Sticker

Registro INTVS | Cultura Sticker na Rua Augusta

Seguindo nossa proposta de integração das pessoas com o espaço público através da arte urbana, além de ações nas ruas também compreendemos a internet como suporte e desde então produzimos conteúdo autoral que exerça este papel.

Para isso criamos a série Registro INTVS, onde buscamos captar, publicar e compartilhar a cultura da arte urbana em nosso site e redes sociais, visando potencializar o acesso à essas manifestações.

Em nosso primeiro documento registramos a Cultura Sticker na Rua Augusta, na cidade de São Paulo.

Para quem frequenta a região não é novidade se deparar diretamente com dezenas de stickers nos postes, placas e paredes. Uma galeria aberta de pequenas peças coloridas que se atualizam constantemente.

Veja abaixo as fotos deste Registro:

Nós queremos creditar cada um dos artistas, para isso estamos postando diariamente em nosso Instagram (@intervencoes) as fotos deste #RegistroINTVS e pedindo a colaboração dos seguidores para nos ajudar a identificá-los. Acessá lá!

 

Sobre o Sticker Art

Sticker art é uma modalidade de arte urbana que utiliza etiquetas adesivas coloridas como suporte, ou e até mesmo colagem de papel, os famosos lambe-lambes. É considerada uma manifestação da arte pós-moderna que se popularizou na década de 1990 por grupos relacionados à cultura alternativa. É aplicado no alto de postes, placas e muros.

Este tipo de manifestação artística se iniciou em Nova York na década de 90 e chegou no Brasil através de adesivos de decoração, logo se tornando uma das principais vertentes da arte nas ruas a partir dos anos 2000.

No entanto esta manifestação se depara com leis que podem ser usadas para “enquadrar” os artistas, a exemplo da que trata de crime ambiental. Quem for flagrado fazendo colagens pode receber penas alternativas, como entrega de cestas básicas, trabalho comunitário e até ser preso. A pena dependerá do tipo de colagem e do local onde foi realizada.

Como um sistema viral, os famosos adesivos de Haroldo Paranhos, integrante do SHN – coletivo pioneiro na cultura sticker – já circularam pelas principais capitais do mundo. Isso porque os artistas formaram uma espécie de rede para troca dos adesivos. “Troco adesivos com gente de Nova York e Londres, por exemplo. Se estou dando um rolê e tenho adesivos deles, colo tudo junto”, diz o artista em matéria realizada por Silvia Ribeiro.

 

A Rua Augusta

Cada um tem uma história da Rua Augusta. Lugar para gente de todos os tipos, daquelas que passam a noite bebendo cerveja na calçada, das que buscam um restaurante descolado, que compram acessórios de moda ou que se entregam na putaria geral.

Sua história é datada de 1875 quando se chamava Rua Maria Augusta, transformando-se em Rua Augusta em 1897. Ela representou para jovens paulistanos na década de 1960 glamour e diversão. Na década de 70 perdeu seu prestígio e comércio por conta da abertura de shoppings center na cidade de São Paulo, quando começaram a abrir os prostíbulos em seu entorno. A partir de 1993 iniciou-se uma nova modernização com a abertura do cinema Espaço Unibanco. A partir da década de 2000 ela voltou a ser parte da vida noturna de muita gente com a abertura de diversas casas noturnas, como o Vegas Club. 

Na atualidade muitas dessas casas noturnas e comércios foram engolidos pela especulação imobiliária, tornando os aluguéis inviáveis e cedendo terrenos para as grandes construtoras.

De qualquer forma a principal característica da região não foi abalada. Seja no lado Centro (conhecida como Baixo Augusta) ou no lado Jardins (com suas lojas de grife), a Rua Augusta é definitivamente a representação da diversidade social e multicultural do povo paulistano.

Fontes: Wikipédia e G1.

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INTVS lança stencil da nova marca nas ruas de São Paulo

INTVS

INTVS Stencil

Com conceito de intervenção que se aplica diretamente na tipologia, nossa nova marca já está nas ruas através stencils que assinam as obras e marcam esta nova fase da produtora.

Avante!

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Stencil do Projeto Prosa Urbana

Não Consumir é o mais poderoso protesto

Hoje fomos para a rua estrear e testar o stencil da nova série de produção do projeto Prosa Urbana, onde além das fotos da cidade e composição com prosas e poesias, vamos aplicar frases diretamente nesses locais onde se estabelece algum tipo de relação com seus habitantes.

Com a frase “Não consumir é o mais poderoso protesto” – remetendo ao poder que as pessoas têm sobre as empresas e marcas diante dos protestos de rua durante a Copa –  as primeiras aplicações foram realizadas na Vila Madalena, no Beco do Batman, Avenida Cardeal Arco Verde e Rua João Moura. Nos próximos dias estarão na região central, Avenida Paulista e Rua Augusta.

