Parece incrível. Como dois artistas de nacionalidades diferentes, que não se conhecem nem nunca se viram, podem criar, na mesma época, trabalhos conceitualmente e esteticamente tão parecidos? Seria uma coincidência única na história? Coladinha? Ou um fenômeno influenciado por algum raro alinhamento planetário? Nada disso. Esse tipo de sincronia criativa é mais comum do que imaginamos. Acontece em diversas áreas. E a explicação não envolve telepatia espontânea nem indecifráveis equações da Teoria das Cordas e sua Supersimetria. A resposta é muito mais simples e lógica: todos bebem da mesma fonte. Não há mistério algum. A sopa primordial da Arte é a mesma em qualquer parte do mundo. Estuda-se os mesmos artistas, aprende-se as mesmas técnicas, inspira-se nos mesmos movimentos e, com a tão citada globalização, todos têm acesso às mesmas informações e ao mesmo tempo, seja aqui ou na Sibéria.
Portanto, a bagagem cultural dos artistas é praticamente a mesma, a diferença fica por conta da criatividade e talento de cada indivíduo. Por isso, não há nada de surpreendente em duas pessoas com formação artística, acompanhando os mesmos processos sócio-culturais de sua época, terem insights similares praticamente ao mesmo tempo. Isso é tão natural que aconteceu com o nosso leitor, artista plástico, autor da Logo Art, Fernando Levi, e o cineasta vencedor do Oscar 2010 com o curta-metragem de animação Logorama, Nicolas Schmerkin. A diferença é que este último agora está bem mais famoso.
Confira o trabalho de ambos:
LOGO ART
LOGORAMA
Parte 1
Parte 2
Mas se por acaso você discorda dessa teoria e tem outra opinião sobre o assunto. Escreva ela aqui embaixo.






