A pichação é uma manifestação ruidosa de palavras e imagens que tomam a arquitetura urbana como suporte. Assim como a maioria dos movimentos estilísticos considerados de vanguarda, sua origem permanece imprecisa e incógnita, e sua definição transita entre os limiares da arte expressiva, da caligrafia, do desenho e da mistura constante entre tipos, sinais, símbolos e representações que se mostram muitas vezes de maneira codificada, criptografada e inacessível ao receptor leigo, ou não iniciado em seus meandros e códigos internos.
Ultimamente, com tanta exposição na televisão, revistas e jornais a pichação está sendo absorvida gradualmente pela indústria cultural, apesar de ainda ser vista como contracultura. Só o fato de haver teóricos, fotógrafos, jornalistas, grafiteiros, especialmente artistas plásticos e designers gráficos de diversas nacionalidades, que a estudam e admiram, já a faz perder boa parte de sua autenticidade e tradição como prática subversiva e regionalista.
O livro “Spixo” propõe uma jornada fotográfica pela pichação onipresente na região central e nos quatro pontos cardeais da cidade de São Paulo, e assim pretende revelar a sensação de quem é espectador de um fenômeno tão aparente na rotina paulistana, ao qual basta estar na rua e olhar em qualquer direção que não ao chão para não se sentir indiferente. A partir deste trabalho, os autores Guilherme Longo, Raul Jooken, Caroline Yamafaki vão participar de um debate sobre a relação entre São Paulo e a Pichação, terça-feira, dia 29, 20:00pm no vão do MASP.




1 comment
Hoje “Debate São Paulo e a Pixação” no vão livre do Masp | Guia Triboos says:
nov 29, 2011
[...] Mais informações em http://intervencoes.com.br/acontece/debate-spixo-sao-paulo-e-a-pichacao/ [...]