Acompanhe também pelo Facebook e Instagram do projeto.

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Prosa Urbana | Projeto que une stencil, fotografia e prosas realizado pela INTVS

 

Nós do INTVS entramos numa nova fase de produção autoral e lançamos um novo projeto que utiliza fotografia e palavras em suporte digital.

Como principal proposta o projeto Prosa Urbana apresenta os detalhes das metrópoles através de fotografias e palavras – seja em stencil ou composta para a própria foto – produzidas por seus habitantes que buscam um olhar artístico sobre os espaços em que vivem. Exibido no Tumblr , no Facebook e no Instagram (@intervencoes ou #prosaurbana).

Os colaboradores são convidados, mas quem tiver interesse em participar pode utilizar #prosaurbana no Instagram. Se o material enviado estiver alinhado com a proposta do projeto, pode ser selecionado e publicado.

As primeiras postagens foram realizadas por Leandro Ogalha, idealizador do Prosa Urbana e produtor de arte urbana aqui no INTVS.

“Ao conteúdo, prosa contrapõe-se a poesia. De forma que a luz se opõe ao breu. Da falsa segurança de ver a cidade por cima. De sentir-se apenas um quando se é multidão.”

 

Prosa Urbana

Tinta, cimento, ferro e escuridão. Espaços em busca. Sala por gente. Cimento exposto. Parede por tinta. Trancados por ferro detalhista e resistente.”

As próximas postagens serão realizadas por convidados e o objetivo é manter a produção de forma permanente e levar este material para as ruas de alguma forma, diz Ogalha.

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Chaplin SP – Um curta metragem de stencil

As imagens do filme City Lights de Charles Chaplin cairam em domínio público e então já ganhou espaço nas ruas pelo projeto do diretor Matias Vellutini. Ele criou um curta metragem em stop motion chamado “Chaplin SP”.

Como técnica, ele reconstruiu diversas cenas do filme em 160 stencils, grafitou paredes da zona oeste da cidade, fotografou tudo e editou. Para conceber o vídeo, contou com a ajuda de Bruno Vergueiro e Vânia Ferreira da Galeria Filmes.

Ficha Técnica:

Song: Chicken Grease by D’Angelo.

It’s off of D’Angelo’s album “Voodoo” – one of the greatest records of all time.

Executive Producers: Bruno Vergueiro, Vânia Ferreira.

Assistant Director: Mari Lafratta.

Graphic Design: Maria Cristaldi & Lisa Moura.

Graffiti: Bruno Paes, Eduardo Cruz, Leonardo Delafuente, Eduardo Cruz, Pedro Marques, Sara “Bee” Leitão.

Trabalho incrível de se ver!

Via Update or Die.

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revivarte

Mundano, Subtu, FEL e RMI pelo Projeto Revivarte

 

O projeto Revivarte foi idealizado pelo artista Subtu e tem como objetivo utilizar a arte como ferramenta de transformação social e do espaço urbano. A sua primeira edição foi realizada no Conjunto Residencial Parque do Gato, que fica localizado na região central da cidade de São Paulo no segundo semestre de 2013.

Os artistas Subtu, Mundano (vídeo depoimento abaixo), FEL e RMI, que fazem parte do projeto, abordam questões sociais em seus trabalhos e tentam dialogar com a cidade por meio dos seus painéis. Eles realizaram, em 30 dias, a pintura de 15 empenas cegas que retratam o cotidiano da comunidade e da cidade, trazendo mais cor e vida para os prédios do conjunto e contribuindo com uma nova galeria a céu aberto em São Paulo.

O Revivarte pretende ir para outras comunidades periféricas de São Paulo, acredita que estas ações podem melhorar a autoestima dos moradores, mostrar que a união pode levá-los a conseguir o que quiserem, além, é claro, de semear o interesse das pessoas pela arte.

Texto: Site do projeto

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Green Aid | Bombas de sementes em máquinas de chiclete

GreenAid

Daniel Phillips e Kim Karlsrud são dois designers americanos que estão usando um conceito simples para trazer mais interação entre as pessoas e seu ambiente urbano.

Através de máquinas de chicletes cheias de “bombas” de sementes feitas à mão, eles estabeleceram parceria com empresas locais que encontraram um meio de envolver os consumidores e tornar o espaço ao seu redor mais bonito.

Através desta ação eles estão angariando fundos para iniciativas maiores de design social.

