocência, Mary & Max aborda a força da amizade num mundo cheio de frustrações. #vidareal

The 140 Project – Cinema inspirado no Twitter

Decidido a adaptar para o cinema a mesma proposta do miniblog, o diretor irlandês Frank Kelly convocou 140 diretores do mundo inteiro para realizar simultaneamente um filme de 140 segundos cada. Todos, conectados à internet, deveriam filmar no mesmo momento qualquer coisa, em qualquer lugar, da forma que melhor lhes conviesse, respeitando apenas a duração pré-determinada e explorando, como consequência, o mesmo caráter instantâneo do Twitter.

O resultado imprevisível dessa iniciativa multicultural foi compilado em um único documentário de 80 minutos, intitulado The 140 Project, com estréia marcada para o final deste mês, no Newport Beach Film Festival, na Califórnia. Já o lançamento mundial está programado para junho. Veja a seguir algumas fotos/frames do filme.

Novo teaser de Exit Through The Gift Shop

Sabe o Banksy? Quer nos enlouquecer colocando vídeos exclusivos do filme em seu canal do Youtube. O último teaser tem cinco minutos a mais que o antigo:

Imagem de Amostra do You Tube
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