Intervenções
Coletivo para a Arte, Cultura e Manifestos
Coletivo para a Arte, Cultura e Manifestos
jun 1st
Daniel Lima é o idealizador do projeto O CÉU NOS OBSERVA que tem como proposta fomentar uma discussão sobre a capacidade de interferir coletivamente nas estruturas de controle e vigilância de escala global.
Como auto define: Um processo poético de criação de “ruídos” na representação da metrópole.
Na prática o artista contratou um satélite para filmar uma parte de São Paulo e desafiou alguns artistas para criarem intervenções de qualquer tipo, desde que pudessem ser vistas do satélite.
Esse projeto caminha para se tornar um documentário. No blog tem uma gama grande de informações além dos vídeos dos artistas que já fizeram e os que ainda farão suas intervenções.
Dica do paulo
mar 23rd

Pelo sétimo ano consecutivo a Ação Educativa realiza, no dia 27 de março, um evento para comemorar o dia do grafite. Além de fazer parte do calendário oficial da cidade de São Paulo, a data é referência para grafiteiros, ativistas do movimento e admiradores dessa arte. Nesse ano, a personalidade homenageada será Ozeas Duarte, um dos expoentes dessa linguagem e pioneiros do grafite na cidade.
A abertura será no dia 26 de março, na sede da Ação Educativa. No dia, serão expostas 27 obras de artistas indicados por sete grupos da cidade, articulados no núcleo de grafite do Espaço de Cultura e Mobilização Social da Ação Educativa. A ocasião marca a transformação do Espaço no Ponto de Cultura Periferia no Centro.
Três adolescentes e três educadores da Fundação Casa (antiga Febem) também exporão suas obras na mostra. Dentre os coletivos envolvidos na organização do evento, estão: 5 Zonas, CDV, Coletivo Água Branca, Stensil BR, Imargem, Cedeca Interlagos e Noturnas. O coletivo das Noturnas é um grupo de grafiteiras mulheres.

Histórico
Maio de 68, França. Nessa data, ocorreu uma greve geral no país e estudantes franceses saíram às ruas para escrever palavras nos muros – palavras de ordem ou palavras de amor, poesias. “Esse tipo de manifestação tem seus picos em momentos de crise, ou seja, pode ser considerado como crítica social”, avalia Rodrigo.
Com suas raízes atreladas fortemente à crítica política, o grafite luta por uma posição de maior reconhecimento na sociedade e em especial, na cidade de São Paulo, onde, recentemente, a lei Cidade Limpa veio criminalizar este tipo de arte de rua. Para Rodrigo, o dia do grafite tenta afirmar a posição desta arte no contexto da cidade. “A data busca legitimar o grafite como arte, como cultura. Nossa idéia é lutar para que haja políticas públicas voltadas para a arte de rua, a arte pública!”, diz.
Ainda segundo o coordenador, o dia tem sua importância maximizada ao dar oportunidades aos novos artistas. “Muitos grafiteiros afirmam que todo dia é dia de grafite, mas é importante termos um dia em especial para comemorarmos, para dar visibilidade à esta arte e à luta por seu reconhecimento. O 27 de março já se tornou referência, além de abrir espaço para os artistas que permanecem sem ter seu devido reconhecimento”, finaliza.
Serviço: Dia do Grafite
Dias 26 e 27 de março de 2010
Dia 26 às 19h: abertura da exposição e inauguração do Ponto de Cultura Periferia no Centro
Dia 27 a partir das 10h: Intervenção nas ruas da Vila Buarque
Local: Sede da Ação Educativa. Rua General Jardim, 660. Vila Buarque.
Imprensa: Michelle Prazeres e Roberto Furuya / Ação Educativa
(11) 3151-2333 Ramais 160/134
mar 19th

