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Eu tinha visto o trailer desta animação quando fui assistir à comédia (boa de verdade) Os Homens que Engarrafavam Nuvens e me interessei muito.

Tentei por três vezes ir ao cinema para ver Mary & Max, mas os horários e salas são bem restritos. Em algumas só passam de final de semana, em outras, somente às quartas, à meia noite.

Consegui ir no último horário do domingo (21h40) na sala 7 do Bristol, na Paulista, depois de engolir em quatro minutos um cheeseburguer sem sal do Girafa’s (#McDonaldsrocks) e um Trimedal para curar a dor de garganta que começou pela manhã.

Cerca de 30 pessoas na sala. E o casal da frente falando do óleo do pastel de feira, papinho pra primeiro encontro? Credo. O Trymedal começando a fazer efeito, mas minha atenção resistiu aberta e meus olhos concentrados.

O começo da animação me lembrou um pouco de Amélie Poulain, por causa da descrição dos personagens por meio da narração. Eu sempre tenho medo desse recurso, mas nesse caso gosto muito, é bem escrito e cheio de informações interessantes. Diferente de Amélie, as esquicitices dos personagens não são tão românticas, aproximam-se do universo beatnik, o que é romântico é a premissa ( e eu adoro essa mistura que dá cara ao filme): a troca de cartas entre uma garotinha ingênua e seu amigo, um judeu com síndrome de Asperger (espécie de autismo), ambos solitários, contando um para o outro como vêem o mundo e sobre a realidade de um subúrbio australiano X o caos de Nova Iorque. No meio de toda essa inocência, Mary & Max aborda a força da amizade num mundo cheio de frustrações. #vidareal

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