Vídeo dirigido e editado: Michael Jeter
Som: Adam Peterson
Musica: Hauschka

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Entrevista com o artista francês C215 para o livro Viral Art

Nos últimos dias o autor do Blog Vandalog, conhecido como RJ Rushmore, realizou uma entrevista com um dos artistas de stencil que mais admiro, o francês C215. Este material faz parte da coletânea de entrevistas com artistas de todo o mundo para a produção do livro Viral Art. Abaixo, você confere parte da entrevista e visualiza algumas das suas obras do artista pelo mundo:

RJ: Como você define a arte de rua ?
C215 : Arte de rua é nada mais do que a poesia urbana que pega o olho de alguém . Sendo um artista de rua é impossível, porque a própria cidade é o artista . Arte de rua é uma coisa coletiva, participativa e interativa, extremamente ligada à cultura web 2.0.

RJ : É importante continuar a tradição de graffiti ilegal e arte de rua ?
C215 : Graffiti consiste em deixar pistas atrás de você, arte de rua consiste em colocar a arte nas ruas. Você pode fazê-lo com autorização, mas a poesia de que não seria o mesmo. Há algo poético em tomar risco legal apenas para tornar sua cidade mais bonita.

RJ: Como você começou a fazer arte e como é que o seu estilo distinto desenvolver ?
C215 : Comecei a pintar quando criança, mas meu estilo ficou forte quando perdi minha avó. Ela era tudo para mim e me apoiava até o seu fim . Por um longo tempo eu tive um transtorno de personalidade e quando ela desapareceu minha personalidade desabou. Eu estava perdido, não sabendo mais quem eu era ou onde eu estava. Passei a noite cortando um stencil do rosto de uma pessoa sem-teto, para expressar meus sentimentos. Eu cortava de modo detalhado e este se tornou o meu estilo. Este estilo agora é creditado a mim e imitado em todo o mundo, mas vem da minha auto-expressão e de uma história muito pessoal.

RJ: Você acha que é difícil adaptar suas técnicas ao ar livre para dentro de casa? Como é que você vai fazer sobre isso ?
C215 : eu trabalho dentro de casa o mínimo possível, já que eu acho que o meu trabalho é feito para o exterior. Eu não uso stencils para fazer padrões. Eu não repetir as imagens. Eu usá-los para ir menor do que uma tampa de lata de spray, de modo a obter mais detalhes e para criar uma obra de arte adequada em qualquer lugar, muito rápido e sem autorização. Galerias são espaços em branco que eu acho chato para pintar uma parede branca. O que é novo é pintar um bom trabalho em algum lugar de forma ilegal e espalhá-lo imediatamente para o mundo inteiro através da internet.

Leia a entrevista original completa no blog Vandalog

Imagens: Google

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largo_batata_manifesto

A INTVS apoia os Atos de Manifestação Popular em SP

Estivemos ontem no 5o Grande Ato representando a participação da INTVS no protesto e consegui registrar algumas imagens impressionantes de uma massa organizada, decidida, informada. Assista o vídeo abaixo:

Logo após, fui para casa editar o vídeo e postar na internet. Aproveitei para acompanhar a transmissão na TV. Tenham certeza, eles focam apenas o que lhes interessa. O Bonner e a Patrícia Poeta fazendo caras e bocas e desprezo enquanto davam as notícias das manifestações pacíficas em SP.

Transmitindo os rastros das caminhadas, onde não estava a verdadeira concentração de pessoas – tentando passar a ideia de “algumas pessoas”, dedicando as imagens para a Marginal e Ponte Estaiada com o intuito de manipular a opinião pública sobre o quanto estávamos prejudicando o trânsito da cidade.

Mas a verdade é que a concentração no Largo da Batata foi histórica! O DataFolha disse que 65 mil pessoas, mas temos certeza que foram muito mais! Todas organizadas, sem deteriorar 1 lata de lixo, sem 1 pixo, sem baderna e sem confronto. Idosos, crianças, jovens, mães, gringos, GLBT´s, executivos, universitários, trabalhadores, todos juntos e organizados, caminhando e cantando a favor dos direitos do povo brasileiro. Atenção ao ponto que tudo foi planejado previamente com o Governo. Sem precedente na história democrática. Uma experiência indescritível.

O movimento continua. Acompanhe pelo Facebook dos organizadores Passe Livre SP.

*Ressalto que o fato isolado de tentativa de invasão do Palácio dos Bandeirantes, que utilizou como arma a violência e vandalismo foi organizado por um pequeno grupo que não está relacionado ao movimento popular, que repudia este tipo de protesto.

O Rony Saqqara, integrante do Intervenções.com também acompanhou o Ato e escreveu o seguinte texto:

Durante esse movimento, jornal só serviu pra embrulhar peixe e TV para assistir Glee.

Cresci vendo o povo reclamar que os ricos não dão a mínima para a situação do pobre, só querem saber do próprio conforto. Aí quando um filhinho-de-papai toma borrachada da polícia ao lutar por um benefício que ele nem vai usufruir, esse mesmo povo chama-o de baderneiro, justamente porque ele não tem motivo para estar ali, já que tem seu próprio conforto num carro do ano.

