Samir Mesquita é escritor jovem que tem com a literatura uma história ainda breve, mas intensa.
O autor de Dois Palitos conta que sua trajetória como escritor foi retomada – isso porque na adolescência ele já havia se arriscado na poesia visual – após uma oficina literária com Marcelino Freire, que tinha o microconto como tema.
Na época da oficina Samir já trabalhava com publicidade e a identificação com o formato foi imediata. Tanto que em uma semana o seu primeiro livro já estava pronto.
A partir daí Samir seguiu no exercício de observação que é o seu motor para a escrita e começou a produzir novos materiais, inspirado por tudo o que acontece à sua volta. E foi em cima de uma reflexão como esta que surgiu a idéia para o segundo livro, o 18:30:
“Em mais um dia preso no trânsito, comecei a olhar para os carros ao lado e imaginar qual seria a história de cada uma daquelas pessoas, naquele exato momento. O que estariam vivendo, pensando.”
E em meio ao tráfego nasceu o livro que é na verdade um projeto composto por uma instalação exposta em uma unidade do Sesc no interior de São Paulo e no formato que o livro é comercializado: ele está à troca – vale conferir no site
O trabalho de Samir Mesquita chama a atenção não só pela qualidade dos textos, mas pela liberdade com que ele circula pelos diferentes formatos para formar a sua obra que ele nem gosta de classificar como literatura e assim manter-se livre para toda a forma de arte.