O Dia Mundial da Guerra de Travesseiros, uma data comemorada anualmente desde 2006, sempre no primeiro sábado do mês de Abril. Aqui no Brasil, já se tornou um evento oficial na categoria de flashmob, utilizando a plataforma dos flash mobs o evento é todo organizado e divulgado na internet.
Regras e Condutas
Apesar de ter a premissa de uma guerra, o evento tem caráter pacífico e é regido por uma série de regras e dicas para evitar qualquer problema.
A Limpeza do local é feita pelos próprios participantes
Edição 2009
A Primeira edição do evento no Brasil foi em 2009 e reuniu cerca de 3mil pessoas em 27 cidades brasileiras que simultaneamente realizaram a
guerra, desse total cerca de 1000 pessoas estavam comemorando a data no Obelisco do Ibirapuera em São Paulo.
São Paulo 2010
A Edição 2010 em São Paulo será realizada no Vale do Anhangabau, dia 3 de abril, as 17h e são esperados cerca de 3mil participantes.
Organização
O Evento está sendo organizado pelo portal MOBrasilNews.com, que apesar do nome não tem relação com a empresa “Flash Mob Brasil” e nem com o programa “MOB_Brasil_ da Multishow.
Os organizadores tambem são responsáveis por outros flash mob menores como Subway Party, No Pants, War Tube, 300’s Mob e etc
Conheça mais no Site Oficial e veja as Fotos das ações ateriores.
Acompanhe seguindo o twitter @pillowfight2010
fev 25th
Uma intervenção criada por Hudson-Powell e Joel Gethin Lewis, explorou a site-specific art usando um telão na cidade de Edimburgo e a realidade aumentada. Pelo que parece, eles distribuiram placas gigantes com QR-Codes e quando as pessoas passavam em frente ao telão ganhavam cabeças de monstro. Cada código corresponde a um monstro diferente, o que permite que as pessoas troquem as criaturinhas entre si.
A intervenção participa do AND: Abandon Normal Devices Festival of New Cinema and Digital Culture, um festival que reuni o melhor das experimentações em cinema e arte digital usando telões nas ruas e galerias.
fev 24th
Muitos dizem que a arte só floresce de verdade em momentos de grande tensão social. Conseguimos entender porquê. Quando a maioria se cala por muito tempo, a necessidade de expressão fica a ponto de explodir.
É por isso que fazemos esse chamado: No dia 25 de Fevereiro, não nos calemos! Vamos ocupar a cidade com arte por toda parte!
Criemos um fato artístico que desperte a população de São Paulo. É um absurdo o aumento de passagens de trem, metrô e ônibus e o descaso com as enchentes e áreas alagadas.
Inscreva sua ação no site http://arte.barraroaumento.org/ e nos envie seus registros. Nos conte se quer torna-la pública, se precisa de ajuda para divulgá-la ou apenas nos deixe cientes dela. O desafio é mobilizar o maior número de ativistas, artistas e qualquer indivíduo indignado com a política de exclusão do governo. Muitos grupos já estão organizados para ações. Mas é também da espontaneidade que surge intervenções de grande impacto.
A cidade de São Paulo está conflagrada. Ainda assim, o prefeito e o governador continuam forjando um clima de bem estar social. Quando bairros da cidade são declarados em calamidade pública e famílias são obrigadas a viver debaixo d´água, as tarifas do transporte público aumentam… Fica claro que não vai nada bem.
Sabemos ainda que nos últimos anos a prefeitura arrecadou mais e aplicou menos. Investe mais em propaganda do que em serviços básicos e recebe verba ilegal para sua campanha eleitoral. Além disso, permitiu que as empresas do transporte público aumentassem seus lucros em detrimento do bem estar da população. Mas pouco disso tem sido falado na mídia ou sido feito para mudar essa situação. Se a cidade é página em branco, todos os muros, ruas e espaços públicos são um convite ao discurso e à ação.
Ações artísticas por São Paulo.
Dia 25 de fevereiro.
Inscrições: http://www.arte.barraroaumento.org
fev 18th
Em um brainstorm qualquer surgiu a ideia: “Vamos embrulhar uma rua com plástico bolha”. Para a maioria das pessoas isso pode parecer absurdo, e eles tem razão. Isso é tão absurdo que é muito bom.
O site inglês Confused.com, especializado em comparação de preços de seguros, criou a ação “Accident Avenue” para divulgar seus serviços.
Um dos materiais mais básicos e uma das primeiras coisas que vem a cabeça quando o assunto é segurança é o plástico bolha. Além de servir para diversão de muitas crianças e adultos que adoram estourar bolha por bolha, ele também garante a segurança no transporte de materiais frágeis, evitando que se quebrem.
Para tentar alertar sobre o perigo dos acidentes (evitando que as pessoas “se quebrem”) e a necessidade de um seguro, a Somerville Road, uma das ruas com maior índice de acidentes, foi completamente embrulhada em plástico bolha.
Além de chamar atenção de todos que passam normalmente na rua, a ação foi replicada em jornais, televisão e blogs do mundo todo. Ideia boa = Mídia espontânea = Otimização de recursos = Sucesso. Isso é guerrilha.
Se quiser ver mais fotos da ação, é só entrar no flickr oficial. E caso esse post tenha te deixado com vontade de estourar umas bolhas, tente esse plástico bolha virtual.
fev 11th
Uma boa intervenção deve ser reflexiva, sendo ela artística ou comercial, deve ser impactante. Se ela for tudo isso e ainda “do bem”, melhor ainda.
A Giovanni+Draftfcb em parceria com a 24X7 Cultural criou para a Fundação Abrinq uma nova forma de arredação de doações: Uma vending machine nas estações de metrô de São Paulo.
“Através desta ação, os usuários de metrô poderão ajudar a Fundação a tirar crianças da rua por intermédio das vending machines de livros, localizadas em cinco estações.”
fev 8th
É comum intervenções urbanas apresentarem sempre grandes dimensões, exatamente para conseguir chamar a atenção das pessoas no ambiente caótico das metrópoles. No entanto, alguém bastante talentoso rompeu com essa tendência, optando pela sutileza. Trata-se do inglês Slinkachu, um artista urbano ao estilo Bansky: nada de fotos nem nome divulgados.