O Haddad achou delícia os bistrozinhos de Paris.

“Manter a ordem”. Uma análise histórica e hermenêutica dessa justificativa revela uma das expressões mais fascista desde que o homem primitivo balbuciou seu primeiro grunhido.

Não podemos generalizar a crítica aos grupos, pois do mesmo jeito que havia bandidos no meio dos manifestantes, fato que não tira a legitimidade do protesto, também havia bandidos entre os policiais.

Essa geração está começando a se manifestar, então, erros vão ocorrer. O que não pode jamais acontecer é encerrar o processo de reivindicações por causa disso. Quem sabe com o país mudando e mais dinheiro sendo investido em educação, teremos menos pessoas quebrando ônibus nas próximas manifestações. Acredito que o processo será um ciclo virtuoso, mas agora, o mais urgente é quebrar o ciclo vicioso.

 Nunca existiu uma manifestação formada somente por Madres Tereza, vai ter entre os manifestantes quem usa app para fugir de blitz, quem usa o gatonet, que tem carteirinha de estudante falsificada. O fato de existir essas pessoas também não tira a legitimidade do protesto, senão vamos aceitar eternamente líderes corruptos porque alguém entrou indevidamente no show do Jeito Moleque pagando meia entrada.

 Na grande marcha pelos Direitos Civis de 63, os manifestantes tinham infinitamente menos credibilidade que os brasileiros de hoje, afinal, eram liderados por negros do Sul dos EUA, a região mais racista país. Resultado: a manifestação é uma das mais importantes da história e, quem foi contra, atualmente, ou tem vergonha ou entrou para a KKK.

O Governo descartou o Choque na rua hoje, muitos veículos que estavam contra o movimento tiveram que ver seus repórteres tomando borrachada no olho para mudar de opinião, a Jobor voltou atrás e agora parece um ferrenho defensor dos manifestantes, enfim, tenho notado um respeito crescente aos antigos baderneiros. Só o tempo vai mostrar quem está certo. Porém, em menos de uma semana muita gente já mudou de lado.

 A questão nunca foi os 20 centavos.

*Vídeo: Leandro Ogalha. Foto do Post: Largo da Batata em 17/6/2013 – Via Web.

 

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Inside Out Art Project em São Paulo com colaboração da INTVS

Em 2 de março de 2011, o artista de rua JR ganhou o prêmio TED na Califórnia e pediu a criação de um projeto global de arte participativa, com o potencial de mudar o mundo. Este projeto é chamado Inside Out.

Inspirado pelo grande formato de cartazes de JR, o projeto é uma plataforma global para as pessoas compartilharem suas histórias não contadas e transformar mensagens de identidade pessoal em obras de arte pública. Mais de 120 mil pessoas de mais de 108 países participaram. Abaixo o trailer do documentário lançado pela HBO sobre o projeto:

Foi então que São Paulo se tornou uma das cidades participantes. Pela coordenação de Carlos Inada, da Dharma Arte, a ação foi realizada com a ajuda de voluntários, artistas e coletivos, como nós do Intervenções.com.

Inside Out São Paulo foi realizada com os moradores da Favela do Moinho, sendo um trabalho com, para e por pessoas. Isso não significa que tenha uma abordagem “individualista”, nem que as questões urgentes que afetam comunidades como o Moinho tenham sido deixadas de lado — e sim que foi uma proposta de retornar àqueles sem os quais nenhuma causa faz sentido: pessoas reais, como todos nós.

De março a julho de 2012, os moradores da Favela do Moinho e também pessoas que moram ou trabalham na região foram fotografados. Nos dias 12, 13 e 14 de outubro, e nos dias 22, 23 e 24 de novembro, por meio de colagens, projeções e outras atividades buscamos mostrar a face humana não só dos moradores do Moinho mas de todos nós, nossa humanidade compartilhada.

Esperamos com isso colaborar para que os “outros”, da Favela do Moinho ou pessoas que circulam pela região, sejam vistos pelo que são e pelo que compartilham com cada um de nós — nossa humanidade compartilhada. Veja algumas dessas fotos:

Eduardo por Emília Mosés.

O que é importante para você? “Ter um lugar para ficar.”

Odalício por Carlos Alkmin.

O que é importante para você? “Gozar a vida com saúde, sem mágoas, rancor ou medo.”

Maria Aparecida por Carlos Alkmin.

O que é importante para você? “Sorrir, brincar.”

Leandro Ogalha da INTVS  participa da produção no Lago da Batata, em SP. Abaixo, uma entrevista realizada com o artista JR em sua passagem por SP.

*Alguns textos foram extraídos do site Dharma Arte

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