Sua obra é toda fundamentada em personagens medindo no máximo 5 milímetros, que são utilizados conforme a necessidade da instalação. Os pequenos bonecos são deixados discretamente em praças, calçadas, banheiros e outros lugares públicos de Londres, para que possam interagir, criando um universo inusitado onde a arte de Slinkachu se mistura harmoniosamente aos objetos, lixos e insetos desses lugares.
O mais incrível é que após fotografada para o blog do artista, a obra é deixada para trás, sofrendo as consequências do tempo ou de um pedestre desavisado. Mesmo por que, Slinkachu se tornou conhecido e reuniu milhares de fãs pelo mundo justamente por causa do seu blog, que vale muito a pena ser visitado. Já suas instalações não têm a mesma sorte, perdem-se pelo caminho, sendo que na maioria das vezes sequer são notadas.


Ao ir a Londres, cuidado, você pode pisar numa obra de arte.


Àqueles que desejam se aprofundar mais sobre o tema, Slinkachu publicou um livro Little people in the city.



Seria a obra de Slinkachu uma metáfora da nossa própria existência, perdida, descartável, em meio ao imenso caos em que vivemos?
fev 5th
A notícia não é nova, mas não é por isso que deixaremos de fora do Intervenções, afinal, ela continua impressionando. Então, vale a pena relembrar a intervenção de Edgar Muller e sua equipe na incrível pintura 3D de aproximadamente 280m² na River Street, Canadá. É fácil perceber que a escolha da rua não foi aleatória.


A obra fazia parte do 2007 Moose Jaw Prarie Arts Festival e o mais impressionante da imagem é que por mais que você lute com seu cérebro para enxergar a rua, não adianta, ele vai forçá-lo a ver a cascata.

Outra pintura não menos fantástica de Edgar Muller.

fev 2nd
O Bloco Acadêmicos do Baixo Augusta irá promover um “pré carvanal” nesse domingo (dia 07/02), começando as 16h em frente ao Sonique. O bloco surge para celebrar a diversidade e a revitalização da região da Augusta: “A idéia dos amigos é instituir o bloco no calendário oficial do carnaval paulistano e agregar para as futuras edições, o maior número de estabelecimentos, parceiros e frequentadores da região”.
O Acadêmicos do Baixo Augusta percorrerá um trajeto de 700m, seguindo o seguinte percurso: saída da frente do bar SONIQUE, descendo pela Rua Bela Cintra, virando à direita na Rua Costa e à esquerda na Rua Augusta, até chegar à frente do Studio SP.
A música do trajeto ficará por conta de uma banda carnavalesca composta de 10 metais e 5 percussões, organizada pela produtora S de Samba, dos músicos Wilson Simoninha, Max de Castro e Jair de Oliveira, que já promovem desde o início de 2009 a festa O Bloco no Studio SP. Eles próprios e outros convidados, serão os puxadores das musicas entoadas pelo Acadêmicos do Baixo Augusta, que vai priorizar as tradicionais marchinhas de carnaval.
Um hino do Acadêmicos do Baixo Augusta foi composto e também será cantado ao longo do trajeto. No dia, a letra será distribuída aos foliões. Além disso, o artista plástico Ze Carratú, criará o estandarte do Bloco, que abrirá o cortejo. Nosso porta estandarte será o escritor Marcelo Rubens Paiva.
Entre os amigos e fundadores do Bloco estão: Ale Youssef, Ale Natacci, Ale Lucas, Ana Salcedo, Beto Lago, Carol Bueno, Frâncio de Holanda, Greg Bousquet, Gui Sibaud, Leo Madeira, Lelê Pereira, Luciano Calçolari, Luciana Bueno, Mara Natacci, Mariana Kraemer, Marina Person, Olivier Rafaelli, Ota Sampaio, Sandra Soares e Verônica Campos.
“Aparora, mas não assusta”